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13 de setembro de 2010

Acesso ao ensino superior: as médias, os cursos e as universidades (2010)

colocacoesTal como há um ano, volto a publicar a média mínima com que foi possível ingressar neste último concurso (2010) em cada um dos cursos do ensino superior.

Se for do seu interesse, descarregue aqui o documento em pdf (fonte) e vá dedicando algum tempo a pensar nestes assuntos.

Qual o interesse de ter presente estas médias?

Porque um defeito que muitos alunos têm está relacionado com o facto de só se preocuparem com as médias quando começam a fazer os exames ou quando começam a preencher os impressos para concorrerem à universidade.

Infelizmente nessa altura já é demasiado tarde e ficam muitos sonhos pelo caminho.

É importante ter objectivos e ter sempre presente a média desejada. Só desta forma um aluno pode controlar de forma eficaz todos os resultados que vai obtendo ao longo de 3 anos.

Comece o mais cedo possível a interessar-se sobre este assunto. Fique a saber que cursos existem e em que universidades. Repare no número de vagas e nas médias do último que entrou. Repare também na diferença entre as médias para o mesmo curso ente universidades diferentes.

22 de junho de 2010

Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática (Falhas na preparação dos alunos estão a afectar cursos)

Nos últimos dias tenho trocado comentários com um leitor do Átomo e meio, no post Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 2 (as calculadoras gráficas) (na realidade, não é só nos exames nacionais, mas em todo o percurso escolar).

Num dos meus comentários afirmei que já por várias vezes foi tornada pública a opinião de professores do ensino superior, sobre a falta de capacidade com que os alunos estão a chegar às universidades, principalmente na área de ciências. Estes professores estão de acordo que os estudantes não estão menos inteligentes, apenas infantilizados e subaproveitados.

Ora, nem de propósito. Hoje vem publicado no Público um interessante artigo sobre este mesmo tema: Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática (Falhas na preparação dos alunos estão a afectar cursos)

Este é um tema que sobe de importância se atendermos ao facto de muitos estudantes estarem, muito em breve, a realizar as suas candidaturas ao ensino superior, enquanto que outros estarão a decidir a área em que irão prosseguir estudos no secundário e outros ainda estão a pensar quais as disciplinas opcionais que irão seleccionar no 12º ano.

Segue parte do artigo que, apesar de focar a Matemática, encontra grande paralelismo com a situação da Física e da Química.

(…) Estamos a falar de um problema que afecta cada vez mais os “caloiros” nas universidades. O PÚBLICO ouviu vários professores universitários portugueses que leccionam cadeiras onde “o bicho-de-sete-cabeças” é central. Confrontam-se, diariamente, com alunos “sem hábitos de trabalho e sem espírito de sacrifício”. E temem os efeitos desta “cultura de facilitismo”. (…)

Uma opinião corroborada por Paulo de Carvalho, que lecciona Teoria da Informação e Computação Gráfica na licenciatura em Engenharia Informática na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. “Classifico-os como uma geração wikipedia: satisfazem-se muito facilmente com conhecimentos superficiais”, explica o docente de 42 anos, a dar aulas há 19 anos. “Há ausência de consolidação de conceitos e os alunos estão viciados no uso da calculadora.”

Ana Isabel Filipe, do departamento de Matemática e Aplicações da Escola de Ciências Universidade do Minho, que tem dado cadeiras de Álgebra Linear, Análise Matemática e Cálculo em cursos na área das engenharias, faz uma radiografia: “Os alunos estão dentro de cursos que não gostam. Procuram um curso com empregabilidade e ocupam a vaga de quem até tinha uma nota menor mas tinha gosto. Estão todos fora do sítio”, explica a professora de 55 anos que dá aulas desde 1978.

O Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa, não é excepção. Luísa Ribeiro, docente do departamento de Matemática que tem leccionado cadeiras como Cálculo Diferencial e Integral em várias engenharias, admite que os alunos mudaram. Fizeram há dois anos uma prova de aferição para perceberem as suas dificuldades. Uma das perguntas – que servia para “aquecer” – era quanto é um meio mais um meio e a resposta era de escolha múltipla. Cerca de 27 por cento falhou. Em jeito de ironia Luísa Ribeiro, de 53 anos, assume que chegam “infantilizados”, o que não estranha tendo em conta que “até a idade pediátrica foi alargada até aos 18 anos”. “Em algum lado têm de começar a ser responsáveis. Têm uma preparação de uma pessoa de início de secundário ou pior. São ensinados a não pensar e isso em Matemática é desastroso. Foram treinados como um cãozinho para um exame”, diz Luísa Ribeiro. (…)

Para estes docentes um dos “culpados” é o (ab) uso da calculadora. “Explico- lhes que não é nenhum oráculo e que a Matemática é simples mas exige trabalho. É preciso treinar o raciocínio abstracto e a verdade é que já nem sabem somar fracções, multiplicar potências...”, prossegue Luísa Ribeiro, que critica o facto de “tudo se fazer para ter estatísticas de sucesso sem nunca defi nir o que é sucesso”.

(…) Ana Rute Domingos também sublinha que ao disseminar-se a ideia de que o ensino tem de ser muito divertido esqueceu-se a importância, por exemplo, da memorização. (…) Ressalva, no entanto, que os alunos de hoje não são menos inteligentes, “não se trabalha é o que têm”. Um factor que Paulo de Carvalho também não coloca em causa. “Os alunos são igualmente inteligentes. A formação é que é o problema. Na década de 1990 instalou-se a ideia romântica de que a aprendizagem tem de dar prazer e isso não é uma verdade absoluta. Vivemos um problema de inteligência pública”, defende. (…) “Criou-se a ideia de que a aprendizagem não é dolorosa. Há um culto do facilitismo e de desvalorizar o conhecimento que se acentuou com os cursos de três anos”, conclui Oliveira Martins. Fonte

Para reflectir.

Study Habits (Hábitos de estudo)

Fonte (Cartoon de Dave Granlund, inspirado pela diminuição da preparação base dos alunos dos Estados Unidos)

23 de outubro de 2009

Calendário dos testes intermédios 2009/2010

Estão disponíveis no GAVE informações relativas aos testes intermédios que terão lugar em 2009/2010 no 3º ciclo (Matemática e Língua Portuguesa) e secundário (Física e Química A, Biologia e Geologia, Matemática A e Matemática B). calendario-testes-intermedios

Para que os resultados sejam bons, a preparação tem que ser feita com muita antecedência.

Aqui está o PDF com as informações relativas à disciplina de Física e Química A.

16 de setembro de 2009

Acesso ao ensino superior: as médias, os cursos e as universidades (2009)

ng1190491O objectivo deste post é divulgar a média mínima com que foi possível ingressar neste último concurso (2009) em cada um dos cursos do ensino superior.
Qual o interesse de ter presente estas médias?
Porque um defeito que muitos alunos têm está relacionado com o facto de só se preocuparem com as médias quando começam a fazer os exames ou quando começam a preencher os impressos para concorrerem à universidade.
Infelizmente nessa altura já é demasiado tarde e ficam muitos sonhos pelo caminho.
É importante ter objectivos e ter sempre presente a média desejada. Só desta forma um aluno pode controlar de forma eficaz todos os resultados que vai obtendo ao longo de 3 anos.
ng1190546Comece o mais cedo possível a interessar-se sobre este assunto. Fique a saber que cursos existem e em que universidades. Repare no número de vagas e nas médias do último que entrou. Repare também na diferença entre as médias para o mesmo curso ente universidades diferentes. Exemplo: na Universidade do Algarve, o último aluno foi colocado em Bioquímica apenas com 9,7 valores e, das 25 vagas ficaram 13 por preencher. No mesmo curso, mas na Universidade de Aveiro, todas as 45 vagas foram ocupadas e o último entrou com 16 valores. Será que o tipo de alunos que vai encontrar nesses dois cursos vai ser o mesmo? Duvido.
Se for do seu interesse, descarregue aqui o documento em pdf e vá dedicando algum tempo a pensar nestes assuntos.
As imagens e o documento que aqui disponibilizo foram encontrados aqui.

25 de junho de 2009

Especialistas há muitos, seus palermas!

Especialista considera Portugal "líder mundial a repensar a educação"

O especialista canadiano em tecnologia Don Tapscott aponta Portugal como um exemplo a seguir na educação, elogiando o investimento em computadores individuais nas salas de aulas. Num artigo de opinião publicado no blogue Huffington Post - onde já escreveu Barack Obama -, Tapscott dirige-se directamente ao presidente dos Estados Unidos da América: "Quer resolver os problemas das escolas? Olhe para Portugal!". Ler o resto aqui.

Obama, se estás a ler isto, por favor não acredites já no “especialista”. Informa-te mais um bocadinho.

Eu também considero que há muita gente que fala sem saber do que fala.

Pelo currículo que vem após o post original, claramente se vê que este é um “especialista” grado. Até tem livros publicados.

Don Tapscott's is the author of 13 books about new technologies in business and society, most recently Grown Up Digital. He is Chair of the nGenera Insight think tank, and an Adjunct Professor at the Rotman School of Management, University of Toronto.

Dá-me ideia que o “especialista” está demasiado embrenhado no seu mundo tecnológico.

Deixei um comentário (com um inglês algo técnico) no post original, que isto de ir beber à fonte tem outro encanto. Como já estavam lá outros mais relacionados com as pedagogias, resolvi meter-me pela via dos custos associados.

Para acabar, aqui fica a última frase do artigo do “especialista”. Emociona.

Yet after seeing the promise of the exciting classrooms in Portugal, I'm convinced it is worth it. Your child should be so fortunate.

22 de junho de 2009

Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 2 (as calculadoras gráficas)

Este post vem na sequência do post Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 1 (os formulários).

O meu exame nacional de matemática de 12º tinha escrito no seu cabeçalho: Material permitido - material de escrita. Portanto, nem calculadora, fosse de que tipo fosse!

Claro que não sou apologista da não utilização da calculadora, bem pelo contrário. É essencial, apesar de muito subaproveitada. Contudo, a forma como tem vindo a ser utilizada é altamente perniciosa e penso que revela bem o laxismo e o facilitismo com que os alunos se deparam.

Como referi no post anterior,

Desde que, em 2006, foram implementados os exames de Física e Química A, não houve um único exercício nestes exames que tivesse obrigado à utilização das tão importantes e louvadas capacidades que as calculadoras gráficas possuem. Ou seja, qualquer calculadora científica não gráfica permitiria resolver as questões dos exames.

Para que têm então servido as extraordinárias capacidades das actuais calculadoras? Pura e simplesmente para cabular.

Pois é, as extraordinárias capacidades das novas calculadoras são usadas da seguinte forma: para cálculos, como uma calculadora básica, não gráfica, e depois, para arquivar as cábulas .

Para que não pensem que exagero, leiam estes diálogos retirados do fórum do exames.org. (Os intervenientes não são apenas dois, mas vários).

Penso que mostram bem o estado das coisas e o clima de impunidade que os alunos sentem.

Nota: não editei os diálogos, pelo que lamento a dificuldade que venham a sentir na sua leitura.

olá! O que é que acontece se formos apanhados com programas/ cábulas na calculadora durante 1 exame nacional? :? agradecia muito que me respondessem
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quando te deixam levar maquina grafica e porque podes usar todas as suas potencialidades
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pois... na makina pods ter la o k kiseres. nao pods é escrever nd por fora. nem guardes nnhum papelinho junto ds pilhas.. lol hj ate aí foram ver!
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ya lá isso é verdade. A mim só se viram o Modelo da calculadora para ver se era admitida, e tive sorte que eram profs de Português e Filosofia a vigiarem o exame, ou seja, se vissem lá as "cabulas", e perguntassem, dizia-lhes que eram uns modelos quaisquer (sim no caso de Matemática Aplicada. mas também verdade seja dita, as minhas cabulas eram maiores que a lista de compras do início do mês! Lol
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Ninguem te pode verificar a memora da makina..!
És livre de recorrer a todas as funcionalidade da makina !

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As minhas cabulas estão protegidas por pass por isso niguem vê. Se alguem ver a lista de programas digo k não sei a pass porke a emprestei a um primo. Se eles quiserem que façam reset.
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Não, é proibido por lei fazer reset à máquina! ;)
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So podem ver o exterior da maquina. De resto nao te podem mexer nos programas ;)
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Já agora, relativamente as resets e a eles fazerem qualquer coisa na máquina: "Aos alunos é permitida a utilização de todas as potencialidades da máquina, não sendo por isso permitida qualquer intervenção no sentido de fazer reset à mesma."

Será que eles sabem que as máquinas "dão para aquilo que a gente quer"? LOL
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Pessoalmente não vejo nenhuma vantagem em pôr passes a proteger os documentos po exame, já que ninguém vos pode mecher na máquina...aliás só perdem é tempo a escrever a pass de cada vez que querem ir ao documento
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mesmo que te mexam na maquina so' podem ver o exterior. os profs n tem autorizaçao pa ver os programas da maquina
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a minha prof de FQ ainda ontem quase que nos "obrigou" a passar tudo o que pudessemos pra maquina, formulas, texto, tudo tudo :P eles nao podem ver o conteudo da maquina, a unica coisa k fazem antes do exame é ir as salas ver se as maquinas q temos estão entre os modelos autorizados pra usar no exame...por isso
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Passei horas a escrever coisas na máquina. Do que passei não sai nada. Colector solar, painel, CFCs, etc.
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Alguem me pode dar dikas para passar cabulas do pc para a makina??? tipo eu nao consigo passar...
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Ter o programa instalado e os cabos... depois é só dar ao dedo a escrever o que precisam

E ainda outra conversa, também retirada do fórum do exames.org.

Pessoal, Posso usar a MAQUINA CALCULADORA GRAFICA (claro que posso) para cabular??? Tipo, copiar textos da calc e os stores a ver? Posso fazê-lo sem ser às escondidas? Eles não anulam a prova ou veem ver as maquinas? Como é?
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Podes por lá o que quiseres, mas por amor de deus, daí a teres o stor a ver que estás a copiar tudo da calculadora, é abusar um bocado. Digo eu.
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Então posso? Quer dizer, copiar sem stress?
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Podes copiar. Podes por o que quiseres na calculadora o que quiseres. Mas, teoricamente, não se pode copiar nos exames, por isso se estiverem a olhar para ti, espera um bocado. Quando o prof nao estiver a ver, vai ver as cábulas. Ele só consegue ver que tens texto na calculadora se estiver em cima de ti (o que duvido). Isto tudo para dizer: podes copiar, mas nao sem stress.
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Podes usar "todas as potencialidades da calculadora gráfica", por isso... Claro que parece mal um setor estar a ver-te a copiar, mas eles não tem autorização para nos mexerem nas máquinas e nós podemos usar a máquina com todas as suas capacidades, por isso, acho que podes tar à vontade
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Podes fazer o que te apetecer com a informação que tens no "software" da calculadora.
E se algum vigilante implicar contigo, estás à vontade para o processar.
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Processar? Eu só preciso de copiar o que ta na maquina...
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Pois, mas imagina que te faziam reset à máquina e perdias a informação que lá estava (eu cá não corro esse risco porque tenho tudo no arquivo)... Nesse caso podias muito bem processar quem te tinha feito isso. E, obviamente, não podem dizer-te o que quer que seja relativamente à informação que tens na calculadora...
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De acordo com a lei, podes recorrer a todas as capacidades da calculadora. Não podes é ter nada escrito a caneta nem papéis na calculadora que pareçam ser cábulas...
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Assim sim, mas espero ficar nas mesas de tras, para nao correr riscos, mas as portas ficam abertas por isso nao sei nao !!!!
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Não corres riscos.

Reparem como a dúvida já não era se podiam utilizar as cábulas mas se o podiam fazer mesmo com os professores a ver. Pois é, os alunos sabem que não correm riscos e algum vigilante mais metediço ainda se arrisca a ser processado por algum menino. Tudo isto com a autorização dos serviços do ME. Leiam este esclarecimento, enviado para uma escola, pela DGIDC (Direcção-geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular), serviço do ME. Pode encontrar aqui o documento completo. Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.Oficio_Circular_1743_09_2 É isto que se pretende dos alunos da área de ciências? Muitos alunos podem não saber utilizar muitas das ferramentas, de facto necessárias e muito úteis, da calculadora, mas não há nenhum que não saiba como utilizá-la para cabular. Fazer exames assim é quase o mesmo que fazê-los com consulta.

Para mim é óbvio que à entrada dos exames (e testes, já agora) devia fazer-se reset (limpeza da memória) à calculadora. Não o fazer é fingir que não sabemos que os alunos estão a cabular. Para quem não sabe, o reset à calculadora não retira qualquer das funcionalidades necessárias para realizar a prova.

Será que todos os que opinam sobre estes assuntos têm conhecimento de que as coisas se passam desta forma? Será que ignoram para não arranjarem chatices com recursos e processos? Serei só eu que acho isto escandaloso?

Nota final: também já é possível utilizar as máquinas de calcular gráficas nos exames de matemática do 9º ano. Agora só falta permitir o CAS.

E depois disto tudo ainda há quem continue a dizer que há rigor e exigência. Pois!

Se tiver algo a dizer sobre o tema, convido-o a deixar um comentário.

Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 1 (os formulários)

Agora que estamos em época de exames e em que surgem opiniões a favor e contra os ditos exames, gostaria aqui de tecer algumas considerações.

Em primeiro lugar, penso que os exames nacionais são imprescindíveis, o leque de disciplinas a que são realizados deve ser alargada e o seu peso deve ser maior. Quer no básico quer no secundário.

Mas, quando falo em exames, são exames a sério e não o que está actualmente instituído e é anualmente produzido pelos serviços do Ministério da Educação.

Já agora, gostaria de esclarecer que, ao contrário do que afirmaram recentemente membros do governo responsáveis pela educação, não são os professores que fazem os exames, mas sim alguns professores destacados, acredito que pela sua competência, pelos serviços do ME. Deixo a pergunta: será que um serviço que elabora exames e que está na dependência directa do poder político pode ser totalmente independente durante o processo de elaboração dos exames? Concordo com o Nuno Crato que afirmou ainda recentemente:

Os exames devem sair do Ministério da Educação, criando um gabinete de avaliação independente, até porque temos vindo a assistir a algo sem precedentes que é a utilização da avaliação como arma política.

Quanto ao facilitismo que considero estar instalado nos exames nacionais, não vou analisar a dificuldade das perguntas que têm saído, pois são analisadas pelas competentes sociedades científicas. Vou sim focar a questão dos formulários e sua evolução ao longo das mudanças programáticas, bem como a questão das máquinas de calcular gráficas e o modo como são utilizadas pelos alunos.

Vejamos a evolução (recente) dos formulários:

Os exames que realizei, no início dos anos 90, não tinham formulários. Tínhamos que saber as fórmulas a utilizar e a sua aplicabilidade. De seguida mostro a evolução dos formulários fornecidos nos exames das disciplinas de Matemática, Física e Química (estes dois últimos substituídos mal, quanto a mim, pela disciplina de Ciências Físico-Químicas - desde a reforma do secundário proposta por David Justino, que o ensino das ciências no secundário está uma sombra do que já foi).

Exame de Matemática de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário fornecido: Não há!

Exame de Matemática de 12º, “programa ajustado”, de 2000.

Formulário fornecido: O ajuste possibilitou que se fornecesse uma página repleta de fórmulas. Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.exame_M12_2000_form

Exame de Matemática de 12º, de 2008.

Formulário fornecido: Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.exame_M12_2008_form

Exame de Física de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário ou constantes fornecidas:2009-06-21_163459E é tudo! O aluno tinha que saber o resto. Faço notar que a calculadora permitida nesta altura era uma simples calculadora científica, não gráfica.

Exame de Física de 12º, “programa novo”, de 2007 (último ano em que houve exames de Física de 12º).

Formulário fornecido: Passámos de zero fórmulas para 3 páginas de fórmulas. Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_F12_2007_form1 exame_F12_2007_form2 exame_F12_2007_form3

Exame de Química de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário ou constantes fornecidas: Não são fornecidas fórmulas e apenas as constantes necessárias, como constantes de solubilidade, algumas massas moleculares, constante de Planck,… O óbvio e justo.

Exame de Química de 12º, “programa novo”, de 2007 (último ano em que houve exames de Química de 12º).

Formulário fornecido: Passámos de zero fórmulas para 2 páginas de fórmulas. Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_Q12_2007_form1 exame_Q12_2007_form2

Exame de Física e Química A de 11º/12º, de 2009.

Formulário fornecido: Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_FQ_2009_form1 exame_FQ_2009_form2

Pergunto: Com exames que contêm formulários destes, o que se exige mesmo dos alunos de ciências? E note-se que, para além de fornecerem as "fórmulas", ainda é explicado o significado de cada símbolo e alguma teoria subjacente.

Poderíamos pensar que, agora que dão as fórmulas, os raciocínios seriam mais elaborados e as relações a fazer mais complexas. Nada mais longe da verdade. Os cálculos são bastante mais simples que os exigidos anteriormente e os problemas também não obrigam a raciocínios mais complexos.

Para além destes formulários, passou a ser permitida a utilização da calculadora gráfica, ao contrário dos antigos exames de Física e Química de 12º.

Claro que os actuais programas focam muito o uso das capacidades gráficas das calculadoras que, de facto, têm imensa utilidade. Mas o que acontece nos exames? Será que essas capacidades estão a ser utilizadas?

Desde que, em 2006, foram implementados os exames de Física e Química A, não houve um único exercício nestes exames que tivesse obrigado à utilização das tão importantes e louvadas capacidades que as calculadoras gráficas possuem. Ou seja, qualquer calculadora científica não gráfica permitiria resolver as questões dos exames.

Para que têm então servido as extraordinárias capacidades das actuais calculadoras? Pura e simplesmente para cabular. Mas com exames que contêm formulários destes, ainda são necessárias cábulas? Acham que exagero?

Continua no próximo post, que este vai longo…

Se tiver algo a dizer sobre o tema, convido-o a deixar um comentário.

3 de junho de 2009

Quiz today!

Ao contrário do que aparece escrito no quadro do cartoon do post anterior, o quiz não é na 5ª feira, mas sim na 6ª. Que não haja confusões.

E este cartoon é dedicado a todos os que o irão realizar. Não arranjem desculpas como as deste “estudante”. Ao trabalho!

glasbergen.ed11 Autor, Randy Glasbergen

E cuidado com os aspiradores, nunca se sabe.

E o conteúdozinho?

glasbergen.ed10 Autor, Randy Glasbergen (Fonte da imagem)

E o conteúdo fica para o fim, já que está ao alcance de uma rápida googlada (do verbo googlar).

17 de maio de 2009

Exemplos a seguir

Achei este artigo interessante.

Alunos com vocação para a excelência

Distinguem-se pelas notas, mas não é isso que os faz estudar. Gostam de aprender, têm sede de conhecimento e são automotivados. Não correspondem ao estereótipo do "rato de biblioteca" e têm vida para além dos estudos, envolvendo-se em diversas actividades. Os métodos de estudo variam muito e não parecem ser determinantes para o sucesso. O prazer de saber mais é que os diferencia. (…)

Método de estudo: "O método não é o mais importante. Estudar com prazer é que faz toda a diferença. Tenho uma paixão por aprender. Não estudo para tirar boas notas, isso é a consequência de saber." (…)

Método de estudo: "Estar atento às aulas e nunca sair da sala com dúvidas. E resolver muitos problemas, é assim que gosto de estudar". (…)

Ler o artigo completo aqui, no JN.

São aqueles a quem a inveja, a falta de ambição e a preguiça alheia, leva a que sejam apelidados de marrões. Por mim, acho que precisamos de mais “marrões” que procuram a excelência e de menos calões que se contentam com a mediocridade.

11 de maio de 2009

A inércia é tramada!

Este cartoon do Quino é dedicado a todos os meus alunos do 9º ano que vão ter teste na próxima 6ª feira.

Quino_estudar

Não arranjem desculpas como o Filipe. Lembrem-se: primeiro vem o trabalho e depois o sucesso.

Portanto, faço votos de bom trabalho.

23 de março de 2009

Pais demissionários, filhos caprichosos: Entrevista muito interessante a Aldo Naouri, na Visão.

Vale mesmo a pena ler esta entrevista a Aldo Naouri, pediatra francês, que advoga o regresso da firme autoridade parental. Encontrei as imagens aqui.

Clique nas imagens para as ver em bom tamanho.

visao-1_aldo_naouri

visao-2_aldo_naouri

Para reflectir.

16 de fevereiro de 2009

Conspiração? Infelizmente, é a realidade.


Segue um artigo do Chris Woodhead. Muito interessante. Descobri-o aqui e pode lê-lo na totalidade aqui.

"There is a conspiracy to deny children the vital lesson of failure

Parents, teachers and ministers are all engaged in a deception over our exam system says the former chief inspector of schools

Sitting at the back of the classroom, I cringed. A pupil had given an answer that betrayed his complete misunderstanding of the question. His teacher beamed. “Well done, Johnny,” she said, “that is fantastic.”
Why, I asked her afterwards, had she not corrected his mistake? She looked at me as if I were mad. “If I’d told him that he’d got it wrong he would have been humiliated in front of the rest of the class. It would have been a dreadful blow to his self-esteem.” With a frosty glare she left the room.
(...)
Do not get me wrong. I am not advocating ritual and routine humiliation. A child’s self-esteem can be damaged by a teacher’s unthinking criticism. But, equally, what is the point of children thinking their achievements are wonderful when in fact they are mediocre or pathetic?
(...)
Every year since it has been the same old story. Each new cohort of 16 and 18-year-olds achieves better than ever examination results. Ministers tell us this is because each new generation is more intelligent and diligent than the one before and their teachers are teaching better each year. The truth is the examinations have been dumbed down so that more students appear to do well.
Researchers at Durham University have monitored A-level standards over 20 years. Each year they have compared the results that a group of students achieved on an aptitude test with their A-level grades. A student who achieved a grade C in 1988 would have been awarded a grade A in 2008.

The authors of a report on childhood commissioned by the Children’s Society think that we must employ a thousand more therapists and counsellors to help our damaged children. What we really need is a little clarity about the nature of education and the miseries of man.
Life is about failure and learning from failure. We do our children no favours when we cocoon them in a false sense of success.
We need more competition, not less as the report for the Children’s Society advocates. Why can’t we be more honest? Why can't we admit that some children will fail? When is education policy going to be rescued from the corrosive sentimentality into which it has sunk? "

Encontram semelhanças com a situação portuguesa?

2 de fevereiro de 2009

Ratos e Homens

Quino, Toda a Mafalda, Publicações Dom Quixote, p.162, (1989)

Para adaptar aos dias de hoje, basta substituir o livro pela televisão, PC ou consola de jogos.

19 de janeiro de 2009

Direitos e deveres

Na sequência da tarefa (Pesquisa e apresentação de trabalho sobre uma molécula) que pedi em sala de aula e cujas instruções aí e também aqui explanei, deixo aqui os seguintes dados:
  • apenas 63% dos alunos entregou o trabalho pedido, 75% numa turma e 47% na outra.
Espero que os que entregaram o trabalho continuem a aplicar-se e que aqueles que o não fizeram, sigam, no futuro, o exemplo dos seus colegas.

Os alunos têm direito a aprender? Sim!

Os alunos têm o dever de se esforçar? Obviamente!

Relembro a imagem que aqui coloquei na altura em que o trabalho foi proposto. É uma situação ridícula, não é?

13 de janeiro de 2009

Que ando eu a fazer na escola e para que preciso eu disto?

Ora nem de propósito, após ter publicado o artigo anterior, encontro no De Rerum Natura, este outro texto (De Rerum Natura: Escola e mentira), do Desidério Murcho, com o qual concordo e aqui faço referência.

Muitos dos alunos deste país deviam lê-lo com muita atenção, reflectir, após o que seriam capazes de responder à questão: "Que ando eu a fazer na escola e para que preciso eu disto?".

Pois bem, leiam:

"Uma das mentiras políticas mais persistentes no nosso país é a ideia de que a escola não dá dinheiro: que não tem valor instrumental como produtora de riqueza. A difusão desta mentira política serve os interesses das pessoas endinheiradas e lixa as outras.

Pedro Portugal mostrou em 2004 que isto é mentira. Com base num inquérito a cerca de dez mil trabalhadores realizado pelo INE em 2003, vê-se a realidade que seria de esperar: quem tinha concluído o secundário mas não tinha uma licenciatura e estava na casa dos trinta anos ganhava em média 778 euros por mês — ao passo que os licenciados da mesma faixa etária ganhavam cerca de 400 euros a mais por mês. E a diferença aumenta com o passar dos anos: na casa dos cinquenta anos um licenciado ganhava em média quase dois mil euros, ao passo que quem tinha apenas o secundário mal passava dos mil euros — ganhando apenas 800 euros por mês se tivesse só o 9.º ano, ou seja, menos 16 mil euros por ano comparando com um licenciado.

É claro que a escola compensa, economicamente. Mas os filhos de pessoas como eu valorizam a escola em qualquer caso, porque os seus pais valorizam o estudo intrinsecamente. Quem precisa de saber que a escola dá dinheiro para a valorizar são as pessoas economicamente desfavorecidas. A mentira política de que a escola não dá dinheiro prejudica-as gravemente, pois desperdiçam a oportunidade que têm de melhorar a sua situação. O estudante desfavorecido paga caro a sua rebeldia ignorante.

Também o país fica prejudicado; pois em vez de termos os melhores médicos, empresários ou professores, temos apenas os que não precisam de competir com os mais talentosos, que não vêm necessariamente das famílias mais ricas. No sistema actual desperdiça-se um dos bens mais preciosos: o talento. O João até poderia ser um empresário ou engenheiro mais talentoso do que o Josué, mas como é filho de pobre despreza o estudo — e o Josué passa-lhe à frente. E assim perdemos um profissional superlativo para ficarmos apenas com um coitadito que até se desenrasca à custa de muito marranço; mas quando a realidade se revela mais complexa do que vem nos livros, o Josué fica atarantado e limita-se a repetir que a realidade não devia ser daquela maneira porque não é isso que os livros dizem. (Este é o discurso dos reformistas educativos: as reformas educativas não produzem resultados, mas as teorias que estão na origem dessas reformas nunca estão erradas — é o país que está errado.)

Caso as políticas educativas fossem pensadas por pessoas com sensibilidade social — em vez de pessoas que fingem que a têm — uma das prioridades seria fazer ver aos desfavorecidos a importância económica da escola. A tendência do actual governo, que se diz socialista mas não é, foi precisamente a inversa: meter os pobres no gueto do ensino profissional, vendendo-lhes a ilusão de que é isso que dá dinheiro e não a universidade. Mas quantos dos filhos dos governantes vão para esse maravilhoso ensino profissional?"

31 de dezembro de 2008

Bom ano de 2009


Olá a todos! Em princípio este será o último artigo de 2008. Muitos mais virão em 2009, espero.

Desejo a todos, em especial aos meus alunos, um óptimo ano de 2009 e que concretizem os vossos objectivos.

Agradeço a todos os que participaram durante estes 3 meses e espero que tenham sido úteis os recursos que disponibilizei.

Como última nota/mensagem deste ano, deixo uns excertos de uma notícia recente do DN Online.

"Um diploma é garantia de menos desemprego. (...) De acordo com dados de Junho deste ano do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tendo em conta os desempregados que terminaram cursos superiores entre 2004/2005 e 2006/2007, apenas três formações conseguiram a proeza de não ter um único inscrito nos centros de emprego. E são todas do Instituto Superior Técnico (IST): Engenharia Civil, Engenharia Informática e de Computadores e Engenharia Electrotécnica e de Computadores. Uma hegemonia que diz muito sobre o actual peso das novas tecnologias (...)

Mas que não significa que apostar noutras áreas e instituições seja uma aposta errada, como mostram as diferentes ofertas e instituições que ocupam os outros lugares neste
top .

(...) Resumindo: não há fórmulas infalíveis, apenas "indicadores" que podem orientar a escolha. "As ofertas de emprego são muitas vezes ditadas por ciclos", explica a directora do GPEARI. (...) Há no entanto uma certeza: "É sempre preferível ter um curso superior." Dados nacionais e internacionais mostram que os diplomados ganham melhor e têm 10% dos índices de desemprego dos restantes trabalhadores. A conclusão é simples: aprender compensa."

Um bom ano!

4 de dezembro de 2008

9º ano: o teste aproxima-se

9º O teste aproxima-se e o estudo para ser produtivo tem que ser feito com tempo.

Estudem primeiro o livro e o caderno, refaçam exercícios e, principalmente, pensem muito sobre o que estão a estudar. Decorar sem perceber não é saber. Tentem explicar um determinado assunto a um familiar ou amigo. Se não conseguirem explicar, o mais certo é ainda não dominarem esse assunto.

Depois, sugiro que consultem tudo o que está neste blogue relacionado com os assuntos sobre os quais vão ser avaliados neste próximo teste.

Caso surjam dúvidas, experimentem colocá-las aqui sob a forma de comentário. Pode ser que alguém vos esclareça. Mas lembrem-se, dúvidas não são ignorâncias.

Nota: O cartoon foi alterado, no original a piada envolvia a matemática.

8º ano: o teste aproxima-se

8º O teste aproxima-se e o estudo para ser produtivo tem que ser feito com tempo.

Estudem primeiro o livro e o caderno, refaçam exercícios e, principalmente, pensem muito sobre o que estão a estudar. Decorar sem perceber não é saber. Tentem explicar um determinado assunto a um familiar ou amigo. Se não conseguirem explicar, o mais certo é ainda não dominarem esse assunto.

Depois, sugiro que consultem tudo o que está neste blogue relacionado com os assuntos sobre os quais vão ser avaliados neste próximo teste.

Caso surjam dúvidas, experimentem colocá-las aqui sob a forma de comentário. Pode ser que alguém vos esclareça. Mas lembrem-se, dúvidas não são ignorâncias.

Nota: O cartoon foi alterado, no original a piada envolvia a matemática.

24 de novembro de 2008

Caminho perigoso. Não vão por aí!

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Estão atentos a este blogue....