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30 de outubro de 2012

“Exames e testes intermédios de Física e Química – A”


Neste artigo (Exames e testes intermédios de Física e Química - A) podem encontrar todos os testes intermédios e exames realizados até 2009/2010.

Para completar esse artigo aqui estão os testes intermédios e exames realizados em 2010/2011 e 2011/2012.

Há documentos só com as questões e outros só com as soluções e critérios de classificação. Cada teste está identificado no seu início. 

Optei também por criar PDFs com quatro páginas por folha, de forma a reduzir o número de páginas a imprimir. Fica ao gosto e necessidade de cada um.
Espero que aproveite e bom trabalho!

14 de outubro de 2010

Actualização do post: “Exames e testes intermédios de Física e Química – A”

O artigo que publiquei no início da época de exames de 2009/2010 foi actualizado com os exames de 1ª e 2ª fase de 2010.

O trabalho está completo até ao próximo teste intermédio de Física e Química – A. Pode consultar aqui o calendário dos testes intermédios.

13 de setembro de 2010

Acesso ao ensino superior: as médias, os cursos e as universidades (2010)

colocacoesTal como há um ano, volto a publicar a média mínima com que foi possível ingressar neste último concurso (2010) em cada um dos cursos do ensino superior.

Se for do seu interesse, descarregue aqui o documento em pdf (fonte) e vá dedicando algum tempo a pensar nestes assuntos.

Qual o interesse de ter presente estas médias?

Porque um defeito que muitos alunos têm está relacionado com o facto de só se preocuparem com as médias quando começam a fazer os exames ou quando começam a preencher os impressos para concorrerem à universidade.

Infelizmente nessa altura já é demasiado tarde e ficam muitos sonhos pelo caminho.

É importante ter objectivos e ter sempre presente a média desejada. Só desta forma um aluno pode controlar de forma eficaz todos os resultados que vai obtendo ao longo de 3 anos.

Comece o mais cedo possível a interessar-se sobre este assunto. Fique a saber que cursos existem e em que universidades. Repare no número de vagas e nas médias do último que entrou. Repare também na diferença entre as médias para o mesmo curso ente universidades diferentes.

1 de junho de 2010

Exames e testes intermédios de Física e Química - A

92307413_454537575a (Medium) Neste post pode encontrar um conjunto de PDFs com todos os exames e testes intermédios de Física e Química – A que já foram realizados.

Há documentos só com as questões e outros só com as soluções e critérios de classificação.

Cada teste está identificado no seu início. 

Optei também por criar PDFs com duas e quatro páginas por folha, de forma a reduzir o número de páginas a imprimir. Fica ao gosto e necessidade de cada um.

Se não estiver a conseguir ler os PDF, verifique se tem um leitor de PDF instalado no seu sistema. Recomendo o FOXIT Reader pela sua leveza e eficácia.

Este post será actualizado à medida que novos exames e testes forem sendo realizados.

Pode consultar neste PDF as informações disponibilizadas pelo GAVE sobre o exame de Física e Química-A.

Bom trabalho.

23 de outubro de 2009

Calendário dos testes intermédios 2009/2010

Estão disponíveis no GAVE informações relativas aos testes intermédios que terão lugar em 2009/2010 no 3º ciclo (Matemática e Língua Portuguesa) e secundário (Física e Química A, Biologia e Geologia, Matemática A e Matemática B). calendario-testes-intermedios

Para que os resultados sejam bons, a preparação tem que ser feita com muita antecedência.

Aqui está o PDF com as informações relativas à disciplina de Física e Química A.

16 de setembro de 2009

Acesso ao ensino superior: as médias, os cursos e as universidades (2009)

ng1190491O objectivo deste post é divulgar a média mínima com que foi possível ingressar neste último concurso (2009) em cada um dos cursos do ensino superior.
Qual o interesse de ter presente estas médias?
Porque um defeito que muitos alunos têm está relacionado com o facto de só se preocuparem com as médias quando começam a fazer os exames ou quando começam a preencher os impressos para concorrerem à universidade.
Infelizmente nessa altura já é demasiado tarde e ficam muitos sonhos pelo caminho.
É importante ter objectivos e ter sempre presente a média desejada. Só desta forma um aluno pode controlar de forma eficaz todos os resultados que vai obtendo ao longo de 3 anos.
ng1190546Comece o mais cedo possível a interessar-se sobre este assunto. Fique a saber que cursos existem e em que universidades. Repare no número de vagas e nas médias do último que entrou. Repare também na diferença entre as médias para o mesmo curso ente universidades diferentes. Exemplo: na Universidade do Algarve, o último aluno foi colocado em Bioquímica apenas com 9,7 valores e, das 25 vagas ficaram 13 por preencher. No mesmo curso, mas na Universidade de Aveiro, todas as 45 vagas foram ocupadas e o último entrou com 16 valores. Será que o tipo de alunos que vai encontrar nesses dois cursos vai ser o mesmo? Duvido.
Se for do seu interesse, descarregue aqui o documento em pdf e vá dedicando algum tempo a pensar nestes assuntos.
As imagens e o documento que aqui disponibilizo foram encontrados aqui.

22 de junho de 2009

Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 2 (as calculadoras gráficas)

Este post vem na sequência do post Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 1 (os formulários).

O meu exame nacional de matemática de 12º tinha escrito no seu cabeçalho: Material permitido - material de escrita. Portanto, nem calculadora, fosse de que tipo fosse!

Claro que não sou apologista da não utilização da calculadora, bem pelo contrário. É essencial, apesar de muito subaproveitada. Contudo, a forma como tem vindo a ser utilizada é altamente perniciosa e penso que revela bem o laxismo e o facilitismo com que os alunos se deparam.

Como referi no post anterior,

Desde que, em 2006, foram implementados os exames de Física e Química A, não houve um único exercício nestes exames que tivesse obrigado à utilização das tão importantes e louvadas capacidades que as calculadoras gráficas possuem. Ou seja, qualquer calculadora científica não gráfica permitiria resolver as questões dos exames.

Para que têm então servido as extraordinárias capacidades das actuais calculadoras? Pura e simplesmente para cabular.

Pois é, as extraordinárias capacidades das novas calculadoras são usadas da seguinte forma: para cálculos, como uma calculadora básica, não gráfica, e depois, para arquivar as cábulas .

Para que não pensem que exagero, leiam estes diálogos retirados do fórum do exames.org. (Os intervenientes não são apenas dois, mas vários).

Penso que mostram bem o estado das coisas e o clima de impunidade que os alunos sentem.

Nota: não editei os diálogos, pelo que lamento a dificuldade que venham a sentir na sua leitura.

olá! O que é que acontece se formos apanhados com programas/ cábulas na calculadora durante 1 exame nacional? :? agradecia muito que me respondessem
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quando te deixam levar maquina grafica e porque podes usar todas as suas potencialidades
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pois... na makina pods ter la o k kiseres. nao pods é escrever nd por fora. nem guardes nnhum papelinho junto ds pilhas.. lol hj ate aí foram ver!
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ya lá isso é verdade. A mim só se viram o Modelo da calculadora para ver se era admitida, e tive sorte que eram profs de Português e Filosofia a vigiarem o exame, ou seja, se vissem lá as "cabulas", e perguntassem, dizia-lhes que eram uns modelos quaisquer (sim no caso de Matemática Aplicada. mas também verdade seja dita, as minhas cabulas eram maiores que a lista de compras do início do mês! Lol
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Ninguem te pode verificar a memora da makina..!
És livre de recorrer a todas as funcionalidade da makina !

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As minhas cabulas estão protegidas por pass por isso niguem vê. Se alguem ver a lista de programas digo k não sei a pass porke a emprestei a um primo. Se eles quiserem que façam reset.
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Não, é proibido por lei fazer reset à máquina! ;)
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So podem ver o exterior da maquina. De resto nao te podem mexer nos programas ;)
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Já agora, relativamente as resets e a eles fazerem qualquer coisa na máquina: "Aos alunos é permitida a utilização de todas as potencialidades da máquina, não sendo por isso permitida qualquer intervenção no sentido de fazer reset à mesma."

Será que eles sabem que as máquinas "dão para aquilo que a gente quer"? LOL
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Pessoalmente não vejo nenhuma vantagem em pôr passes a proteger os documentos po exame, já que ninguém vos pode mecher na máquina...aliás só perdem é tempo a escrever a pass de cada vez que querem ir ao documento
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mesmo que te mexam na maquina so' podem ver o exterior. os profs n tem autorizaçao pa ver os programas da maquina
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a minha prof de FQ ainda ontem quase que nos "obrigou" a passar tudo o que pudessemos pra maquina, formulas, texto, tudo tudo :P eles nao podem ver o conteudo da maquina, a unica coisa k fazem antes do exame é ir as salas ver se as maquinas q temos estão entre os modelos autorizados pra usar no exame...por isso
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Passei horas a escrever coisas na máquina. Do que passei não sai nada. Colector solar, painel, CFCs, etc.
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Alguem me pode dar dikas para passar cabulas do pc para a makina??? tipo eu nao consigo passar...
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Ter o programa instalado e os cabos... depois é só dar ao dedo a escrever o que precisam

E ainda outra conversa, também retirada do fórum do exames.org.

Pessoal, Posso usar a MAQUINA CALCULADORA GRAFICA (claro que posso) para cabular??? Tipo, copiar textos da calc e os stores a ver? Posso fazê-lo sem ser às escondidas? Eles não anulam a prova ou veem ver as maquinas? Como é?
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Podes por lá o que quiseres, mas por amor de deus, daí a teres o stor a ver que estás a copiar tudo da calculadora, é abusar um bocado. Digo eu.
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Então posso? Quer dizer, copiar sem stress?
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Podes copiar. Podes por o que quiseres na calculadora o que quiseres. Mas, teoricamente, não se pode copiar nos exames, por isso se estiverem a olhar para ti, espera um bocado. Quando o prof nao estiver a ver, vai ver as cábulas. Ele só consegue ver que tens texto na calculadora se estiver em cima de ti (o que duvido). Isto tudo para dizer: podes copiar, mas nao sem stress.
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Podes usar "todas as potencialidades da calculadora gráfica", por isso... Claro que parece mal um setor estar a ver-te a copiar, mas eles não tem autorização para nos mexerem nas máquinas e nós podemos usar a máquina com todas as suas capacidades, por isso, acho que podes tar à vontade
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Podes fazer o que te apetecer com a informação que tens no "software" da calculadora.
E se algum vigilante implicar contigo, estás à vontade para o processar.
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Processar? Eu só preciso de copiar o que ta na maquina...
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Pois, mas imagina que te faziam reset à máquina e perdias a informação que lá estava (eu cá não corro esse risco porque tenho tudo no arquivo)... Nesse caso podias muito bem processar quem te tinha feito isso. E, obviamente, não podem dizer-te o que quer que seja relativamente à informação que tens na calculadora...
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De acordo com a lei, podes recorrer a todas as capacidades da calculadora. Não podes é ter nada escrito a caneta nem papéis na calculadora que pareçam ser cábulas...
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Assim sim, mas espero ficar nas mesas de tras, para nao correr riscos, mas as portas ficam abertas por isso nao sei nao !!!!
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Não corres riscos.

Reparem como a dúvida já não era se podiam utilizar as cábulas mas se o podiam fazer mesmo com os professores a ver. Pois é, os alunos sabem que não correm riscos e algum vigilante mais metediço ainda se arrisca a ser processado por algum menino. Tudo isto com a autorização dos serviços do ME. Leiam este esclarecimento, enviado para uma escola, pela DGIDC (Direcção-geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular), serviço do ME. Pode encontrar aqui o documento completo. Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.Oficio_Circular_1743_09_2 É isto que se pretende dos alunos da área de ciências? Muitos alunos podem não saber utilizar muitas das ferramentas, de facto necessárias e muito úteis, da calculadora, mas não há nenhum que não saiba como utilizá-la para cabular. Fazer exames assim é quase o mesmo que fazê-los com consulta.

Para mim é óbvio que à entrada dos exames (e testes, já agora) devia fazer-se reset (limpeza da memória) à calculadora. Não o fazer é fingir que não sabemos que os alunos estão a cabular. Para quem não sabe, o reset à calculadora não retira qualquer das funcionalidades necessárias para realizar a prova.

Será que todos os que opinam sobre estes assuntos têm conhecimento de que as coisas se passam desta forma? Será que ignoram para não arranjarem chatices com recursos e processos? Serei só eu que acho isto escandaloso?

Nota final: também já é possível utilizar as máquinas de calcular gráficas nos exames de matemática do 9º ano. Agora só falta permitir o CAS.

E depois disto tudo ainda há quem continue a dizer que há rigor e exigência. Pois!

Se tiver algo a dizer sobre o tema, convido-o a deixar um comentário.

Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 1 (os formulários)

Agora que estamos em época de exames e em que surgem opiniões a favor e contra os ditos exames, gostaria aqui de tecer algumas considerações.

Em primeiro lugar, penso que os exames nacionais são imprescindíveis, o leque de disciplinas a que são realizados deve ser alargada e o seu peso deve ser maior. Quer no básico quer no secundário.

Mas, quando falo em exames, são exames a sério e não o que está actualmente instituído e é anualmente produzido pelos serviços do Ministério da Educação.

Já agora, gostaria de esclarecer que, ao contrário do que afirmaram recentemente membros do governo responsáveis pela educação, não são os professores que fazem os exames, mas sim alguns professores destacados, acredito que pela sua competência, pelos serviços do ME. Deixo a pergunta: será que um serviço que elabora exames e que está na dependência directa do poder político pode ser totalmente independente durante o processo de elaboração dos exames? Concordo com o Nuno Crato que afirmou ainda recentemente:

Os exames devem sair do Ministério da Educação, criando um gabinete de avaliação independente, até porque temos vindo a assistir a algo sem precedentes que é a utilização da avaliação como arma política.

Quanto ao facilitismo que considero estar instalado nos exames nacionais, não vou analisar a dificuldade das perguntas que têm saído, pois são analisadas pelas competentes sociedades científicas. Vou sim focar a questão dos formulários e sua evolução ao longo das mudanças programáticas, bem como a questão das máquinas de calcular gráficas e o modo como são utilizadas pelos alunos.

Vejamos a evolução (recente) dos formulários:

Os exames que realizei, no início dos anos 90, não tinham formulários. Tínhamos que saber as fórmulas a utilizar e a sua aplicabilidade. De seguida mostro a evolução dos formulários fornecidos nos exames das disciplinas de Matemática, Física e Química (estes dois últimos substituídos mal, quanto a mim, pela disciplina de Ciências Físico-Químicas - desde a reforma do secundário proposta por David Justino, que o ensino das ciências no secundário está uma sombra do que já foi).

Exame de Matemática de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário fornecido: Não há!

Exame de Matemática de 12º, “programa ajustado”, de 2000.

Formulário fornecido: O ajuste possibilitou que se fornecesse uma página repleta de fórmulas. Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.exame_M12_2000_form

Exame de Matemática de 12º, de 2008.

Formulário fornecido: Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.exame_M12_2008_form

Exame de Física de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário ou constantes fornecidas:2009-06-21_163459E é tudo! O aluno tinha que saber o resto. Faço notar que a calculadora permitida nesta altura era uma simples calculadora científica, não gráfica.

Exame de Física de 12º, “programa novo”, de 2007 (último ano em que houve exames de Física de 12º).

Formulário fornecido: Passámos de zero fórmulas para 3 páginas de fórmulas. Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_F12_2007_form1 exame_F12_2007_form2 exame_F12_2007_form3

Exame de Química de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário ou constantes fornecidas: Não são fornecidas fórmulas e apenas as constantes necessárias, como constantes de solubilidade, algumas massas moleculares, constante de Planck,… O óbvio e justo.

Exame de Química de 12º, “programa novo”, de 2007 (último ano em que houve exames de Química de 12º).

Formulário fornecido: Passámos de zero fórmulas para 2 páginas de fórmulas. Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_Q12_2007_form1 exame_Q12_2007_form2

Exame de Física e Química A de 11º/12º, de 2009.

Formulário fornecido: Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_FQ_2009_form1 exame_FQ_2009_form2

Pergunto: Com exames que contêm formulários destes, o que se exige mesmo dos alunos de ciências? E note-se que, para além de fornecerem as "fórmulas", ainda é explicado o significado de cada símbolo e alguma teoria subjacente.

Poderíamos pensar que, agora que dão as fórmulas, os raciocínios seriam mais elaborados e as relações a fazer mais complexas. Nada mais longe da verdade. Os cálculos são bastante mais simples que os exigidos anteriormente e os problemas também não obrigam a raciocínios mais complexos.

Para além destes formulários, passou a ser permitida a utilização da calculadora gráfica, ao contrário dos antigos exames de Física e Química de 12º.

Claro que os actuais programas focam muito o uso das capacidades gráficas das calculadoras que, de facto, têm imensa utilidade. Mas o que acontece nos exames? Será que essas capacidades estão a ser utilizadas?

Desde que, em 2006, foram implementados os exames de Física e Química A, não houve um único exercício nestes exames que tivesse obrigado à utilização das tão importantes e louvadas capacidades que as calculadoras gráficas possuem. Ou seja, qualquer calculadora científica não gráfica permitiria resolver as questões dos exames.

Para que têm então servido as extraordinárias capacidades das actuais calculadoras? Pura e simplesmente para cabular. Mas com exames que contêm formulários destes, ainda são necessárias cábulas? Acham que exagero?

Continua no próximo post, que este vai longo…

Se tiver algo a dizer sobre o tema, convido-o a deixar um comentário.

16 de fevereiro de 2009

Conspiração? Infelizmente, é a realidade.


Segue um artigo do Chris Woodhead. Muito interessante. Descobri-o aqui e pode lê-lo na totalidade aqui.

"There is a conspiracy to deny children the vital lesson of failure

Parents, teachers and ministers are all engaged in a deception over our exam system says the former chief inspector of schools

Sitting at the back of the classroom, I cringed. A pupil had given an answer that betrayed his complete misunderstanding of the question. His teacher beamed. “Well done, Johnny,” she said, “that is fantastic.”
Why, I asked her afterwards, had she not corrected his mistake? She looked at me as if I were mad. “If I’d told him that he’d got it wrong he would have been humiliated in front of the rest of the class. It would have been a dreadful blow to his self-esteem.” With a frosty glare she left the room.
(...)
Do not get me wrong. I am not advocating ritual and routine humiliation. A child’s self-esteem can be damaged by a teacher’s unthinking criticism. But, equally, what is the point of children thinking their achievements are wonderful when in fact they are mediocre or pathetic?
(...)
Every year since it has been the same old story. Each new cohort of 16 and 18-year-olds achieves better than ever examination results. Ministers tell us this is because each new generation is more intelligent and diligent than the one before and their teachers are teaching better each year. The truth is the examinations have been dumbed down so that more students appear to do well.
Researchers at Durham University have monitored A-level standards over 20 years. Each year they have compared the results that a group of students achieved on an aptitude test with their A-level grades. A student who achieved a grade C in 1988 would have been awarded a grade A in 2008.

The authors of a report on childhood commissioned by the Children’s Society think that we must employ a thousand more therapists and counsellors to help our damaged children. What we really need is a little clarity about the nature of education and the miseries of man.
Life is about failure and learning from failure. We do our children no favours when we cocoon them in a false sense of success.
We need more competition, not less as the report for the Children’s Society advocates. Why can’t we be more honest? Why can't we admit that some children will fail? When is education policy going to be rescued from the corrosive sentimentality into which it has sunk? "

Encontram semelhanças com a situação portuguesa?

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