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29 de novembro de 2009

Ensaios de chama

Os testes de chama têm por base o aquecimento de uma amostra sólida. Esta técnica é muito utilizada para identificar o ião positivo existente num sal puro. Os iões negativos, em geral, não interferem nesta análise (é conveniente que os sais a analisar sejam cloretos, pelo facto de serem mais voláteis).

Quando os sais são aquecidos, os electrões dos átomos podem ser excitados, ocorrendo então uma absorção de energia e os electrões transitam para níveis superiores de energia. Quando os electrões regressam ao estado fundamental, libertam energia sob a forma de radiação. É essa radiação que dá a coloração à chama que se vê no filme abaixo. Alguns elementos emitem radiação na região visível do espectro electromagnético, sendo possível, em alguns casos, identificar a presença desses elementos através da coloração que conferem à chama. Adaptado daqui.

800px-Bratislava_New_Year_Fireworks (Small) Este processo de emissão de radiações por elemento explica fenómenos conhecidos como as diferentes colorações das auroras polares (austrais ou boreais) ou dos fogos de artifício.

Relação entre elemento químico e cor do fogo de artifício

O vídeo que se segue demonstra vários ensaios de chama. Autores do vídeo: Lília Peres, João Paiva e Carlos Melo. Fonte.

Este outro vídeo foi retirado do post Ensaios de chama, do blogue Vídeos para o Ensino da Física e da Química.

12 de novembro de 2009

Quiz 15: Química 10º ano - 01 - Módulo 1

Questionário sobre o primeiro módulo de Química do 10º ano.

Temas: nucleossíntese, reacções nucleares, distâncias no Universo, espectros, configuração electrónica, efeito fotoeléctrico, propriedades periódicas (raio atómico e energia de ionização).

Pode encontrar neste blogue muitos recursos que o podem ajudar. Utilize a pesquisa na barra lateral ou dê uso às etiquetas. Para aceder a outros questionários deste tipo, procure pelo tema Quiz.

Há questões em que surgem instruções. Dê-lhes a devida atenção para evitar perder pontos sem necessidade.

Qualquer dúvida ou falha que detectem, enviem um comentário.

Sugiro que cliquem em Full screen (abaixo de start quiz) e, na janela que irá abrir cliquem em Print (canto superior direito). Desta forma poderão ver e responder a todas as questões, voltando a trás e corrigindo quando necessário. Após a última questão aparece o botão para submeter todas as respostas de uma só vez.

Realizado com as minhas colegas Olívia Gomes e Paula Mercúrio.

Bom trabalho.

7 de novembro de 2009

Porque a cores tem mais encanto

A imagem seguinte já apareceu no post Espectro electromagnético, mas volto a colocá-la pois acho que está muito boa.

EspectroEM_RadiacaoPara analisar em mais detalhe a zona do visível, aqui fica esta outra imagem (comprimentos de onda em nm). Fonte. As letras são as iniciais das cores em inglês: Violet, Blue, Green, Yellow, Orange, Red.

Linear_visible_spectrum

Devido às diferentes versões do manual existentes na turma, aqui está uma tabela que relaciona as frequências e comprimentos de onda com as diferentes cores. Fonte.

Espectro electromagnético - Visível

espectrosE, para os meus alunos do 10º, aqui está a imagem prometida para que mais facilmente possam realizar o exercício da ficha de trabalho.

Bom trabalho.

15 de setembro de 2009

A Nebulosa Crescente: NGC 6888

Esta é a APOD de hoje:NGC6888_Lopez_crescent_nebula

Crédito e Direitos de autor: Daniel López, IAC

Cliquem na imagem para a poderem ver com maior resolução.

A NGC 6888, também conhecida como a Nebulosa Crescente, é uma bolha cósmica com cerca de 25 anos-luz de extensão, que se formou devido aos ventos originados pela estrela brilhante e massiva que está no seu centro. Esta lindíssima imagem foi obtida pelo Telescópio Isaac Newton no Observatório Roque de los Muchachos, nas Ilhas Canárias.

Pode ver aqui outra imagem espectacular de uma nebulosa, com uma explicação da origem das cores que se vêm na imagem (claro que estão relacionadas com o espectro dos átomos).

A estrela central está a perder a sua camada exterior, originando um forte vento estelar, ejectando uma massa equivalente à do Sol, a cada 10 000 anos. A interacção deste vento estelar com o material anteriormente libertado cria a estrutura complexa que se observa. Queimando o seu combustível a um ritmo extraordinário e perto do fim do seu ciclo de vida, esta estrela deverá acabar com uma espantosa explosão (supernova).

Está situada na constelação do Cisne (muito rica em nebulosas) e a cerca de 5 000 anos-luz de distância.

Fonte

4 de maio de 2009

Ciência e Arte - 4

tarantula_nebula_HST

“No coração da Nebulosa da Tarântula”

(ESA, NASA, ESO, & Danny LaCrue)

No coração da Nebulosa da Tarântula (situada a 170 mil anos-luz de distância da Terra), jazem gigantescas bolhas de gás a altas energias, longos filamentos de poeira e estrelas invulgarmente massivas. No centro está um novelo de estrelas tão denso que já chegou a ser considerado uma única estrela. Este agrupamento de estrelas, denominado R136 ou NGC 2070, é visível pouco acima do centro da imagem e é o lar de um grande número de estrelas jovens e quentes. A luz altamente energética destas estrelas ioniza continuamente o gás da nebulosa, enquanto que o seu vento de partículas passa por entre as bolhas de gás, o que permite criar os longos e intrincados filamentos visíveis. Esta nebulosa é uma das maiores regiões de formação de estrelas conhecidas.

Fonte (recomendo que transfiram a imagem com a máxima resolução, mas com 3 MB, para poderem ver tudo em detalhe)

Mais informação sobre a imagem:

This mosaic of the Tarantula Nebula consists of images from the NASA/ESA Hubble Space Telescope's Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2) and was created by 23 year old amateur astronomer Danny LaCrue. The image was constructed by 15 individual exposures taken through three narrow-band filters allowing light from ionised oxygen (501 nm, shown as blue), hydrogen-alpha (656 nm, shown as green) and ionised sulphur (672 nm, shown as red). The exposure time for the individual WFPC2 images vary between 800 and 2800 seconds in each filter. The Hubble data have been superimposed onto images taken through matching narrow-band filters with the European Southern Observatory's New Technology Telescope at the La Silla Observatory, Chile. Additional image processing was done by the Hubble European Space Agency Information Centre. Fonte

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