Encontrei um sítio com imensas simulações e animações interessantes e relacionadas com a Astronomia, entre as quais as que a seguir apresento e que podem ser utilizadas para estudo das estações do ano, das fases da Lua e dos eclipses do Sol e da Lua.
Para visitá-lo siga esta ligação. As simulações que se seguem foram utilizadas por mim em aulas do 7º ano.
Simulador de exposição solar (clique na imagem)
Simulador do número de horas de exposição solar (clique na imagem)
Simulador do percurso do Sol na esfera celeste (clique na imagem)
Simulador da posição do Sol no horizonte (clique na imagem)
Simulador de estações do ano (clique na imagem)
Simulador dos movimentos relativos da Lua, Terra e Sol e fases da Lua (clique na imagem)
Simulador de fases da Lua (clique na imagem)
Tabela de eclipses (clique na imagem)
Simulador de eclipses do Sol e da Lua (clique na imagem) [esta pertence a outro sítio]
Encontrei aqui, no Peopleware, uma excelente dica para utilizar o Google Earth de forma a poder fazer uma visita guiada à Lua, tendo como guias o segundo homem na Lua – Buzz Aldrin e o astronauta da Apollo 17 Harrison Schmitt.
A versão 5 do Google Earth permite fazer uma visita virtual em três dimensões à Lua. Basta aceder ao modo Lua clicando no ícone de Saturno na barra de ferramentas.
Já estive a experimentar e é um recurso extraordinário. Pode-se passar horas a explorá-lo.
Aqui ficam algumas imagens:
As duas primeiras foram capturadas por mim e as duas últimas vieram do post do Peopleware que referi acima.
Pode obter aqui o Google Earth 5 (9.83MB). É gratuito e funciona em Windows, Mac e Linux.
Faz hoje 40 anos que pela primeira vez um ser humano pisou outro corpo celeste. As pegadas que os astronautas deixaram na Lua ainda lá se encontram, décadas depois, a 380 000 km de distância. A pegada da imagem não será da missão Apollo 11, mas isso não é relevante.
Visite esta página da NASA para ver uns vídeos que contam toda a história.
Espero mais tarde ter tempo para voltar a este assunto e também pretendo publicar algo para os que acreditam que tudo isto não passou da maior mentira do século.
Na passada 6ª feira, Mário Crespo (um dos poucos jornalistas a sério que ainda temos no país), entrevistou Eugene Cernan na SIC Notícias.
Por que motivo faço aqui referência a esta entrevista? Pela simples razão de Eugene Cernan ter sido o último Homem a pisar o solo lunar. Foi há 37 anos.
Fazendo parte dos programas Gemini e Apollo, Eugene Cernan viajou para a Lua em duas ocasiões diferentes, a primeira apenas sobrevoando o satélite na Apollo 10 e a segunda comandando a Apollo 17, pousando na região de Taurus-Littrow. Nesta missão, ele e Harrison Schmitt passaram três períodos em actividades extra-veiculares na superfície, cobrindo um total de 22 horas fora do módulo lunar Falcon, em comparação com as duas horas dos pioneiros Neil Armstrong e Edwin Aldrin, três anos antes. Também quebraram os recordes de quantidade de material geológico trazido de volta e dirigiram mais de 35 km com o jipe lunar pela superfície de Taurus- Littrow. Fonte
Vale mesmo a pena ver a entrevista. Pela qualidade da mesma, pelas imagens da missão que nela são apresentadas, pela História, pela mensagens lúcidas e motivadoras de um homem com uma experiência de vida extraordinária.
Para quando outras missões tripuladas à Lua ou a Marte? Por falta de tecnologia não é certamente. Como diz Eugene Cernan durante a entrevista: “Temos mais poder computacional na palma da nossa mão, num telemóvel, do que eu tive para ir à Lua e voltar.”
De momento o vídeo não se encontra disponível. Espero que seja temporário. Afinal parece que já está outra vez (parece-me que o email para a SIConline deu resultado).
A seguinte foto foi tirada ontem na Califórnia. Fonte.
Pois é, a Lua está em fase cheia e ontem esteve 100% de fase cheia. Mas isso não explica que nos pareça maior. O que se passará então? Acontece que a Lua encontra-se, por estes dias, mais perto da Terra do que o normal. Este ponto da sua órbita é designado perigeu. "A Lua, ao se movimentar em torno da Terra, descreve uma órbita elíptica de excentricidade igual a 0,0549. Com isso, sua distância em relação à Terra varia entre cerca de 363.296 km (no perigeu — ponto mais próximo da Terra) e aproximadamente 405.504 km (no apogeu — ponto mais afastado da Terra)."Fonte
Na imagem seguinte podemos ver a diferença de tamanho com que podemos observar a Lua entre o apogeu e o perigeu. Fonte
"A lua vai estar hoje cerca de 30.000 quilómetros mais perto da Terra do que o normal. Por isso quem olhar pela janela e achar o satélite mais brilhante não está enganado, está a ver a maior lua cheia dos últimos quinze anos.A lua tem uma órbita elíptica à volta da Terra, por isso não está sempre à mesma distância do planeta. Hoje está só a 363.000 quilómetros da Terra, por isso estará 14 por cento maior e 30 por cento mais brilhante, explicou a Nasa.“É só de alguns em alguns anos que uma lua cheia coincide com a parte da órbita em que esta está mais perto da Terra”, disse Marek Kukula à BBC News, um astrónomo da Observatório Real do Reino Unido.
Segundo o cientista, quando a lua estiver perto do horizonte, vai parecer maior devido a um fenómeno neurológico. “Quando a lua está mais perto do horizonte, o nosso cérebro interpreta-a como sendo maior do que na realidade é, a isto chama-se 'ilusão lunar'”, disse Robert Massey, da Real Sociedade de Astronomia do Reino Unido.No entanto, o especialista avisou para não se ter demasiadas expectativas. “A lua pode estar mais luminosa e parecer maior, mas para o olho é bastante difícil perceber a diferença. O olho vai compensar a luz que está a mais, não vai parecer que é dia”, acrescentou Massey."Fonte
Estudo das Leis de Newton com a ajuda de um simulador de alunagem. Será que consegue evitar os pedregulhos e alunar em segurança antes que o combustível se esgote, tal como fez Neil Armstrong em 1969?
Para correr a aplicação, clique na imagem. Nota: Necessita de ter Java instalado no seu computador)
Esta versão de um jogo de vídeo clássico simula rigorosamente o movimento real do módulo de alunagem, com a massa correcta, impulso, consumo de combustível e gravidade lunar.
Não é nada fácil de controlar mas, mesmo assim, o verdadeiro módulo é ainda mais difícil de manobrar.
Jogue, mas jogue pensando nas Leis de Newton. Dessa forma será mais fácil aprender a controlar o módulo.
Active a opção de mostrar vectores e repare que, como seria fácil de concluir, a verde aparece o vector velocidade e a vermelho e amarelo o vector força aplicada. Relacione as suas intensidades, direcções e sentidos e o controlo torna-se mais fácil. "Vemos" a Física em acção.
Já consegui 4 alunagens perfeitas (soft landings) em 4 locais distintos, antes do combustível terminar. À medida que forem descobrindo relações com a Física, podem deixar aqui comentários com essas mesmas "descobertas".
"A sonda Chandrayaan-1 enviada pela Índia aterrou hoje em solo lunar, 45 anos após o país ter dado início ao seu programa espacial, anunciou a Organização Indiana de Pesquisa Espacial. (...) Para o terreno lunar estão previstos estudos topográficos, pesquisa de água, minerais e várias substâncias químicas. A sonda lunar vai procurar hélio-3, um isótopo raro que é importante para a fusão nuclear e que se pensa existir em grandes quantidades na Lua. (...) Além disso, este projecto faz parte do calendário da exploração espacial da Índia, que pretende colocar seres humanos na Lua em 2020."Ler mais no Público online
Este vídeo demonstra que na Lua, visto que não existe resistência do ar pois a sua gravidade é demasiado fraca (1/6 da gravidade terrestre) para manter uma atmosfera, objectos de massas, formas e densidades completamente diferentes caem ao mesmo tempo. Como é dito pelo astronauta no final, parece que Galileu tinha razão: todos os corpos caem com a mesma aceleração constante.
Este pequeno vídeo mostra-nos a facilidade com que os astronautas se deslocam na Lua apesar de estarem dentro de um fato que, na Terra, é extremamente pesado. Claro que nem a massa do fato nem a do astronauta se alteram quando viajam da Terra para a Lua. A diferença está no peso. Pois é, peso e massa são conceitos bem diferentes.
O objectivo deste blogue é disponibilizar recursos que podem ser utilizados para enriquecer aulas de Físicae de Química, mas também servir para propor desafiose estimular a troca de ideias. É também um instrumento que o autor e os seus alunos utilizam como complemento dos manuais. São convidados a realizar comentários aos recursos apresentados. Autor: Rui Barqueiro.
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