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30 de setembro de 2015

Vídeo muito interessante sobre o nosso lugar no Universo

Este vídeo foi utilizado este ano nas aulas do 7º ano e os alunos gostaram bastante.

Após a sua visualização pode deixar na caixa de comentários a sua opinião sobre a existência de vida noutros planetas.

24 de setembro de 2013

Sim, somos filhos das estrelas

Primeiro episódio da excelente série da BBC - Space. Utilizo-o nas aulas do 7ºano.


Como tem muita informação, deve ser visto com atenção e não há que hesitar em parar o vídeo, ou mesmo recuar um pouco, para perceber melhor alguma parte. Espero que gostem.

22 de abril de 2010

NASA revela novas imagens do Sol

A NASA revelou as primeiras imagens do Sol captadas pelo Solar Dynamics Observatory (SDO), lançado para o espaço no passado dia 11 de Fevereiro. O SDO consegue captar imagens com uma qualidade dez vezes superior a uma televisão de alta definição e poderá esclarecer os especialistas sobre os efeitos solares no clima da Terra. Fonte

29 de março de 2010

O Pavilhão do Conhecimento em directo com o CERN

LHC Comunicado da Ciência Viva:

Física (quase) à velocidade da luz
O Pavilhão do Conhecimento em directo com o CERN entre as 7:30 e as 17:30

Caros amigos,
Amanhã, Terça-feira, dia 30 de Março, o CERN (Laboratório Europeu de Física de Partículas) vai testar em condições reais o maior acelerador de partículas do mundo: o LHC.

Os feixes irão circular em sentidos contrários, de forma a fazer colidir as partículas em locais específicos. Dessas colisões resultará a maior concentração de energia jamais alcançada pelo Homem.

O Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva estará em ligação permanente com o Centro de Controlo do CERN para transmissão em directo dos testes do LHC.
No auditório, presencialmente, físicos portugueses de altas energias irão comentar a transmissão ao longo do dia. Gaspar Barreira (LIP), Jorge Romão e Gustavo Castelo Branco (Centro de Física Teórica de Partículas, IST), Augusto Barroso (Centro de Física Teórica e Computacional, UL) e Jorge Dias de Deus (CENTRA, IST) são alguns dos físicos que responderam ao desafio de nos ajudar a compreender a importância destes testes e das experiências previstas no LHC para o nosso conhecimento da Física e do Universo.
Os investigadores Ana Henriques (CERN) e André David (LIP) participam por videoconferência a partir do CERN.

O LHC é constituído por um anel de 27 quilómetros de circunferência na fronteira franco-suíça, a 100 m de profundidade, refrigerado à temperatura de -271,4 ºC, muito próximo do zero absoluto. Em laboratórios subterrâneos ao longo deste anel estão instalados quatro grandes conjuntos de detectores (ALICE, ATLAS, CMS e LHCb), onde vão ocorrer colisões entre protões deslocando-se a uma velocidade muito próxima da velocidade da luz no vácuo, cerca de 300.000 quilómetros por segundo.

Em todo o mundo os físicos aguardam com expectativa os resultados dos testes para poderem dar início às suas experiências. O caso não é para menos, pois espera-se com o LHC tentar recriar as condições de temperatura e densidade de energia existentes no início do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos.
Para além do conhecimento, que poderemos alcançar com estas experiências? Os físicos respondem.

Participe na sessão no auditório do Pavilhão do Conhecimento ou assista à transmissão em directo através da Ciência Viva TV (http://www.cvtv.pt) a partir das 07h30m da manhã.
Programa completo na página web da Ciência Viva. (www.cienciaviva.pt)

Também aqui fica a ligação para a notícia no Público.

31 de janeiro de 2010

Spirit encontra-se irremediavelmente preso nas areias de Marte

Há aproximadamente um ano publiquei aqui o post Spirit e Opportunity: Os dois robôs geólogos da NASA fazem hoje cinco anos a trabalhar em Marte. Grande eficiência!.

A única roda livre do Spirit não funciona. As outras 5 estão enterradas nas areias de Marte. Agora o Spirit encontra-se irremediavelmente preso nas areias de Marte, ficando com o estatuto de plataforma estacionária de pesquisa. 

Parado Desde Maio do ano passado que o robô da NASA Spirit está preso numa zona de solo esponjoso de Marte e, desde então, o centro de controlo da missão tem tentado libertá-lo, mas sem sucesso. Mais de meio ano depois, a NASA rendeu-se à imobilidade do Spirit e já anunciou que, seis anos depois de aquela sonda móvel ter aterrado em Marte (onde já percorreu um longo caminho), o robô passa à condição de estação científica fixa.

"O Spirit encontrou o que se pode chamar o pesadelo dos golfistas, a armadilha da areia. Não importa quantas tacadas se dê, não se consegue sair de lá", explicou Doug McCuistion, director do programa de exploração de Marte da NASA, citado pela BBC News, sublinhando que o Spirit "continuará, no entanto, a dar o seu contributo para a ciência".

Encalhado na areia de Marte, o robô está a ser controlado a partir de Terra para optimizar a utilização dos seus painéis solares, na posição em que está.

A partir de Abril, no entanto, com a chegada do Inverno marciano, o Spirit deverá entrar em modo de hibernação, já que a radiação solar que nessa altura chega à superfície do planeta não será suficiente para operar o robô. Se tudo correr como o esperado, só a partir de Agosto o Spirit voltará a receber a radiação solar suficiente para funcionar em pleno.

Há seis anos no Planeta Vermelho, aquela sonda registou e enviou para a Terra milhares de imagens e descobriu provas da existência de água no passado do planeta. A partir de agora colherá dados no mesmo local. Fonte: DN

Ler mais nos seguintes links:

Também esta semana no xkcd:

spirit[1]

29 de janeiro de 2010

Explore os limites do Universo ao longo de 63 ordens de grandeza

Publiquei há tempos no post Dimensão relativa de células, bactérias, vírus, moléculas e átomos uma animação que mostrava a dimensão relativa de células, bactérias, vírus, moléculas e átomos.

Agora deparei-me aqui com uma outra animação que leva este exercício ainda mais longe. Com ela podemos ir desde os limites do Universo conhecido (1027 m) até ao comprimento de Planck (10-35 m), a menor dimensão com significado físico. Pode aceder à animação aqui ou directamente no sítio original. São cerca de 3MB, mas vale bem a pena. O autor, Fotoshop, está de parabéns.

Size_universe (Small)

Size_Human (Small)

Size_Plank (Small)

8 de janeiro de 2010

Planetas e estrelas representados à escala (II)

Este vídeo, tecnicamente muito bem conseguido, mostra o tamanho relativo dos planetas do Sistema Solar, bem como entre o nosso Sol e outras estrelas verdadeiramente gigantescas.

Este assunto já foi abordado aqui no Átomo e meio nos posts:

O Universo conhecido

Este filme mostra o Universo conhecido através de observações astronómicas.  

Todos os satélites, luas, planetas, estrelas e galáxias estão à escala e na sua correcta localização, de acordo com os dados actualmente mais correctos.

O seu tratamento é da responsabilidade de astrofísicos do Planetário Hayden, do Museu Americano de História Natural, no projecto Atlas digital do Universo.

21 de novembro de 2009

Átomo: Excelente documentário da BBC

Neste documentário em 3 partes, produzido pela BBC e emitido em 2007, o Professor Jim Al-Khalili conta-nos a história da maior descoberta científica de todos os tempos: a matéria é formada por átomos.

Átomo, é um documentário extraordinário e que considero de visionamento obrigatório por todos os que se interessam por ciência.

Disponibilizo aqui os três episódios, legendados em português europeu. Cada episódio está dividido em 6 partes.

  • Episódio 1 – Choque de Titãs

O Professor Jim Al-Khalili conduz-nos desde a descoberta do átomo até ao desenvolvimento da mecânica quântica.

 

  • Episódio 2 – A chave para o Cosmos

Este episódio aborda descobertas profundamente transformadoras como a radioactividade, a bomba atómica e o desenvolvimento da teoria do Big Bang. Também tenta responder à maior questão de todas: por que estamos aqui e como fomos feitos?

 

  • Episódio 3 – A ilusão da Realidade

Al-Khalili fala-nos da possibilidade da existência de universos paralelos, em que existirão diferentes versões de cada um de nós, e de que, afinal, o espaço vazio pode não o ser.

Tenho a certeza que dará por muito bem empregue o tempo passado a ver este documentário. Depois diga-me o que achou.

15 de novembro de 2009

Stellarium e Celestia: Dois excelentes recursos gratuitos para astronomia

Este artigo tem por base um outro publicado logo no início do blogue e que ficou algo esquecido. Como agora também existe uma versão portátil do Celestia, resolvi actualizá-lo desenterrá-lo (obrigado pela lembrança Mathias).

Estes dois softwares de astronomia são excelentes e gratuitos.

O programa pode ser descarregado da página principal. Se pretender uma versão portátil (não necessita de instalação), pode encontrá-la aqui.

Aqui ficam algumas imagens.

Este programa tem um grande arquivo de extras, muitos dos quais especialmente dedicados ao ensino. Se pretender uma versão portátil (não necessita de instalação), pode encontrá-la aqui.

Aqui ficam algumas imagens.

Descarregue as versões portáteis, explore os dois programas e depois diga qual a sua opinião.

13 de novembro de 2009

Ciência e Arte – 10: O centro da nossa galáxia

galacticcenter_greatobs_big Créditos: NASA, ESA, SSC, CXC e STScI 

[Clique na imagem para vê-la em todo o seu esplendor]

A imagem anterior foi obtida combinando imagens provenientes do Telescópio Espacial Hubble (no infravermelho próximo), do Telescópio Espacial Spitzer (no infravermelho) e do Observatório de raios-X Chandra (na gama dos raios-X). Só desta forma foi possível criar esta espantosa imagem que nos mostra, com detalhe nunca antes visto, o centro da nossa galáxia.

São visíveis vastos campos estelares, bem como densos agrupamentos de estrelas, longos filamentos de poeiras e gás, a expansão de restos de supernovas, e aquilo que é, muito provavelmente, o buraco negro do centro da nossa galáxia (vídeo). O centro da galáxia encontra-se a cerca de 27 000 anos-luz da Terra.

1 ano-luz é o mesmo que 9 460 730 472 580,8 km ou, mais facilmente, 9,5x1012 km (quase 10 milhões de milhões de quilómetros).

A imagem abaixo identifica algumas destas zonas e apresenta uma escala para que possamos ter a noção da vastidão que a imagem retrata.

hs-2009-28-g-compass_large_web

29 de outubro de 2009

Astrónomos descobrem o mais distante objecto jamais visto

Notícia do DN online de hoje, com adendas minhas a itálico.

Um grupo internacional de astrofísicos detectou um corpo celeste que é o mais distante e antigo registado até agora, e confirmou que as estrelas já existiam quando o universo tinha apenas 600 milhões de anos. (…)

Os artigos analisam a explosão de raios gama registada a 23 de Abril, que foi a mais distante observada até agora e corresponde à explosão da estrela mais antiga e longínqua que se conhece, uma gigante que se apagou há 13 mil milhões de anos e cujo último esplendor chegou à Terra há apenas seis meses. [O ponto vermelho no centro da imagem é a única luz que resta da estrela que implodiu. A imagem mostra um vislumbre de como era o Universo quando tinha apenas 5% da sua idade actual. Fonte]deepspace

As explosões de raios gama são dos fenómenos que mais energia libertam no universo, correspondendo à explosão de uma estrela gigante no final da sua vida, que assim esgota o seu combustível e se extingue, dando lugar a um buraco negro ou a uma estrela de neutrões. (…)

Javier Gorosabel revelou, por seu turno, que a luz da estrela que se finou viajou pelo espaço desde um tempo em que ainda não existiam nem o Sol, nem a Terra.

Alberto Fernández Soto complementou que, com isto, se comprova que há 13 mil milhões de anos já existiam estrelas, algo que até agora não passava de uma hipótese, e se conclui que "a formação dos corpos celestes foi mais rápida do que se pensava". (…)

Para proceder a estas análises, os cientistas recorreram a dados obtidos por vários telescópios colocados em diversos pontos do mundo, entre os quais o da estação espanhola BOOTES-3, situado na Nova Zelândia, e o telescópio Nazionale Galileo, operado por italianos e localizado na ilha espanhola de La Palma. [Os astrónomos utilizaram um satélite da NASA chamado Swift para encontrar as explosões de raios gama. Veja o vídeo. Fonte]

11 de outubro de 2009

Vida e morte de uma estrela: as estrelas como fábricas de elementos químicos

Estes são mais dois vídeo que vieram do blogue do Carlos Portela: Vídeos para o Ensino da Física e da Química. Mais uma vez, o meu obrigado pelo excelente trabalho desenvolvido.

Vale mesmo a pena vê-los com atenção e claro que recomendo que os estudantes interessados o façam tirando notas. Podem sempre parar o vídeo e voltar atrás. Dificilmente se aprende tudo o que têm para ensinar numa primeira visualização. Aproveitem!

O primeiro veio daqui e dele retiro o seguinte texto.

Neste episódio da série Ask an Astronomer ("Pergunta a um Astrónomo"), Michelle Thaller (ver aqui as suas publicações no ScientificCommons) explica-nos o papel fundamental da força gravítica na vida de uma estrela. Dado o papel central que essa força desempenha na evolução estelar conclui-se que um dos factores determinantes dessa evolução é a massa da estrela, nomeadamente, se a estrela termina os seus dias como anã branca, estrela de neutrões ou buraco negro.

O segundo veio daqui e aproveito o seguinte texto escrito pelo Carlos Portela.

Durante a maior parte do tempo de vida de uma estrela, esta converte, fundamentalmente, os núcleos de hidrogénio-1 (protão) em núcleos de hélio-4.

Mas, em fases posteriores, as estrelas conseguem "fabricar", por fusão nuclear, elementos mais pesados. Nas gigantes vermelhas pelo menos até ao oxigénio e nas supergigantes vermelhas até ao ferro.

Mas é no ferro que termina o caminho usual da fusão nuclear. Então de onde é que vêm os elementos mais pesados do que o ferro? Os elementos mais pesados do que o ferro são produzidos nas supernovas: explosão tremendamente energética na fase final das estrelas "grandes" (de massa superior a oito massas solares).

Neste vídeo da série de ciência Origins da PBS Nova (Science Programming on Air and Online), Neil deGrasse Tyson conta-nos a história dos elementos. São também entrevistados os astrofísicos Robert Kirshner (Universidade de Havard) e Stan Woosley (Universidade da Califórnia, Santa Cruz).

Imagem com resumo de 50 anos de exploração espacial

No 11º ano estamos a iniciar o tema da Terra à Lua. Esta imagem leva-nos ainda mais longe e resume 50 anos de exploração espacial, com a trajectória de quase 200 missões realizadas. É um trabalho lindíssimo produzido por Sean McNaughton, da National Geographic e por Samuel Velasco da 5W Infographics. Fonte.

Repare nas trajectórias realizadas para alcançar os planetas mais distantes. Primeiro passam por Vénus e novamente pela Terra, de forma a acelerar usando a atracção gravitacional destes planetas.

A resolução original é demasiado elevada para ser colocada directamente aqui, mas se clicar na imagem (recomendo) pode abrir a versão em máxima resolução ou então guardá-la no seu computador.

50-years-exploration-huge (Small)

No 10º ano também estamos a rever alguns conceitos relacionados com o que conhecemos do Universo e das distâncias envolvidas. Assim sendo, esta imagem também permite tirar algumas conclusões, pois também permite visualizar as distâncias viajadas pelas diferentes sondas. Voyager1Para se ter uma ideia da  imensidão do cosmos, a Voyager 1 (foto à direita), que foi lançada em 1977, apesar de ser o objecto construído pelo homem que mais se afastou de nós e que mais rápido viaja (17,2 km/s ou 3,6 UA/ano), só agora, 32 anos depois, atingiu os 16 mil mihões de km. Parece muito, mas fazendo uma comparação, é o mesmo que os navegadores no tempo dos descobrimentos apenas terem explorado o porto de onde saíram.

Estive a realizar uns cálculos simples (proponho que os leitores também os façam) e facilmente se conclui que, mantendo a rapidez actual, se estivesse dirigida para a Próxima de Centauro, a estrela mais próxima (a cerca de 4 anos luz) ,apenas lá chegaria daqui a cerca de 70 000 anos!!!

Temos mesmo que descobrir métodos mais rápidos de transporte.

GPN-2000-001976 (Small) Aproveito para fazer referência ao disco que as duas Voyager transportam e que fornece indicações da nossa localização e da nossa história (Lista dos conteúdos). Servirão para um eventual encontro com uma civilização extraterrestre, ou com futuros humanos. São as nossas embaixadoras e servem como uma cápsula do tempo.

24 de setembro de 2009

Calendário cósmico

Hoje, numa aula do 10º ano, dei por mim a falar do calendário cósmico. Senti necessidade de refrescar a memória e de mostrar melhor aos alunos aquilo a que me referia.

O Calendário Cósmico comprime toda a história do Universo em somente 1 ano. Foi popularizada por Carl Sagan no seu livro Os Dragões do Éden e na série para televisão Cosmos, que o próprio apresentou (recomendo ambos).

No dia 1 de Janeiro sucede o Big Bang e à meia-noite do dia 31 de Dezembro está o dia presente, o exacto momento em que o leitor está a ler este texto. Nesta escala, 1 mês vale cerca de mil milhões de anos; e uma vida humana média (75 anos) equivale a um milionésimo de segundo! Mais aqui.

calendario-cosmico_(cosmic-calendar) (clique sobre a imagem para a ampliarem)

1 de Janeiro: Big Bang!
1 de Março: nascimento da Via Láctea.
1 de Agosto: nascimento do Sistema Solar.
1 de Setembro: aparecimento da vida (unicelular) na Terra.
1 de Novembro: aparecimento da vida multicelular.
15 de Dezembro: Big Bang Biológico. A Explosão Câmbrica deu origem à diversidade de vida que vemos actualmente.
18 de Dezembro: aparecimento das primeiras plantas.
21 de Dezembro: os primeiros insectos começam a dominar o mundo.
24 de Dezembro: aparecimento dos dinossauros.
25 de Dezembro: aparecimento dos mamíferos.
27 de Dezembro: aparecimento dos pássaros.
29 de Dezembro: um asteróide arrasa com o domínio dos dinossauros.
31 de Dezembro – 10 da manhã: aparecimento dos macacos.
31 de Dezembro – 21 horas: aparecimento dos hominídeos.
31 de Dezembro – 23h54m: aparecimento do homem moderno.
31 de Dezembro – 23h59m45s: invenção da escrita.
31 de Dezembro – 23h59m50s: as pirâmides são construídas no Egipto.
31 de Dezembro – 23h59m54s: nascimento de Cristo.
31 de Dezembro – 23h59m58s: Cruzadas!
31 de Dezembro – 23h59m59s: Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil! Renascimento!

Fonte: O post Cosmos de Carl Sagan (no astroPT).

O vídeo que se segue faz parte da série Cosmos e nele Carl Sagan explica o calendário cósmico. Se preferir tem abaixo o mesmo vídeo legendado em português brasileiro (atenção que o bilhão que surge nas legendas corresponde a mil milhões), mas com pior qualidade de imagem.

Nesta segunda versão do Calendário Cósmico, Carl Sagan explora o tema da origem e desenvolvimento da vida:

Espantoso não é?

5 de julho de 2009

Em 2004 despenhou-se um disco voador no deserto do Utah

Em 2004, vindo do espaço exterior e após ter sido seguido por radar e perseguido por helicópteros, despenhou-se um disco voador no deserto do Utah.

genesisimpact_nasa1_flying-saucer-ufo-ovni Fonte: Genesis Mission, NASA

No entanto, este disco voador não era um OVNI (objecto voador não identificado) – ou UFO (unidentified flying object), em inglês – nem estiveram envolvidos extraterrestres.

O disco na foto anterior era a cápsula da Genesis que trazia amostras e que fazia parte da nave Genesis lançada em 2001 pela NASA com o objectivo de estudar o Sol.

A colisão (ver vídeo) a mais de 300 km/h não estava prevista e ocorreu porque o pára-quedas não abriu como previsto.

A missão Genesis tinha estado a orbitar o Sol, recolhendo partículas do vento solar, que são normalmente deflectidas pelo campo magnético terrestre. Apesar do embate, muitas das amostras permaneceram intactas, continuam a ser analisadas e já permitiram descobrir novos detalhes sobre a composição do Sol e dos efeitos do vento solar em materiais desprotegidos.

Fonte.

21 de junho de 2009

Eugene Cernan deixou as últimas pegadas na Lua

Eugene_Cernan_(Gemini_9)Na passada 6ª feira, Mário Crespo (um dos poucos jornalistas a sério que ainda temos no país), entrevistou Eugene Cernan na SIC Notícias.

Por que motivo faço aqui referência a esta entrevista? Pela simples razão de Eugene Cernan ter sido o último Homem a pisar o solo lunar. Foi há 37 anos.

Fazendo parte dos programas Gemini e Apollo, Eugene Cernan viajou para a Lua em duas ocasiões diferentes, a primeira apenas sobrevoando o satélite na Apollo 10 e a segunda comandando a Apollo 17, pousando na região de Taurus-Littrow. Nesta missão, ele e Harrison Schmitt passaram três períodos em actividades extra-veiculares na superfície, cobrindo um total de 22 horas fora do módulo lunar Falcon, em comparação com as duas horas dos pioneiros Neil Armstrong e Edwin Aldrin, três anos antes. Também quebraram os recordes de quantidade de material geológico trazido de volta e dirigiram mais de 35 km com o jipe lunar pela superfície de Taurus- Littrow. Fonte

Vale mesmo a pena ver a entrevista. Pela qualidade da mesma, pelas imagens da missão que nela são apresentadas, pela História, pela mensagens lúcidas e motivadoras de um homem com uma experiência de vida extraordinária.

Para quando outras missões tripuladas à Lua ou a Marte? Por falta de tecnologia não é certamente. Como diz Eugene Cernan durante a entrevista: “Temos mais poder computacional na palma da nossa mão, num telemóvel, do que eu tive para ir à Lua e voltar.”

Aqui está ela. Fonte

De momento o vídeo não se encontra disponível. Espero que seja temporário.
Afinal parece que já está outra vez (parece-me que o email para a SIConline deu resultado).

2 de junho de 2009

A misteriosa Matéria Negra do Universo tem mais encanto…

Dark matterInvestigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram uma nova técnica de medição do rendimento da cintilação nos detectores de gases nobres que poderá representar um "contributo importante" para a detecção da Matéria Negra do Universo.

A Matéria Negra é uma substância pouco conhecida que se pensa ter influência sobre a gravidade necessária para manter o Universo unido.

Desde há cinco anos que os investigadores trabalhavam neste estudo, que resultou agora na criação de uma técnica de medição "mais precisa e directa" do rendimento de cintilação nos detectores de gases nobres (Xénon e Árgon), um "mecanismo essencial para a detecção de Matéria Negra", anunciou hoje a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Desenvolvida pelo Grupo de Instrumentação Atómica e Nuclear (GIAN), da FCTUC, a investigação é encarada pelo seu coordenador, Joaquim Santos, como um "passo pequeno mas importante para se compreender o funcionamento dos detectores da Matéria Negra e obter um conhecimento mais exacto dessa matéria".

"Há 94 por cento da matéria do Universo que não é visível, daí chamar-se Matéria Negra, e que explicará como a nossa Galáxia está junta e é como é", disse à Lusa o físico.

Joaquim Santos refere que a Matéria Negra "vê-se a partir da ionização que se produz no Árgon e que o que os investigadores de Coimbra desenvolveram foi um "método simples de medir quantos fotões (quantidade de luz) são produzidos por cada electrão que é libertado no Árgon". Leia a notícia completa no Público.

Para obter mais informação, aceda a:

19 de maio de 2009

O que dizer a um extraterrestre?

SETI_Earth SpeaksO projecto Earth Speaks (A Terra fala) explora uma questão crucial na procura por vida extraterrestre (em inglês, SETI - Search for Extraterrestrial Intelligence):

“Se descobrirmos vida inteligente para além da Terra e resolvermos responder, que deveremos dizer?”

Há quase meio século que se usam radiotelescópios para tentar ouvir mensagens de uma outra civilização inteligente algures no Universo. Mas, se descobrirmos outra inteligência, o que teríamos para lhes dizer? Se tem alguma sugestão, vai poder dá-la, a partir de 15 de Maio, no site http://messages.seti.org.

Na verdade, os cientistas nunca conseguiram chegar a acordo sobre o que dizer a extraterrestres inteligentes, se alguma vez os descobrimos. O projecto EarthSpeaks, do Instituto SETI pretende dar uma ajuda, recolhendo sugestões de todo e qualquer terráqueo com acesso à Internet. (…)

As mentes mais conspirativas podem recear até invasões, se começarmos a transmitir demasiada informação sobre nós e o nosso planeta para o espaço. Seria algo diferente das emissões de rádio e televisão que estamos a enviar desde que estas tecnologias foram inventadas na Terra – no romance “Contacto”, do astrofísico Carl Sagan (que resultou num filme com o mesmo nome, protagonizado por Jodie Foster), a transmissão da abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim, presidida por Adolf Hitler, era a primeira mensagem humana captada por uma civilização extraterrestre. (…)

As primeiras impressões têm mesmo importância. As mensagens iniciais da humanidade para uma civilização extraterrestre marcariam o tom das nossas relações durante centenas ou milhares de anos”, comentou Vakoch. Ler a notícia completa no Público.

Se enviar uma mensagem, escreva-a depois aqui, num comentário.

4 de maio de 2009

Ciência e Arte - 4

tarantula_nebula_HST

“No coração da Nebulosa da Tarântula”

(ESA, NASA, ESO, & Danny LaCrue)

No coração da Nebulosa da Tarântula (situada a 170 mil anos-luz de distância da Terra), jazem gigantescas bolhas de gás a altas energias, longos filamentos de poeira e estrelas invulgarmente massivas. No centro está um novelo de estrelas tão denso que já chegou a ser considerado uma única estrela. Este agrupamento de estrelas, denominado R136 ou NGC 2070, é visível pouco acima do centro da imagem e é o lar de um grande número de estrelas jovens e quentes. A luz altamente energética destas estrelas ioniza continuamente o gás da nebulosa, enquanto que o seu vento de partículas passa por entre as bolhas de gás, o que permite criar os longos e intrincados filamentos visíveis. Esta nebulosa é uma das maiores regiões de formação de estrelas conhecidas.

Fonte (recomendo que transfiram a imagem com a máxima resolução, mas com 3 MB, para poderem ver tudo em detalhe)

Mais informação sobre a imagem:

This mosaic of the Tarantula Nebula consists of images from the NASA/ESA Hubble Space Telescope's Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2) and was created by 23 year old amateur astronomer Danny LaCrue. The image was constructed by 15 individual exposures taken through three narrow-band filters allowing light from ionised oxygen (501 nm, shown as blue), hydrogen-alpha (656 nm, shown as green) and ionised sulphur (672 nm, shown as red). The exposure time for the individual WFPC2 images vary between 800 and 2800 seconds in each filter. The Hubble data have been superimposed onto images taken through matching narrow-band filters with the European Southern Observatory's New Technology Telescope at the La Silla Observatory, Chile. Additional image processing was done by the Hubble European Space Agency Information Centre. Fonte

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