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3 de novembro de 2010

Ciência e Arte – 11: Jactos no Sol

Espículas solares (solar spicules) Clique para ver a imagem no máximo da resolução (2,49 MB)

Imagine um tubo tão largo como Portugal e tão longo quanto a Terra. Agora imagine que esse tubo está cheio de gás que se move a 50 000 quilómetros por hora. Imagine ainda que esse tubo não é feito de metal, mas sim um campo magnético. Se conseguiu fazê-lo, visualizou uma de uma miríade de espículas na superfície do Sol. Na imagem deste artigo pode ver uma das imagens de maior resolução que existem destas enigmáticas espículas. Adaptado daqui, onde pode obter mais informação.

13 de novembro de 2009

Ciência e Arte – 10: O centro da nossa galáxia

galacticcenter_greatobs_big Créditos: NASA, ESA, SSC, CXC e STScI 

[Clique na imagem para vê-la em todo o seu esplendor]

A imagem anterior foi obtida combinando imagens provenientes do Telescópio Espacial Hubble (no infravermelho próximo), do Telescópio Espacial Spitzer (no infravermelho) e do Observatório de raios-X Chandra (na gama dos raios-X). Só desta forma foi possível criar esta espantosa imagem que nos mostra, com detalhe nunca antes visto, o centro da nossa galáxia.

São visíveis vastos campos estelares, bem como densos agrupamentos de estrelas, longos filamentos de poeiras e gás, a expansão de restos de supernovas, e aquilo que é, muito provavelmente, o buraco negro do centro da nossa galáxia (vídeo). O centro da galáxia encontra-se a cerca de 27 000 anos-luz da Terra.

1 ano-luz é o mesmo que 9 460 730 472 580,8 km ou, mais facilmente, 9,5x1012 km (quase 10 milhões de milhões de quilómetros).

A imagem abaixo identifica algumas destas zonas e apresenta uma escala para que possamos ter a noção da vastidão que a imagem retrata.

hs-2009-28-g-compass_large_web

19 de setembro de 2009

Noite dos Investigadores 2009 | Cientistas ao Palco – 25 de Setembro

Poster NI09A Noite dos Investigadores - Researchers' Night- é um evento promovido pela Comissão Europeia desde 2005 com o objectivo de aproximar os investigadores do público em geral.
Acontece tradicionalmente em toda a Europa na 4ª sexta-feira do mês de Setembro, por isso, este ano o evento tem data marcada para o dia 25 de Setembro.
Serve para estimular a reflexão, a discussão e o debate público sobre o quotidiano dos investigadores, o poder e as limitações do trabalho que desenvolvem, os sucessos e as frustrações, as decisões que têm de assumir e o impacto da ciência na sociedade.
Cientistas ao Palco é um dos projectos portugueses seleccionado pela Comissão Europeia para a Noite dos Investigadores deste ano. De Norte a Sul do país, em Lisboa, Porto, Coimbra e este ano também no Algarve, em Olhão, no Ria Shopping. Os próprios cientistas vão subir ao palco para interpretarem várias performances produzidas para o evento.6_bioAo mesmo tempo das artes performativas, pessoas de todas as idades vão poder participar numa série de actividades interactivas de ciência.
Do início da tarde até ao final da noite o público terá oportunidade de conhecer, experimentar, reflectir e debater a ciência e os seus actores principais: os cientistas.
Os cientistas estão entre nós!3_bioPrograma para os espectáculos a realizar no Ria Shopping, em Olhão, no dia 25 de Setembro.
10h00 – 21h00 | ACTIVIDADES ‘MÃOS NA MASSA’
Experiências e demonstrações para todas as idades organizadas por várias entidades ligadas à ciência: descubra como a ciência está presente em quase tudo à nossa volta. Saiba mais
11h00 - 15h00 | O Teatro da Evolução | 30 min | M/8  (dirigido aos alunos do 3º, 4º, 5º e 6º anos)
O espectáculo ”O Teatro da Evolução” é uma peça de teatro interactiva, sob a forma de uma aula encenada, em que são abordadas/representadas cenas marcantes da vida de Darwin, a Ciência antes de Darwin, quais as principais ideias de Darwin e o que a comunidade cientifica pensa sobre as suas teorias na Actualidade. Dado o público-alvo, os temas serão abordados de forma transversal e com uma linguagem simples e acessível, embora rigorosa.
12h30 / 18h00 / 21h30 | SPEED-DATING COM CIENTISTAS
Em cinco minutos conheça um cientista, descubra o que investiga, porque o faz, o que já descobriu e o que mais gostaria de descobrir. Passado este tempo, é altura de conhecer um outro cientista.
21h00 – 21h30 | MÚSICA
Banda de Cientistas: ‘Os Darwins’
22h00 | O Homem não é um macaco | 60 min | M/4 (dirigido aos alunos do 3º, 4º, 5º e 6º anos)
Abarcando simultaneamente os aspectos mais comezinhos do seu dia-a-dia e as investigações científicas que deram origem à Teoria da Evolução, o espectáculo “o Homem não é um Macaco” é simultaneamente uma homenagem e uma paródia, tornando humano aos olhos do público Darwin, com todo o rigor histórico e científico possível. Há 200 anos atrás nasceu um dos maiores génios da Ciência – e o seu antepassado ancestral afinal não era Adão. Seria o macaco? E até se descobrir a resposta para esta pergunta muito se teve que viajar.
Pode consultar mais detalhes em www.cientistasaopalco.com
Aproveitem! (Mas é pena estar apenas relacionado com a área da Biologia)

23 de julho de 2009

Ciência e Arte – 9: Oxygen, uma curta-metragem de animação

A seguinte curta-metragem tem o nome de Oxygen e pretende mostrar alguma propriedades deste elemento químico (e não só) de uma forma bem humorada.

É uma animação em 3D da autoria de Christopher Hendryx, que a produziu no Ringling College of Art + Design como tese para o departamento de Animação computacional.

Atenção aos pormenores. Recomendo mais do que uma visualização.

4 de julho de 2009

Ciência e Arte - 8: A biografia de um átomo de carbono

Biography of a carbon atom

Autor: Dan McCarthy. Fonte da imagem.

É pena não poder apresentar uma versão com resolução suficiente para se poder ler a legenda de cada uma das imagens, mas capta-se perfeitamente a ideia.

31 de maio de 2009

Ciência e Arte - 7

three_spheres_ii

Três esferas II, M.C. Escher.

Litografia, 1946.

A esfera da esquerda é transparente e mostra de forma fotorrealista a luz refractada através de si, em direcção ao observador e sobre a superfície.

A esfera ao centro é reflectiva e mostra a imagem de Escher no seu estúdio enquanto desenhava as três esferas. Nela ocorre a reflexão especular.

A esfera da direita é opaca e nela ocorre a reflexão difusa.

Para mais obras deste artista holandês, visite o sítio oficial, ou ainda este sítio.

Fonte da descrição e fonte da imagem.

Ciência e Arte - 6

Hand_with_Reflecting_Sphere_Escher

Mão com esfera reflectora ou Auto-retrato em espelho esférico, M.C. Escher.

Litografia, 1935.

Para mais obras deste artista holandês, visite o sítio oficial, ou ainda este sítio.

Fonte da imagem.

17 de maio de 2009

Ciência e Arte - 5

PenroseTriangle_500O triângulo de Penrose é um objecto impossível. Parece sólido quando desenhado, mas não pode ser construído. Foi criado pelo artista sueco Oscar Reutersvärd, em 1934.

O matemático Roger Penrose popularizou-o nos anos 50 do século XX, descrevendo-o como "a impossibilidade na sua forma pura". Aparece proeminentemente nos trabalhos do artista M.C. Escher (recomendo a visita deste sítio).

Fonte da imagem.

Na imagem abaixo podemos ver uma escultura de um triângulo impossível, criado por Brian MacKay & Ahmad Abas, localizada na rotunda de Claisebrook, em Perth, Austrália.

Perth_Impossible_Triangle_Penrose

4 de maio de 2009

Ciência e Arte - 4

tarantula_nebula_HST

“No coração da Nebulosa da Tarântula”

(ESA, NASA, ESO, & Danny LaCrue)

No coração da Nebulosa da Tarântula (situada a 170 mil anos-luz de distância da Terra), jazem gigantescas bolhas de gás a altas energias, longos filamentos de poeira e estrelas invulgarmente massivas. No centro está um novelo de estrelas tão denso que já chegou a ser considerado uma única estrela. Este agrupamento de estrelas, denominado R136 ou NGC 2070, é visível pouco acima do centro da imagem e é o lar de um grande número de estrelas jovens e quentes. A luz altamente energética destas estrelas ioniza continuamente o gás da nebulosa, enquanto que o seu vento de partículas passa por entre as bolhas de gás, o que permite criar os longos e intrincados filamentos visíveis. Esta nebulosa é uma das maiores regiões de formação de estrelas conhecidas.

Fonte (recomendo que transfiram a imagem com a máxima resolução, mas com 3 MB, para poderem ver tudo em detalhe)

Mais informação sobre a imagem:

This mosaic of the Tarantula Nebula consists of images from the NASA/ESA Hubble Space Telescope's Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2) and was created by 23 year old amateur astronomer Danny LaCrue. The image was constructed by 15 individual exposures taken through three narrow-band filters allowing light from ionised oxygen (501 nm, shown as blue), hydrogen-alpha (656 nm, shown as green) and ionised sulphur (672 nm, shown as red). The exposure time for the individual WFPC2 images vary between 800 and 2800 seconds in each filter. The Hubble data have been superimposed onto images taken through matching narrow-band filters with the European Southern Observatory's New Technology Telescope at the La Silla Observatory, Chile. Additional image processing was done by the Hubble European Space Agency Information Centre. Fonte

20 de abril de 2009

Ciência e Arte - 3

Dunas em Marte - APOD

“Flowing Barchan Sand Dunes on Mars”
Crédito: HiRISE, MRO, LPL (U. Arizona), NASA

Na realidade, quem criou esta bela imagem foi o clima marciano, mas foi graças à ciência e tecnologia humanas que a podemos estar a ver hoje, a 2,12 UA ou, aproximadamente, 318 milhões de km de distância (as 2,12 UA foram-me indicadas pelo Starry Night).

Embora os líquidos solidifiquem e evaporem rapidamente na rarefeita atmosfera marciana, os ventos persistentes podem fazer com que grandes dunas de areia pareçam fluir e mesmo escorrer como se fossem um líquido. A imagem mostra-nos uma pequena porção no sul de Marte, onde a estação está a mudar da Primavera para o Verão. À medida que o vento sopra da direita para a esquerda, o fluxo de areia ao redor das colinas deixa traços pitorescos. As "gotas" em forma de seta de areia fina são chamadas barchans, e são as primas interplanetárias de estruturas de areia existentes na Terra. Nas últimas semanas, os ventos no sul de Marte têm vindo a aumentar de intensidade e estão a ser vigiados para ver se provocam mais uma das famosas tempestades de areia marcianas à escala planetária. Fonte

9 de abril de 2009

Ciência e Arte - 2

Bubble Chamber event_1

Na sequência deste post, mais uma bela imagem dos processos sub-nucleares. As câmara de bolhas são cheias com líquido, que é mantido muito próximo do ponto de ebulição. Quando partículas electricamente carregadas passam por esse líquido, formam-se pequenas bolhas à sua passagem. Estas pequenas linhas de bolhas podem ser fotografadas e analisadas, possibilitando a descoberta de partículas que tinham sido previstas teoricamente. Esta imagem foi tirada na primeira câmara de bolhas de hidrogénio líquido, do CERN. Fonte

7 de abril de 2009

Ciência e Arte - 1

Este é o primeiro artigo dedicado à Ciência como Arte (conceito discutível, como se sabe).

Considero que há resultados experimentais, imagens, fórmulas, aparatos experimentais, entre outros, que poderiam e deveriam ser expostos em museus.

Sempre que encontrar algo relacionado com a Ciência que considere belo, postarei aqui, juntamente com uma breve descrição.

A imagem que se segue calhou ser a primeira. Não houve qualquer razão especial.

KAON DECAY IN A BUBBLE CHAMBER

Nesta imagem, o decaimento de uma partícula Káon foi capturado por uma câmara de bolhas do CERN. As câmaras de bolhas foram extensamente utilizadas nas experiências de física das partículas, desde cerca de 1955 até aos anos 70. Mesmo hoje, as fotografias obtidas por este método fornecem algumas das mais belas e apelativas formas de visualizar os processos sub-nucleares. Fontes: [1] e [2]

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Estão atentos a este blogue....