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8 de julho de 2010

O protão poderá ser mais pequeno do que se pensava

“Das três uma: ou a teoria está incompleta e há qualquer coisa que ela não consegue prever; ou os cálculos estão errados; ou o valor de uma das constantes mais bem conhecidas da física está errado”, diz-nos pelo telefone Joaquim Santos, da Universidade de Coimbra. A teoria de que fala é a Electrodinâmica Quântica, ou QED, um dos pilares da física, que descreve as interacções entre a luz e a matéria e é uma das mais bem sucedidas na previsão das propriedades dos átomos. Os cálculos de que fala são aqueles que, a partir dessa teoria, permitem calcular o tamanho (o raio) do protão, um dos constituintes de base dos átomos. A constante de que fala é uma constante física fundamental, chamada constante de Rydberg e cujo valor também está ligado ao tamanho do protão. (…)

cover_nature_shrinking_the_protonPor que é que uma destas três coisas poderá ter um problema? Porque uma equipa internacional de cientistas, entre os quais a de Joaquim Santos (onde se incluem também investigadores da Universidade de Aveiro) publica hoje na revista “Nature” um resultado que mostra que o protão poderá ser mais pequeno do que se pensava.
Hoje em dia, o raio do protão é conhecido com uma precisão de apenas um por cento, principalmente através da espectroscopia feita ao átomo de hidrogénio (que não é senão um protão com um electrão à volta). E o que os 32 investigadores da equipa – do Instituto Max Planck, na Alemanha; do Instituto Paul Scherrer e do ETH Zurique, ambos na Suíça; do Laboratório Kastler Brossel em Paris; dos EUA e de Taiwan; e de Coimbra e Aveiro – pretendiam era aumentar essa precisão de um por cento para um por mil, acrescentando mais uma casa decimal ao valor oficial em vigor, que é de 0,8768 femtometros (milésimos de bilionésimo de metro). “Precisávamos de melhorar a precisão porque [as previsões] da teoria QED estão limitadas pela precisão do raio do protão”, explica Joaquim Santos. Só que, quando o mediram, o valor que obtiveram estava vários pontos percentuais abaixo do previsto. O novo valor, obtido através de um dispositivo experimental novo e muito sofisticado, é de 0,84184 femtometros – ou seja, cerca de quatro por cento mais pequeno. (…) Pode continuar a ler no Público 

Consultei a página da nature e encontrei mais alguma informação sobre o assunto. Apesar de saber que é complicada, não resisti a apresenta as imagens que acompanham o artigo pois permitem um pequeno vislumbre daquilo que está por detrás de uma (eventual) descoberta científica.

Figure 1: Energy levels, cascade and experimental principle in muonic hydrogen.

nature09250-f1.2a, About 99% of the muons proceed directly to the 1S ground state during the muonic cascade, emitting ‘prompt’ K-series X-rays (blue). 1% remain in the metastable 2S state (red).

b, The μp(2S) atoms are illuminated by a laser pulse (green) at ‘delayed’ times. If the laser is on resonance, delayed Kα X-rays are observed (red).

c, Vacuum polarization dominates the Lamb shift in μp. The proton's finite size effect on the 2S state is large. The green arrow indicates the observed laser transition at λ = 6 μm.

Figure 2: Muon beam.

nature09250-f2.2Muons (blue) entering the final stage of the muon beam line pass two stacks of ultra-thin carbon foils (S1, S2). The released electrons (red) are separated from the slower muons by E×B drift in an electric field E applied perpendicularly to the B = 5 T magnetic field and are detected in plastic scintillators read out by photomultiplier tubes (PM1–3). The muon stop volume is evenly illuminated by the laser light using a multipass cavity.

Figure 3: Laser system.

nature09250-f3.2 The c.w. light of the Ti:sapphire (Ti:Sa) ring laser (top right) is used to seed the pulsed Ti:sapphire oscillator (‘osc.’; middle). A detected muon triggers the Yb:YAG thin-disk lasers (top left). After second harmonic generation (SHG), this light pumps the pulsed Ti:Sa oscillator and amplifier (‘amp.’; middle) which emits 5 ns short pulses at the wavelength given by the c.w. Ti:Sa laser. These short pulses are shifted to the required λ ≈ 6 µm via three sequential Stokes shifts in the Raman cell (bottom). The c.w. Ti:Sa is permanently locked to a I2/Cs calibrated Fabry-Perot reference cavity (FP). Frequency calibration is always performed at λ = 6 µm using H2O absorption. See Online Methods for details.

Figure 4: Summed X-ray time spectra.

nature09250-f4.2Spectra were recorded on resonance (a) and off resonance (b). The laser light illuminates the muonic atoms in the laser time window t ∈ [0.887, 0.962] µs indicated in red. The ‘prompt’ X-rays are marked in blue (see text and Fig. 1). Inset, plots showing complete data; total number of events are shown.

Figure 5: Resonance.

nature09250-f5.2Filled blue circles, number of events in the laser time window normalized to the number of ‘prompt’ events as a function of the laser frequency. The fit (red) is a Lorentzian on top of a flat background, and gives a χ2/d.f. of 28.1/28. The predictions for the line position using the proton radius from CODATA3 or electron scattering1, 2 are indicated (yellow data points, top left). Our result is also shown (‘our value’). All error bars are the ±1 s.d. regions. One of the calibration measurements using water absorption is also shown (black filled circles, green line).

29 de março de 2010

O Pavilhão do Conhecimento em directo com o CERN

LHC Comunicado da Ciência Viva:

Física (quase) à velocidade da luz
O Pavilhão do Conhecimento em directo com o CERN entre as 7:30 e as 17:30

Caros amigos,
Amanhã, Terça-feira, dia 30 de Março, o CERN (Laboratório Europeu de Física de Partículas) vai testar em condições reais o maior acelerador de partículas do mundo: o LHC.

Os feixes irão circular em sentidos contrários, de forma a fazer colidir as partículas em locais específicos. Dessas colisões resultará a maior concentração de energia jamais alcançada pelo Homem.

O Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva estará em ligação permanente com o Centro de Controlo do CERN para transmissão em directo dos testes do LHC.
No auditório, presencialmente, físicos portugueses de altas energias irão comentar a transmissão ao longo do dia. Gaspar Barreira (LIP), Jorge Romão e Gustavo Castelo Branco (Centro de Física Teórica de Partículas, IST), Augusto Barroso (Centro de Física Teórica e Computacional, UL) e Jorge Dias de Deus (CENTRA, IST) são alguns dos físicos que responderam ao desafio de nos ajudar a compreender a importância destes testes e das experiências previstas no LHC para o nosso conhecimento da Física e do Universo.
Os investigadores Ana Henriques (CERN) e André David (LIP) participam por videoconferência a partir do CERN.

O LHC é constituído por um anel de 27 quilómetros de circunferência na fronteira franco-suíça, a 100 m de profundidade, refrigerado à temperatura de -271,4 ºC, muito próximo do zero absoluto. Em laboratórios subterrâneos ao longo deste anel estão instalados quatro grandes conjuntos de detectores (ALICE, ATLAS, CMS e LHCb), onde vão ocorrer colisões entre protões deslocando-se a uma velocidade muito próxima da velocidade da luz no vácuo, cerca de 300.000 quilómetros por segundo.

Em todo o mundo os físicos aguardam com expectativa os resultados dos testes para poderem dar início às suas experiências. O caso não é para menos, pois espera-se com o LHC tentar recriar as condições de temperatura e densidade de energia existentes no início do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos.
Para além do conhecimento, que poderemos alcançar com estas experiências? Os físicos respondem.

Participe na sessão no auditório do Pavilhão do Conhecimento ou assista à transmissão em directo através da Ciência Viva TV (http://www.cvtv.pt) a partir das 07h30m da manhã.
Programa completo na página web da Ciência Viva. (www.cienciaviva.pt)

Também aqui fica a ligação para a notícia no Público.

1 de março de 2010

De que é feito o mundo: as partículas e as suas interacções

Pode encontrar aqui um grande número de recursos que já foram utilizados em anteriores sessões de Masterclasses de Física de Partículas. Aproveitei um dos materiais produzidos pelo Centro Regional de Análise de São Paulo, para criar uma apresentação com o serviço Slideshare.

As partículas fundamentais e as suas interacções

Este conjunto de imagens foi encontrado aqui.

Para que possa ver a seguinte imagem com todo o detalhe clique sobre ela.

Modelo padrão

As imagens que se seguem são porções da imagem anterior.

Structure atomic

Bosons Fermions Particle processes Properties interactions particle  Unsolved

O Modelo Padrão da Física de Partículas

500px-Standard_Model_of_Elementary_Particles.svg Este vídeo que retirei do post O Modelo Padrão, do blogue Vídeos para o Ensino da Física e da Química, contém uma breve introdução à evolução da física das partículas no século XX e mostra o desenvolvimento do modelo padrão que unifica as interacções electromagnética, fraca e forte.

Recursos úteis para o estudo do modelo padrão da física de partículas:

Modelo padrão física partículas

29 de janeiro de 2010

Explore os limites do Universo ao longo de 63 ordens de grandeza

Publiquei há tempos no post Dimensão relativa de células, bactérias, vírus, moléculas e átomos uma animação que mostrava a dimensão relativa de células, bactérias, vírus, moléculas e átomos.

Agora deparei-me aqui com uma outra animação que leva este exercício ainda mais longe. Com ela podemos ir desde os limites do Universo conhecido (1027 m) até ao comprimento de Planck (10-35 m), a menor dimensão com significado físico. Pode aceder à animação aqui ou directamente no sítio original. São cerca de 3MB, mas vale bem a pena. O autor, Fotoshop, está de parabéns.

Size_universe (Small)

Size_Human (Small)

Size_Plank (Small)

1 de dezembro de 2009

Utilização da tabela periódica PTable para estudar configurações electrónicas e propriedades de elementos químicos

Já aqui falei por várias vezes na PTable, uma excelente tabela periódica interactiva. Desta vez recomendo a sua utilização para o estudo das configurações electrónicas (seleccione Orbital), bem como para o estudo de inúmeras propriedades dos elementos químicos (seleccione Propriedades), como o raio atómico e a primeira energia de ionização.

À medida que vai percorrendo com o ponteiro do rato os vários elementos, a distribuição vai sendo feita automaticamente, sendo possível seguir a aplicação do princípio de energia mínima, do princípio de exclusão de Pauli e da regra de Hund. Também considero muito bom o facto de mostrar a forma da orbital em que é colocado o último electrão, bem como os números quânticos que a caracterizam. Use e abuse desta ferramenta.

Clique na imagem para aceder à PTable.

tabela periódica dos elementos

21 de novembro de 2009

Átomo: Excelente documentário da BBC

Neste documentário em 3 partes, produzido pela BBC e emitido em 2007, o Professor Jim Al-Khalili conta-nos a história da maior descoberta científica de todos os tempos: a matéria é formada por átomos.

Átomo, é um documentário extraordinário e que considero de visionamento obrigatório por todos os que se interessam por ciência.

Disponibilizo aqui os três episódios, legendados em português europeu. Cada episódio está dividido em 6 partes.

  • Episódio 1 – Choque de Titãs

O Professor Jim Al-Khalili conduz-nos desde a descoberta do átomo até ao desenvolvimento da mecânica quântica.

 

  • Episódio 2 – A chave para o Cosmos

Este episódio aborda descobertas profundamente transformadoras como a radioactividade, a bomba atómica e o desenvolvimento da teoria do Big Bang. Também tenta responder à maior questão de todas: por que estamos aqui e como fomos feitos?

 

  • Episódio 3 – A ilusão da Realidade

Al-Khalili fala-nos da possibilidade da existência de universos paralelos, em que existirão diferentes versões de cada um de nós, e de que, afinal, o espaço vazio pode não o ser.

Tenho a certeza que dará por muito bem empregue o tempo passado a ver este documentário. Depois diga-me o que achou.

25 de outubro de 2009

O vírus de Schrödinger

Mais um artigo muito interessante de Anna Gerschenfeld, no Público.

É um gato? É um vírus? É uma experiência quântica!

800px-Schrodingers_cat.svgEm 1935, o físico austríaco Erwin Schrödinger imaginou uma experiência conceptual , protagonizada por um gato, para mostrar quão bizarra era a nova mecânica quântica, quando transposta para os objectos quotidianos. Agora, um grupo de cientistas diz que é possível fazer realmente a experiência - com um vírus.

A física quântica é uma verdadeira colecção de bizarrias que desafiam as nossas mais íntimas intuições. À escala dos átomos e das partículas subatómicas, tudo é diferente, tudo fica "desfocado", por assim dizer. Um electrão não é como uma bola de ténis, porque, segundo as leis da mecânica quântica, pode estar em vários sítios diferentes ao mesmo tempo - o que não acontece com a bola de ténis.

Uma pergunta que irrita e fascina há décadas muitos físicos é a seguinte: se é verdade (e ninguém duvida) que os objectos quotidianos são feitos de triliões de partículas quânticas, por que é que as leis da física quântica não se aplicam também a esses objectos? Por que é que não podemos, parafraseando a revista New Scientist, estar ao mesmo tempo no jardim a cortar a relva e no supermercado a fazer as compras? Ler mais aqui.

23 de julho de 2009

Ciência e Arte – 9: Oxygen, uma curta-metragem de animação

A seguinte curta-metragem tem o nome de Oxygen e pretende mostrar alguma propriedades deste elemento químico (e não só) de uma forma bem humorada.

É uma animação em 3D da autoria de Christopher Hendryx, que a produziu no Ringling College of Art + Design como tese para o departamento de Animação computacional.

Atenção aos pormenores. Recomendo mais do que uma visualização.

29 de maio de 2009

A fusão nuclear chegou…… Será mesmo?

A inauguração oficial do novo centro de fusão nuclear decorreu hoje no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Depois de quinze anos de construção, mais sete anos do que o previsto e um custo total de 3,5 mil milhões de dólares (2,48 mil milhões de euros), quase o triplo do que se esperava, os EUA tem agora o mais potente centro do mundo para conseguir produzir energia ilimitada.

hohlraum_12363(…) A fusão nuclear tem sido uma das maiores esperanças do mundo para se obter energia ilimitada e mais limpa. O objectivo é reproduzir os processos químicos (nucleares, melhor dizendo) que têm lugar dentro das estrelas. Através de lasers, os técnicos do novo centro vão injectar energia numa pequena esfera de hidrogénio – com o diâmetro de um cabelo – para aquecê-lo até vários milhões de graus.

A esta temperatura os átomos de hidrogénio conseguem fundir-se e transformam-se em hélio, o segundo elemento da Tabela Periódica. Durante o processo é libertada uma quantidade significativa de energia, como acontece nas estrelas, bastante mais limpa do que a energia nuclear convencional. Já se conseguiu a fusão nuclear, mas até agora gastou-se mais energia do que a que se retirou do processo. A National Ignition Facility quer inverter isso. (…) Ler notícia completa aqui, no Público.

fusão_nuclearNesta imagem está representado o processo descrito no último parágrafo da notícia. Retirada daqui.

Para mais informações, pode ir aqui, ou, muito mais completo mas em inglês, aqui.

Pode aceder aqui, no sítio da National Ignition Facility, a uma lista de vídeos explicativos.

Esperemos para ver no que isto dará.

9 de abril de 2009

Ciência e Arte - 2

Bubble Chamber event_1

Na sequência deste post, mais uma bela imagem dos processos sub-nucleares. As câmara de bolhas são cheias com líquido, que é mantido muito próximo do ponto de ebulição. Quando partículas electricamente carregadas passam por esse líquido, formam-se pequenas bolhas à sua passagem. Estas pequenas linhas de bolhas podem ser fotografadas e analisadas, possibilitando a descoberta de partículas que tinham sido previstas teoricamente. Esta imagem foi tirada na primeira câmara de bolhas de hidrogénio líquido, do CERN. Fonte

7 de abril de 2009

Ciência e Arte - 1

Este é o primeiro artigo dedicado à Ciência como Arte (conceito discutível, como se sabe).

Considero que há resultados experimentais, imagens, fórmulas, aparatos experimentais, entre outros, que poderiam e deveriam ser expostos em museus.

Sempre que encontrar algo relacionado com a Ciência que considere belo, postarei aqui, juntamente com uma breve descrição.

A imagem que se segue calhou ser a primeira. Não houve qualquer razão especial.

KAON DECAY IN A BUBBLE CHAMBER

Nesta imagem, o decaimento de uma partícula Káon foi capturado por uma câmara de bolhas do CERN. As câmaras de bolhas foram extensamente utilizadas nas experiências de física das partículas, desde cerca de 1955 até aos anos 70. Mesmo hoje, as fotografias obtidas por este método fornecem algumas das mais belas e apelativas formas de visualizar os processos sub-nucleares. Fontes: [1] e [2]

15 de março de 2009

Viagem fantástica: do infinitamente grande ao infinitamente pequeno

Esta apresentação, criada em Powerpoint e disponibilizada aqui utilizando o serviço SlideShare, permite-nos realizar uma viagem fantástica. As imagens utilizadas nesta apresentação estão disponíveis aqui.

Começamos e terminamos com distâncias apenas possíveis de serem entendidas através da utilização de potências de base 10. A viagem inicia-se a 10 milhões de anos-luz (1023 m) de distância do nosso planeta e termina a 10−16 m, bem no interior do átomo. A cada transição ficamos 10x mais próximos do final da viagem.

Boa viagem!


5 de março de 2009

Quiz 03: Química 9º ano


Questionário (Quiz) para todos interessados em avaliar os seus conhecimentos de Química.

Temas:
-tabela periódica
-iões
-distribuição electrónica
-isótopos
-constituição do átomo

Antes de colocar o nome e iniciar o quiz leia as instruções para evitar perder pontos sem necessidade. Tenho reparado que muitos têm tido respostas erradas por incorrecta formatação da resposta. Note também as instruções de cada pergunta. Evita que tenha que andar a colocar pontos de bónus nos quizes já realizados.

Qualquer dúvida ou falha que detectem, enviem um comentário.
Bom trabalho!

28 de fevereiro de 2009

Quiz 02: Química 9º ano

Aqui está um novo questionário (Quiz) para todos interessados em avaliar os seus conhecimentos de Química.

Temas:
-tabela periódica (introdução)
-iões
-distribuição electrónica
-isótopos
-constituição do átomo

Antes de colocarem o nome e iniciarem o quiz leiam as instruções para evitarem perder pontos sem necessidade. Tenho reparado que muitos têm tido respostas erradas por incorrecta formatação. Notem também as instruções de cada pergunta. Evita que tenha que andar a colocar pontos de bónus nos quizes já realizados. Vá lá, não custa nada!

Qualquer dúvida ou falha que detectem, enviem um comentário.
Bom trabalho!


26 de fevereiro de 2009

Quiz 01: Átomos, iões e sais


Este é o primeiro questionário deste género que aqui coloco. Julgo ser um bom recurso para que os alunos possam avaliar como estão os seus conhecimentos sobre um determinado assunto.

Recomendo que, primeiramente, estudem os assuntos em causa e só depois realizem o questionário.

Se ficarem com alguma dúvida ou detectarem algum problema, publiquem um comentário.

Este é bastante acessível. Brevemente colocarei aqui outros.

Espero que gostem. Apareçam.

Nota: Quem já tinha feito, pode voltar a fazer pois modifiquei o questionário.



16 de fevereiro de 2009

CERN em 3 minutos

Na sequência deste post sobre o LHC (Grande Colisionador de Hadrões), aqui fica um vídeo que, em 3 minutos, explica a missão do CERN.



Deixo aqui um agradecimento ao professor Carlos Portela pela legendagem deste e de muitos dos filmes que já aqui coloquei. Sei que dá bastante trabalho. Podem visitar aqui o seu blogue.

15 de fevereiro de 2009

Isótopos, estabilidade e decaimento radioactivo

Átomos do mesmo elemento químico podem ter um número diferente de neutrões. As diferentes versões possíveis para cada elemento são chamadas isótopos. Conhecem-se 80 elementos com pelo menos um isótopo estável. O estanho, Sn, é o elemento com mais isótopos estáveis, 10.

Quantos isótopos pode um elemento ter? Será que cada átomo pode ter um num qualquer de neutrões?
Não! Há combinações de protões e neutrões que são estáveis. Elementos mais leves tendem a ter igual número de protões e neutrões, mas os elementos pesados precisam, aparentemente, de mais neutrões do que protões para que o seu núcleo seja estável. Quando esta estabilidade não é conseguida, os isótopos podem existir por algum tempo, mas são instáveis.

O que significa ser instável? Os átomos partem-se quando não têm o número certo de neutrões?
De certo modo, sim. Os átomos instáveis são radioactivos: o seu núcleo decai, emitindo radiação sob a forma de partículas ou ondas electromagnéticas.
Para exemplificar esse decaimento, indico mais adiante uma aplicação Java que mostra uma tabela com alguns isótopos e a forma como decaem.
Há várias formas de um átomo radioactivo decair. Por exemplo, o trítio ou hidrogénio-3, tem demasiados neutrões para ser estável.

O que acontece então? Expulsa um neutrão?
Não, os neutrões estão fortemente “fixados” no núcleo. O que acontece pode ser visto na aplicação Java (clique na imagem). Clique no trítio. O que observa? Pois é, um neutrão transformou-se num protão! Conseguiu-se, desta forma, que um isótopo instável do hidrogénio se convertesse num isótopo estável de hélio, o hélio-3. Explore a aplicação, vai reparar que muitos isótopos são estáveis, enquanto que outros têm vidas mais ou menos longas, convertendo-se noutros elementos.

Mas assim não se perdeu massa?
Não! Analisemos em maior pormenor o que aconteceu. Se reparar, o e o têm o mesmo número de massa, o que é bom, pois a massa tem que ser conservada. Há, no entanto, um problema: A carga eléctrica tem que ser conservada e isso, à primeira vista, parece que não sucedeu. O hidrogénio tem apenas um protão e o hélio tem dois, portanto parece que se criou carga positiva.

Como explicar isto?
Quando ocorre a transformação, também é libertado um electrão, que tem uma massa muito reduzida e que tem carga negativa, que cancela a do protão. Este processo tem o nome de decaimento beta e, neste contexto, o electrão é conhecido por partícula beta. Também é libertado um antineutrino, mas agora não iremos falar dele.

Pode-se escrever uma equação que descreva esta reacção?
Sim! Tal como se escrevem equações químicas, entre substâncias diferentes, com reagentes e produtos de reacção, também se pode escrever a equação nuclear que descreve este processo.
Podemos escrever a equação do decaimento beta do trítio, dando ao electrão um número de massa 0 (já que é cerca de 2000 vezes mais leve que o protão ou neutrão) e um número atómico de -1 (por causa da sua carga, claro).


Este processo liberta ainda um antineutrino e 18,6 keV de energia.

Repare que os números de massa de cada lado dão o mesmo total (3 = 3 + 0), acontecendo o mesmo com as cargas (1 = 2 + -1). Isto tem que ser sempre verdade numa reacção nuclear.

Existem outras formas de decaimento, mas fica para um próximo artigo.

Fontes: [1], [2], [3]

12 de fevereiro de 2009

Átomos, electrões de valência e moléculas

Este vídeo mostra de uma forma bem conseguida a relação entre os electrões de valência que um átomo tem e as ligações químicas que tem tendência a formar. Ou seja, as moléculas não são formados ao acaso.

Numa molécula, os átomos que se associam e a proporção com que o fazem, está relacionado com a distribuição dos electrões nos átomos e com os já mencionados electrões de valência. Tome atenção ao vídeo.


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