terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Utilização da tabela periódica PTable para estudar configurações electrónicas e propriedades de elementos químicos

Já aqui falei por várias vezes na PTable, uma excelente tabela periódica interactiva. Desta vez recomendo a sua utilização para o estudo das configurações electrónicas (seleccione Orbital), bem como para o estudo de inúmeras propriedades dos elementos químicos (seleccione Propriedades), como o raio atómico e a primeira energia de ionização.

À medida que vai percorrendo com o ponteiro do rato os vários elementos, a distribuição vai sendo feita automaticamente, sendo possível seguir a aplicação do princípio de energia mínima, do princípio de exclusão de Pauli e da regra de Hund. Também considero muito bom o facto de mostrar a forma da orbital em que é colocado o último electrão, bem como os números quânticos que a caracterizam. Use e abuse desta ferramenta.

Clique na imagem para aceder à PTable.

tabela periódica dos elementos

Dimensão relativa de células, bactérias, vírus, moléculas e átomos

Esta excelente animação produzida pelo Genetic Science Learning Center da Universidade de Utah, mostra de uma forma muito bem conseguida a dimensão relativa de células, bactérias, vírus, moléculas e átomos. Permite realizar um zoom desde um grão de café até a um átomo de carbono.

Se tiver problemas em visualizar aqui no Átomo e meio a animação, visualize-a directamente no sítio original. Utilize o botão deslizante sob a animação para controlar o sentido do zoom. Recomendo um zoom lento de forma a captar toda a informação que vai surgindo. Chegado ao átomo, faça o caminho inverso.

Se sentir dificuldades na notação científica e na utilização de submúltiplos do metro, por baixo da animação está uma imagem que pode ser útil e sempre pode ler este postNotação científica, múltiplos, submúltiplos e seus prefixos e ainda operações com potências.

Estou certo de que gostará da viagem.

Basic CMYK

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Despreze o atrito e a resistência do ar

Ausência de atrito e de resistência do ar (plenamente atingida no vácuo): é isto que vem dito em muitos exercícios de Física. Mas, e se um físico tivesse mesmo que se deparar com estas condições?

experiment

Do genial Randall Munroe (xkcd.com) Fonte.

domingo, 29 de Novembro de 2009

Ensaios de chama

Os testes de chama têm por base o aquecimento de uma amostra sólida. Esta técnica é muito utilizada para identificar o ião positivo existente num sal puro. Os iões negativos, em geral, não interferem nesta análise (é conveniente que os sais a analisar sejam cloretos, pelo facto de serem mais voláteis).

Quando os sais são aquecidos, os electrões dos átomos podem ser excitados, ocorrendo então uma absorção de energia e os electrões transitam para níveis superiores de energia. Quando os electrões regressam ao estado fundamental, libertam energia sob a forma de radiação. É essa radiação que dá a coloração à chama que se vê no filme abaixo. Alguns elementos emitem radiação na região visível do espectro electromagnético, sendo possível, em alguns casos, identificar a presença desses elementos através da coloração que conferem à chama. Adaptado daqui.

800px-Bratislava_New_Year_Fireworks (Small) Este processo de emissão de radiações por elemento explica fenómenos conhecidos como as diferentes colorações das auroras polares (austrais ou boreais) ou dos fogos de artifício.

Relação entre elemento químico e cor do fogo de artifício

O vídeo que se segue demonstra vários ensaios de chama. Autores do vídeo: Lília Peres, João Paiva e Carlos Melo. Fonte.

Este outro vídeo foi retirado do post Ensaios de chama, do blogue Vídeos para o Ensino da Física e da Química.

sábado, 21 de Novembro de 2009

Átomo: Excelente documentário da BBC

Neste documentário em 3 partes, produzido pela BBC e emitido em 2007, o Professor Jim Al-Khalili conta-nos a história da maior descoberta científica de todos os tempos: a matéria é formada por átomos.

Átomo, é um documentário extraordinário e que considero de visionamento obrigatório por todos os que se interessam por ciência.

Disponibilizo aqui os três episódios, legendados em português europeu. Cada episódio está dividido em 6 partes.

  • Episódio 1 – Choque de Titãs

O Professor Jim Al-Khalili conduz-nos desde a descoberta do átomo até ao desenvolvimento da mecânica quântica.

 

  • Episódio 2 – A chave para o Cosmos

Este episódio aborda descobertas profundamente transformadoras como a radioactividade, a bomba atómica e o desenvolvimento da teoria do Big Bang. Também tenta responder à maior questão de todas: por que estamos aqui e como fomos feitos?

 

  • Episódio 3 – A ilusão da Realidade

Al-Khalili fala-nos da possibilidade da existência de universos paralelos, em que existirão diferentes versões de cada um de nós, e de que, afinal, o espaço vazio pode não o ser.

Tenho a certeza que dará por muito bem empregue o tempo passado a ver este documentário. Depois diga-me o que achou.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Stellarium e Celestia: Dois excelentes recursos gratuitos para astronomia

Este artigo tem por base um outro publicado logo no início do blogue e que ficou algo esquecido. Como agora também existe uma versão portátil do Celestia, resolvi actualizá-lo desenterrá-lo (obrigado pela lembrança Mathias).

Estes dois softwares de astronomia são excelentes e gratuitos.

O programa pode ser descarregado da página principal. Se pretender uma versão portátil (não necessita de instalação), pode encontrá-la aqui.

Aqui ficam algumas imagens.

Este programa tem um grande arquivo de extras, muitos dos quais especialmente dedicados ao ensino. Se pretender uma versão portátil (não necessita de instalação), pode encontrá-la aqui.

Aqui ficam algumas imagens.

Descarregue as versões portáteis, explore os dois programas e depois diga qual a sua opinião.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Ciência e Arte – 10: O centro da nossa galáxia

galacticcenter_greatobs_big Créditos: NASA, ESA, SSC, CXC e STScI 

[Clique na imagem para vê-la em todo o seu esplendor]

A imagem anterior foi obtida combinando imagens provenientes do Telescópio Espacial Hubble (no infravermelho próximo), do Telescópio Espacial Spitzer (no infravermelho) e do Observatório de raios-X Chandra (na gama dos raios-X). Só desta forma foi possível criar esta espantosa imagem que nos mostra, com detalhe nunca antes visto, o centro da nossa galáxia.

São visíveis vastos campos estelares, bem como densos agrupamentos de estrelas, longos filamentos de poeiras e gás, a expansão de restos de supernovas, e aquilo que é, muito provavelmente, o buraco negro do centro da nossa galáxia (vídeo). O centro da galáxia encontra-se a cerca de 27 000 anos-luz da Terra.

1 ano-luz é o mesmo que 9 460 730 472 580,8 km ou, mais facilmente, 9,5x1012 km (quase 10 milhões de milhões de quilómetros).

A imagem abaixo identifica algumas destas zonas e apresenta uma escala para que possamos ter a noção da vastidão que a imagem retrata.

hs-2009-28-g-compass_large_web

Aceleração e variação de velocidade

Este vídeo já tinha sido publicado no post Aceleração: variar ou não a velocidade, eis a questão!. Resolvi fazer-lhe novamente referência e aproveitei para colocá-lo no canal do Átomo e meio no Youtube.

Este pequeno vídeo mostra-nos o que é a variação de velocidade e a aceleração de uma forma bastante interessante.

Com o carro parado, a aceleração que o lançador imprime faz com que a bola varie o valor da sua velocidade de 0 km/h para 100 km/h (27,8 m/s).

Com o carro a deslocar-se a 100 km/h num sentido, o lançador volta a imprimir a mesma aceleração na bola (que também se está a deslocar a 100 km/h), mas agora a aceleração opõe-se ao movimento - tem sentido contrário ao da velocidade. O resultado é o que se verifica no vídeo, o valor da velocidade da bola passa de 100 km/h (atenção ao sinal de menos) para 0 km/h e a bola fica momentaneamente suspensa, caindo na vertical. Mesmo no final do vídeo, as repetições em câmara lenta mostram bem o que acontece.

Conclusão: pensar em grandezas vectoriais tem mais que se lhe diga do que pensar em grandezas escalares. Dar a devida atenção à direcção e ao sentido é fundamental.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Estudo do movimento: Qual cai primeiro, uma bala disparada na horizontal ou uma bala largada da mesma altura?

Os apresentadores da popular série MythBusters do Discovery Channel propuseram-se verificar experimentalmente a resposta à questão com que todos os estudantes de Física já se depararam: Qual cairá primeiro, uma bala disparada horizontalmente ou uma bala largada da mesma altura?
Segundo Adam e Jamie, a experiência nunca antes tinha sido tentada com uma arma real.

Mais uma vez se comprova: se as condições iniciais do movimento na vertical forem as mesmas, o tempo de queda será idêntico.

Estudo do movimento: Lançamentos

Estes dois vídeos produzidos pelo MIT TechTV demonstram bem a importância de sermos capazes de pensar no movimento vertical e no movimento horizontal de forma independente.

No primeiro, intitulado Monkey and a Gun, um macaco de peluche é suspenso por um electroíman, a uma certa distância e a uma certa altura. Uma bola de golfe é apontada directamente para o macaco e, quando disparada, corta a corrente no electroíman, provocando a queda do macaco. Desta forma, o macaco inicia a queda no mesmo instante em que a bola é disparada. O que acontecerá? (Aviso: Nenhum animal foi maltratado na realização deste filme)

É muito provável que quem estiver menos familiarizado com as leis da Física responda que o macaco se livra de ser atingido. No entanto, quem tiver alguns conhecimentos de Física por certo responderá que o macaco e a bola se encontram. É isto mesmo que sucede.

Intuitivamente poderíamos ser levados a pensar que a bola passaria sobre a cabeça do macaco visto a elevada velocidade com que foi disparada. Contudo, a gravidade afecta ambos os corpos da mesma forma e acelera-os igualmente para baixo, o que faz com que o macaco e a bola se encontrem. Não adianta disparar a bola com maior velocidade. Isso apenas faria com que se encontrassem a uma altura maior.

Neste segundo vídeo, intitulado Relative Motion Gun, vemos uma bola a ser lançada verticalmente de um carro em movimento. O que acontecerá?

Mais uma vez a Física dá-nos a resposta: como a bola foi lançada com o carro em movimento, os dois têm a mesma velocidade horizontal e, quando cair, os dois encontrar-se-ão. Não importa a velocidade vertical com que é lançada. Isso apenas afectará a altura que atingirá e o tempo que permanecerá no ar. Como as velocidades horizontais de ambos são idênticas, durante esse tempo deslocar-se-ão a mesmíssima distância horizontal. O carro não pode escapar.

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