(de xkcd. Fonte na imagem)
26 de março de 2011
31 de outubro de 2010
9 de setembro de 2010
Regresso às aulas
22 de junho de 2010
Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática (Falhas na preparação dos alunos estão a afectar cursos)
Nos últimos dias tenho trocado comentários com um leitor do Átomo e meio, no post Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 2 (as calculadoras gráficas) (na realidade, não é só nos exames nacionais, mas em todo o percurso escolar).
Num dos meus comentários afirmei que já por várias vezes foi tornada pública a opinião de professores do ensino superior, sobre a falta de capacidade com que os alunos estão a chegar às universidades, principalmente na área de ciências. Estes professores estão de acordo que os estudantes não estão menos inteligentes, apenas infantilizados e subaproveitados.
Ora, nem de propósito. Hoje vem publicado no Público um interessante artigo sobre este mesmo tema: Estudantes têm cada vez mais dificuldades de base a Matemática (Falhas na preparação dos alunos estão a afectar cursos)
Este é um tema que sobe de importância se atendermos ao facto de muitos estudantes estarem, muito em breve, a realizar as suas candidaturas ao ensino superior, enquanto que outros estarão a decidir a área em que irão prosseguir estudos no secundário e outros ainda estão a pensar quais as disciplinas opcionais que irão seleccionar no 12º ano.
Segue parte do artigo que, apesar de focar a Matemática, encontra grande paralelismo com a situação da Física e da Química.
(…) Estamos a falar de um problema que afecta cada vez mais os “caloiros” nas universidades. O PÚBLICO ouviu vários professores universitários portugueses que leccionam cadeiras onde “o bicho-de-sete-cabeças” é central. Confrontam-se, diariamente, com alunos “sem hábitos de trabalho e sem espírito de sacrifício”. E temem os efeitos desta “cultura de facilitismo”. (…)
Uma opinião corroborada por Paulo de Carvalho, que lecciona Teoria da Informação e Computação Gráfica na licenciatura em Engenharia Informática na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. “Classifico-os como uma geração wikipedia: satisfazem-se muito facilmente com conhecimentos superficiais”, explica o docente de 42 anos, a dar aulas há 19 anos. “Há ausência de consolidação de conceitos e os alunos estão viciados no uso da calculadora.”
Ana Isabel Filipe, do departamento de Matemática e Aplicações da Escola de Ciências Universidade do Minho, que tem dado cadeiras de Álgebra Linear, Análise Matemática e Cálculo em cursos na área das engenharias, faz uma radiografia: “Os alunos estão dentro de cursos que não gostam. Procuram um curso com empregabilidade e ocupam a vaga de quem até tinha uma nota menor mas tinha gosto. Estão todos fora do sítio”, explica a professora de 55 anos que dá aulas desde 1978.
O Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa, não é excepção. Luísa Ribeiro, docente do departamento de Matemática que tem leccionado cadeiras como Cálculo Diferencial e Integral em várias engenharias, admite que os alunos mudaram. Fizeram há dois anos uma prova de aferição para perceberem as suas dificuldades. Uma das perguntas – que servia para “aquecer” – era quanto é um meio mais um meio e a resposta era de escolha múltipla. Cerca de 27 por cento falhou. Em jeito de ironia Luísa Ribeiro, de 53 anos, assume que chegam “infantilizados”, o que não estranha tendo em conta que “até a idade pediátrica foi alargada até aos 18 anos”. “Em algum lado têm de começar a ser responsáveis. Têm uma preparação de uma pessoa de início de secundário ou pior. São ensinados a não pensar e isso em Matemática é desastroso. Foram treinados como um cãozinho para um exame”, diz Luísa Ribeiro. (…)
Para estes docentes um dos “culpados” é o (ab) uso da calculadora. “Explico- lhes que não é nenhum oráculo e que a Matemática é simples mas exige trabalho. É preciso treinar o raciocínio abstracto e a verdade é que já nem sabem somar fracções, multiplicar potências...”, prossegue Luísa Ribeiro, que critica o facto de “tudo se fazer para ter estatísticas de sucesso sem nunca defi nir o que é sucesso”.
(…) Ana Rute Domingos também sublinha que ao disseminar-se a ideia de que o ensino tem de ser muito divertido esqueceu-se a importância, por exemplo, da memorização. (…) Ressalva, no entanto, que os alunos de hoje não são menos inteligentes, “não se trabalha é o que têm”. Um factor que Paulo de Carvalho também não coloca em causa. “Os alunos são igualmente inteligentes. A formação é que é o problema. Na década de 1990 instalou-se a ideia romântica de que a aprendizagem tem de dar prazer e isso não é uma verdade absoluta. Vivemos um problema de inteligência pública”, defende. (…) “Criou-se a ideia de que a aprendizagem não é dolorosa. Há um culto do facilitismo e de desvalorizar o conhecimento que se acentuou com os cursos de três anos”, conclui Oliveira Martins. Fonte
Para reflectir.
Fonte (Cartoon de Dave Granlund, inspirado pela diminuição da preparação base dos alunos dos Estados Unidos)
13 de junho de 2010
29 de março de 2010
31 de janeiro de 2010
Spirit encontra-se irremediavelmente preso nas areias de Marte
Há aproximadamente um ano publiquei aqui o post Spirit e Opportunity: Os dois robôs geólogos da NASA fazem hoje cinco anos a trabalhar em Marte. Grande eficiência!.
Agora o Spirit encontra-se irremediavelmente preso nas areias de Marte, ficando com o estatuto de plataforma estacionária de pesquisa.
Parado Desde Maio do ano passado que o robô da NASA Spirit está preso numa zona de solo esponjoso de Marte e, desde então, o centro de controlo da missão tem tentado libertá-lo, mas sem sucesso. Mais de meio ano depois, a NASA rendeu-se à imobilidade do Spirit e já anunciou que, seis anos depois de aquela sonda móvel ter aterrado em Marte (onde já percorreu um longo caminho), o robô passa à condição de estação científica fixa.
"O Spirit encontrou o que se pode chamar o pesadelo dos golfistas, a armadilha da areia. Não importa quantas tacadas se dê, não se consegue sair de lá", explicou Doug McCuistion, director do programa de exploração de Marte da NASA, citado pela BBC News, sublinhando que o Spirit "continuará, no entanto, a dar o seu contributo para a ciência".
Encalhado na areia de Marte, o robô está a ser controlado a partir de Terra para optimizar a utilização dos seus painéis solares, na posição em que está.
A partir de Abril, no entanto, com a chegada do Inverno marciano, o Spirit deverá entrar em modo de hibernação, já que a radiação solar que nessa altura chega à superfície do planeta não será suficiente para operar o robô. Se tudo correr como o esperado, só a partir de Agosto o Spirit voltará a receber a radiação solar suficiente para funcionar em pleno.
Há seis anos no Planeta Vermelho, aquela sonda registou e enviou para a Terra milhares de imagens e descobriu provas da existência de água no passado do planeta. A partir de agora colherá dados no mesmo local. Fonte: DN
Ler mais nos seguintes links:
Também esta semana no xkcd:
30 de novembro de 2009
Despreze o atrito e a resistência do ar
Ausência de atrito e de resistência do ar (plenamente atingida no vácuo): é isto que vem dito em muitos exercícios de Física. Mas, e se um físico tivesse mesmo que se deparar com estas condições?
25 de outubro de 2009
Domingo com 25h. É de aproveitar.
Já deve ter reparado que os relógios atrasaram uma hora. Não se esqueça de confirmar os relógios espalhados pela casa porque amanhã já é dia de trabalho e não vão querer aparecer 1h antes do que é devido.
Pode ler aqui um artigo interessante sobre o tema e que relaciona história, economia, sociologia, ciência e política.
Achei engraçados estes cartoons alusivos ao tema.
No Instituto de astrofísica espaço-temporal avançada, por vezes é das coisas simples que há dificuldade em lembrar. Na realidade os relógios avançam na Primavera e recuam no Outono. Fonte.
Os primórdios do acerto da hora. Fonte.
Afinal o problema começou ainda há mais tempo. Diz o trabalhador em Stonehenge: “E no Outono temos que voltar a por tudo no lugar”. Fonte.
19 de outubro de 2009
10 de setembro de 2009
O meu novo aluno chama-se H1N1.
Já sei que vou ter este novo aluno, mas ainda não sei quando é que ele se vai apresentar. Sinceramente espero que não apareça. Neste caso será positivo fomentar o abandono escolar.
Aqui está o conhecido H1N1 num cartoon de Nate Beeler, encontrado aqui.
Este ano vai ser necessário mais algum material específico para as aulas, de forma a atrasar ao máximo o seu aparecimento e reduzir a sua propagação.
Cartoon de Dave Granlund, encontrado aqui.
É preciso não entrar em pânico, mas é necessário levar o “novo aluno” a sério. Vai ser necessário mudar muitos comportamentos.
It´s alive!
Pois é, quem é vivo sempre aparece. Lamento ter deixado passar demasiado tempo desde o último post publicado, mas agora é tempo de colocar outra vez o Átomo e meio em velocidade de cruzeiro.
Ano lectivo novo em escola nova e em que quase todos os alunos e colegas vão ser desconhecidos.
Como regressei ao secundário, os temas abordados serão diferentes dos do ano passado – apesar de existirem muitos pontos de contacto. Muitos dos temas já tratados podem servir perfeitamente como revisão para quem vai iniciar este ano o 10º ou 11º. Como é óbvio, também o nível de aprofundamento dos assuntos será maior.
Espero que os alunos que deixei na outra escola continuem a visitar este espaço. Serão muito bem-vindos.
Finalmente aqui ficam três cartoons alusivos ao regresso às aulas. O primeiro encontrado aqui, o segundo aqui, e o terceiro aqui.
Desejo a todos um excelente ano lectivo e que não falte a energia para trabalhar.
18 de julho de 2009
Ultraviolet Bull é mais energético que Red Bull! Jason dixit.
Cartoon genial de Bill Amend (Foxtrot) mas que apenas será compreendido por quem souber algo sobre o espectro electromagnético (pode consultar estes posts, por exemplo). Encontrei-o aqui.
Até para compreender um livro de BD é preciso saber algo sobre ciência.
1 de julho de 2009
Mudam-se os tempos, mas nem sempre para melhor
Neste caso mudaram para pior. Muito pior.
Nota: a etiqueta de humor atribuída enquadra-se na subcategoria humor negro.
3 de junho de 2009
Quiz today!
Ao contrário do que aparece escrito no quadro do cartoon do post anterior, o quiz não é na 5ª feira, mas sim na 6ª. Que não haja confusões.
E este cartoon é dedicado a todos os que o irão realizar. Não arranjem desculpas como as deste “estudante”. Ao trabalho!
Autor, Randy Glasbergen
E cuidado com os aspiradores, nunca se sabe.
E o conteúdozinho?
Autor, Randy Glasbergen (Fonte da imagem)
E o conteúdo fica para o fim, já que está ao alcance de uma rápida googlada (do verbo googlar).
1 de junho de 2009
Dia da Criança (que há em todos nós)
Calvin & Hobbes, Bill Waterson
Se reflectirmos bem, temos uma grande responsabilidade.
Quando penso no estado do ensino (principalmente quando me deparo com notícias destas), muitas vezes me interrogo: “Tantos anos de evolução para isto?!”
Nota: O tradutor devia ter traduzido o billion original por mil milhões e não por bilião, que para nós significa milhão de milhão.
31 de maio de 2009
A validade das leis da Física
Tradução da legenda: “Com os anos que tem, é lógico que se atrase um pouquito”
Autor: Quino, Deixem-me inventar
Autor: Quino, Deixem-me inventar
Estes desenhos do genial Quino sugerem-lhe algum comentário?
