26 de janeiro de 2009

Humor com Física

Encontrada já não sei onde. Desconheço o autor.

Impulsão e balonismo


Numa galáxia muito, muito distante...

Depois de no episódio IV da saga Star Wars a Death Star ter sido destruída pelos rebeldes liderados por Luke Skywalker, a crise instalou-se no Império. Darth Vader e seus acólitos precisavam de um meio de transporte que lhes permitisse derrotar os rebeldes. O que fazer? O dinheiro era pouco! Na imagem está a solução encontrada...


Quando aquecido, o ar expande, e parte sai pela boca do balão.
Para que o balão possa flutuar, o peso dos equipamentos e passageiros deverá ser igual ao peso de ar que deve ser expelido do interior do balão (princípio de Arquimedes).
Para que possa subir, claro que o peso de ar que deve ser expelido do interior do balão terá de ser maior.

A imagem do lado permite perceber a diferença de densidades entre o ar quente e o ar frio (à mesma pressão). Há menos partículas de ar por unidade de volume dentro do balão, mas como estas partículas estão a mover-se mais rapidamente, a pressão interna e a externa do ar são as mesmas.





É caso para dizer, citando o Obi-Wan Kenobi: "Use the force Luke!". Ou então como o Yoda: "A impulsão, uma força poderosa é!"

Desafio: (para pensar)
Determine o número máximo de soldados imperiais que pode transportar sabendo que, em média, cada um tem 80kg. (Apresente o valor da carga máxima a que chegou)

Sugestão: Para calcular o peso do fluido deslocado, calcule a massa de ar a 20ºC deslocado e subtraia a massa de ar a 100ºC que ainda está no interior (portanto, não foi deslocado).

Dados:
  • Este balão tem cerca de 3000 e uma massa de 290 kg (material).
  • Densidade do ar exterior 1,2 (20ºC, temperatura ambiente)
  • Densidade do ar interior 0,95 (100ºC, temperatura média dentro do balão)

Fontes: [1], [2], [3], [4]
Bom trabalho!

25 de janeiro de 2009

Eureka! Alavancas e Impulsão

Dois vídeos muito interessantes. Um sobre alavancas e o outro sobre impulsão.

Fazem parte de uma série de 30 episódios produzida pela TVO, com o objectivo de ensinar Física. O primeiro episódio foi emitido a 1 de Setembro de 1981. Em inglês.

Pode encontrar aqui todos os 30 episódios, ou ainda aqui.






Acho que faz muita falta programas educativos nas televisões nacionais. Nem era necessário produzi-los, bastava adquirir e traduzir o que já existe e tem qualidade.

Espero que sejam úteis e que tenham gostado.

19 de janeiro de 2009

Direitos e deveres

Na sequência da tarefa (Pesquisa e apresentação de trabalho sobre uma molécula) que pedi em sala de aula e cujas instruções aí e também aqui explanei, deixo aqui os seguintes dados:
  • apenas 63% dos alunos entregou o trabalho pedido, 75% numa turma e 47% na outra.
Espero que os que entregaram o trabalho continuem a aplicar-se e que aqueles que o não fizeram, sigam, no futuro, o exemplo dos seus colegas.

Os alunos têm direito a aprender? Sim!

Os alunos têm o dever de se esforçar? Obviamente!

Relembro a imagem que aqui coloquei na altura em que o trabalho foi proposto. É uma situação ridícula, não é?

Um dos muitos motivos pelos quais estou hoje em greve

Um dos muitos motivos pelos quais estou hoje em greve, é o facto do ensino do país seguir em movimento tortuoso aceleradíssimo para o que está descrito na imagem.

Esse ensino não é o que pretendo, nem o que faz falta ao país.

Cabe também aos alunos e encarregados de educação decidir para que serve afinal a escola.

Leiam também este artigo que recentemente aqui coloquei, este outro no Dúvida Metódica, e a entrevista à escritora Alice Vieira, que saiu hoje no Público.

18 de janeiro de 2009

Acerto de equações químicas



Mais uma vez, a reacção violenta entre a água e os metais alcalinos sódio e potássio.

Desafios:
  1. Escrever e acertar a equação química que descreve a reacção do sódio com a água. Digo apenas que os produtos da reacção são o hidróxido de sódio e o hidrogénio.
  2. O que terá causado a explosão? Terá algo a ver com os produtos formados?
  3. O que acontecerá se colocarmos umas gotas de fenolftaleína no final da experiência? Porquê?

Impulsão, Alavancas e Arquimedes

Um dos princípios fundamentais da hidrostática é assim enunciado: "Todo o corpo mergulhado total ou parcialmente num fluido sofre uma impulsão vertical, dirigida de baixo para cima, igual ao peso do volume do fluido deslocado e aplicado no centro de impulsão."

Isto quer dizer que um objecto flutua enquanto o peso da água (ou outro fluido) deslocada pelo objecto (impulsão) conseguir igualar o peso do objecto.

E agora um pouco de história:

"Conta-se que certa vez, Hierão, rei de Siracusa, no século III a.C. havia encomendado uma coroa de ouro, para homenagear uma divindade que supostamente o protegera em suas conquistas, mas foi levantada a acusação de que o ourives o enganara, misturando o ouro maciço com prata em sua confecção. Para descobrir, sem danificar o objecto, se o seu interior continha uma parte feita de prata, Hierão pediu a ajuda de Arquimedes. Ele pôs-se a procurar a solução para o problema, a qual lhe ocorreu durante um banho. A lenda afirma que Arquimedes teria notado que uma quantidade de água correspondente ao seu próprio volume transbordava da banheira quando ele entrava nela e que, utilizando um método semelhante, poderia comparar o volume da coroa com os volumes de iguais pesos de prata e ouro: bastava colocá-los em um recipiente cheio de água, e medir a quantidade de líquido derramado. Feliz com essa fantástica descoberta, Arquimedes teria saído à rua nu, gritando "Eureka! Eureka!" ("Encontrei! Encontrei!"')."

Entre muitas outras ligações à Física e à Matemática, ficou também conhecido pela frase: "Dêem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo".

Fique a saber mais sobre Arquimedes, clique aqui.


Chesley Sullenberger e a impulsão

Na passada quinta-feira, dia 15 de Janeiro, um Airbus A320 da companhia aérea «US Airways», amarou no Rio Hudson, em Nova Iorque, Estados Unidos, com mais de uma centena de passageiros a bordo.

O capitão, Chesley Sullenberger, conseguiu evitar o pior graças à perícia que demonstrou. Não morreu ninguém, nem houve registo de feridos graves.

Sem querer tirar mérito ao piloto, penso que a impulsão também contribuiu para o feliz desfecho.

Problemas de Física

Estes problemas foram retirados de provas das Olimpíadas Regionais de Física. Estão relacionados com temas que foram abordados nas aulas do 9º ano e deixo-os aqui como desafio para os alunos interessados.

1- Um automobilista seguia na estrada, à velocidade constante de 72 km/h quando se apercebeu de uma árvore caída no pavimento. O tempo de reacção do automobilista foi de 0,7 s. Para evitar a colisão, travou comunicando ao carro uma “retardação” constante de 5 .

1.1. Representa num gráfico a velocidade do carro em função do tempo desde o instante em que o automobilista avistou a árvore até parar.
1.2. Felizmente, o automobilista conseguiu imobilizar o carro a 4 m da árvore! Determina a distância a que o condutor estava quando avistou este obstáculo.
Retirado da prova das OLIMPÍADAS REGIONAIS DE FÍSICA 2007

2. O TGV é o comboio de alta velocidade francês e é, até ao momento, o comboio de grande velocidade com maior sucesso na Europa.

A Isabel e o José Paulo, viajando de Paris para Bruxelas no TGV, tinham curiosidade de saber a que distância da estação o comboio começava a travar. Observaram no visor que o TGV seguia a 370 km/h. Utilizando o cronómetro do telemóvel, mediram para tempo de travagem 47,7 s. A que conclusão chegou o casal?

3. Já fora da estação de comboios, o casal alugou um automóvel. Seguiam com velocidade constante de módulo 90 km/h, numa estrada rectilínea, quando surgiu uma operação “stop”.
Um agente da polícia fez sinal de paragem, mas a Isabel, que ia ao volante e estava distraída, prosseguiu com a mesma velocidade. Após 6,0 s a polícia iniciou a perseguição com velocidade constante de módulo 108 km/h. Calcule:

3.1. O tempo que a polícia demorou até alcançar o veículo;

3.2. A distância a que os veículos se encontraram, a partir da posição da operação “stop”.
Retirados da prova das OLIMPÍADAS REGIONAIS DE FÍSICA 2008

4. Um corredor de 100 m tem uma aceleração constante nos primeiros 3 s da sua corrida e atinge assim uma velocidade de 12 m/s que mantém até ao fim da corrida.

4.1. Trace o gráfico da velocidade em função do tempo que descreve os primeiros 7 s da corrida.
4.2. Recorrendo ao gráfico que traçou, determine a distância percorrida pelo corredor nos primeiros 3 s da corrida.
4.3. Determine o tempo que o corredor levou a percorrer os 100 m.
Retirado da prova das OLIMPÍADAS REGIONAIS DE FÍSICA 2005

Para mais informação consulte a página das Olimpíadas de Física.

15 de janeiro de 2009

Física ou magia?


Neste vídeo, de uma experiência realizada no Physikshow na Universidade de Bona, é possível observar um "barco" a flutuar num gás chamado hexafluoreto de enxofre () (que é significativamente mais denso que o ar).

Útil para estudar o conceito de densidade e de impulsão.



Aquilo a que uns chamam magia e sobrenatural, outros chamam ciência. Eu pertenço a este último grupo.
Tanto os que percebem por que acontece o que vemos no vídeo, como os que não o entendem, podem encontrar beleza no que estão a ver. Mas a recompensa para os primeiros é bem maior.

Impulsão e densidade

Este vídeo pode ser utilizado para estudar o conceito de densidade ou massa volúmica ( ou, no sistema internacional de unidades, ), bem como o conceito de impulsão.


Desafio: Este é para pensar ;)

Assuma que a bala de canhão tem um diâmetro de 10 cm. Qual o volume da bala que está mergulhada (imersa) no mercúrio?

14 de janeiro de 2009

Alguém num país do médio oriente não esteve com atenção nas aulas de física

Atenção que o vídeo tem o som muito forte.



Desafio (limite 21/Janeiro):
1- Explica a situação atendendo ao conceito de momento de uma força.
2- Seria possível fazer regressar o burro para o chão sem retirar os sacos da carroça? (Não vale puxar o burro nem levantar a traseira da carroça)

Já agora, que ditado é possível aplicar aqui?

13 de janeiro de 2009

Que ando eu a fazer na escola e para que preciso eu disto?

Ora nem de propósito, após ter publicado o artigo anterior, encontro no De Rerum Natura, este outro texto (De Rerum Natura: Escola e mentira), do Desidério Murcho, com o qual concordo e aqui faço referência.

Muitos dos alunos deste país deviam lê-lo com muita atenção, reflectir, após o que seriam capazes de responder à questão: "Que ando eu a fazer na escola e para que preciso eu disto?".

Pois bem, leiam:

"Uma das mentiras políticas mais persistentes no nosso país é a ideia de que a escola não dá dinheiro: que não tem valor instrumental como produtora de riqueza. A difusão desta mentira política serve os interesses das pessoas endinheiradas e lixa as outras.

Pedro Portugal mostrou em 2004 que isto é mentira. Com base num inquérito a cerca de dez mil trabalhadores realizado pelo INE em 2003, vê-se a realidade que seria de esperar: quem tinha concluído o secundário mas não tinha uma licenciatura e estava na casa dos trinta anos ganhava em média 778 euros por mês — ao passo que os licenciados da mesma faixa etária ganhavam cerca de 400 euros a mais por mês. E a diferença aumenta com o passar dos anos: na casa dos cinquenta anos um licenciado ganhava em média quase dois mil euros, ao passo que quem tinha apenas o secundário mal passava dos mil euros — ganhando apenas 800 euros por mês se tivesse só o 9.º ano, ou seja, menos 16 mil euros por ano comparando com um licenciado.

É claro que a escola compensa, economicamente. Mas os filhos de pessoas como eu valorizam a escola em qualquer caso, porque os seus pais valorizam o estudo intrinsecamente. Quem precisa de saber que a escola dá dinheiro para a valorizar são as pessoas economicamente desfavorecidas. A mentira política de que a escola não dá dinheiro prejudica-as gravemente, pois desperdiçam a oportunidade que têm de melhorar a sua situação. O estudante desfavorecido paga caro a sua rebeldia ignorante.

Também o país fica prejudicado; pois em vez de termos os melhores médicos, empresários ou professores, temos apenas os que não precisam de competir com os mais talentosos, que não vêm necessariamente das famílias mais ricas. No sistema actual desperdiça-se um dos bens mais preciosos: o talento. O João até poderia ser um empresário ou engenheiro mais talentoso do que o Josué, mas como é filho de pobre despreza o estudo — e o Josué passa-lhe à frente. E assim perdemos um profissional superlativo para ficarmos apenas com um coitadito que até se desenrasca à custa de muito marranço; mas quando a realidade se revela mais complexa do que vem nos livros, o Josué fica atarantado e limita-se a repetir que a realidade não devia ser daquela maneira porque não é isso que os livros dizem. (Este é o discurso dos reformistas educativos: as reformas educativas não produzem resultados, mas as teorias que estão na origem dessas reformas nunca estão erradas — é o país que está errado.)

Caso as políticas educativas fossem pensadas por pessoas com sensibilidade social — em vez de pessoas que fingem que a têm — uma das prioridades seria fazer ver aos desfavorecidos a importância económica da escola. A tendência do actual governo, que se diz socialista mas não é, foi precisamente a inversa: meter os pobres no gueto do ensino profissional, vendendo-lhes a ilusão de que é isso que dá dinheiro e não a universidade. Mas quantos dos filhos dos governantes vão para esse maravilhoso ensino profissional?"

Que profissão escolher? Pode ser que este texto ajude.

O longo, mas muito interessante, texto que se segue foi encontrado no Sorumbático, mais precisamente aqui.

"A melhor profissão do mundo. Por Nuno Crato

MUITOS CIENTISTAS CONFESSAM, meio em segredo, que gostam tanto da sua profissão que pagariam para fazer aquilo para que estão a ser pagos. Claro que se trata de um exagero retórico. Poucos poderiam ter uma actividade científica a tempo inteiro se não fossem remunerados. Já passaram os tempos em que os aristocratas faziam alguma ciência como passatempo. A ciência é hoje uma profissão. E uma boa profissão.

Nos Estados Unidos, pelo menos, as carreiras científicas estão muito bem cotadas. Segundo um estudo divulgado esta semana pela CareerCast.com, uma organização de empregos, as carreiras científicas são as melhores. Exactamente: as melhores.

Todo o estudo contraria o desdém pelo estudo e qualificação humana que muitas vezes surge, irreflectidamente, em comentários públicos de pessoas responsáveis. É preciso dizer aos jovens que estudar é um investimento valioso no futuro. É preciso dizê-lo e repeti-lo. A qualificação técnica e humana traduz-se em várias vantagens profissionais. Não é só a remuneração. É a qualidade de emprego, a qualidade de vida e a riqueza cultural.

O estudo agora divulgado conduz a um «ranking», com todas as simplificações que uma listagem ordenada desse tipo traz, mas também com toda a informação comparativa que dele se pode extrair. Incorpora 200 tipos de empregos e classifica-os com base em cinco critérios fundamentais: ambiente de trabalho, remuneração, perspectivas futuras, exigências físicas e desgaste emocional.

Os critérios procuram ser objectivos. Ao classificar o ambiente de trabalho consideram-se aspectos como as necessidades de posturas incómodas, as possíveis condições tóxicas ou o confinamento em locais exíguos. Ao falar da remuneração considera-se o vencimento e as diversas regalias adicionais. Ao falar das perspectivas futuras consideram-se os riscos de desemprego, a evolução do salário e as hipóteses de promoção.

Ao abordar o quarto critério, o da exigência física, entra-se num domínio muito caro aos físicos, que têm ajudado os estatísticos oficiais a elaborar medidas sofisticadas. As profissões são aqui ponderadas com várias medidas, incluindo os pesos que têm de ser levantados, o estilo de movimentos (ajoelhar-se, curvar-se, etc) e o trabalho efectuado (no sentido mecânico).

Finalmente, o estudo entrou em conta com o desgaste emocional das diversas profissões. Considerou efeitos tais como a competitividade, os riscos e a pressão para resposta.

Ponderando todos estes factores, a profissão pior colocada (lugar 200) foi a de lenhador, que tem riscos físicos enormes e uma remuneração média reduzida, de menos de 32 mil dólares por ano. No fundo da escala ficaram ainda condutores de táxi (198), pescadores (197), colectores do lixo (195) e bombeiros (182). No topo ficaram os meteorologistas (15), físicos (13), contabilistas (10), analistas de sistemas (6) e engenheiros (5) informáticos. Logo depois aparecem os biólogos (4). Acima destes vem a grande surpresa: os matemáticos!

As três profissões mais bem colocadas foram as de estatístico (3), ou seja, especialista na matemática da inferência e do tratamento de dados, actuário (2), ou seja, especialista em cálculos matemáticos do risco de seguros e de investimentos, e, finalmente, e propriamente dito, matemático (1)."

Pode encontrar aqui toda lista e outros dados interessantes.

Deixo aqui alguns das profissões melhor posicionadas, relacionadas com a Física e Química. A saber:
Físico, 13º; Meteorologista, 15º; Técnico de laboratório médico, 16º; Astrónomo, 20º; Engenheiro ligado à extracção petrolífera, 21º; Geólogo, 30º; Engenheiro Aeroespacial, 33º; Técnico de electricidade, 36º; Engenheiro nuclear (físico), 41º; Engenheiro industrial (químico), 49º; Químico, 57º; e fico-me por aqui.

11 de janeiro de 2009

O mundo é mesmo fantástico



Encontrei este vídeo e não pude deixar de o colocar aqui.
Discovery Channel. É dos canais que vale a pena ver, no meio de cada vez mais lixo televisivo. É possível aprender muito a ver TV, desde que se esteja a ver os canais certos. Uma boa semana!


8 de janeiro de 2009

Pequeno "Homem" feito com moléculas de monóxido de carbono

Este pequeno ser foi criado por Peter Zeppenfeld e Donal Eigler na IBM e tem o nome de "Molecule Man", ou seja, "Homem Molécula". Foi construído utilizando 28 moléculas de monóxido de carbono (CO), arranjadas numa superfície de platina com a ajuda de um microscópio de varrimento por tunelamento. Fontes [1] e [2]

Engraçado não é?

Tem 50 Angstroms de altura e 25 Angstroms de largura!

Um Angstrom é o mesmo que 10-10m. Ou seja, 0,0000000001 m, ou então de outra forma, é o mesmo que dividir o milímetro em 10 milhões de partes. É mesmo pequeno!



Efeito de Bernoulli

Tal como prometido, visto que o secador que levei para a aula tinha pouca potência, aqui ficam uns vídeos que mostram o que pretendi demonstrar. O efeito de Bernoulli em acção.





Uma outra variação.



Também podem fazer isto soprando através de uma palhinha. Tem é que ser uma bola bastante leve. Divirtam-se!

Sugestão: Pesquisem sobre Bernoulli no Portal de Física da Wikipédia.

Projecto Escola Electrão

A escola foi aceite para participar no Projecto Escola Electrão.
Este projecto é "uma iniciativa inédita no País com o objectivo de formar e informar todos os alunos dos 10 aos 18 anos sobre a gestão de Resíduos e Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE), premiando ainda as escolas com melhor desempenho ambiental."

Vão participar 382 escolas, o que corresponde a mais de 262 mil alunos envolvidos.

Os objectivos principais do projecto Escola Electrão são: "Sensibilizar os alunos do Ensino Básico (2º e 3º ciclos) e Ensino Secundário para a importância do tratamento adequado dos REEE, proporcionando aos professores informação actualizada sobre este fluxo de resíduos."

Esta iniciativa inclui também uma acção de recolha de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos nas escolas que se destina a premiar as escolas que depositarem a maior quantidade destes equipamentos em fim de vida, avaliada em quilograma. Para tal, serão colocados Pontos Electrão nas escolas participantes.

Para a
"nossa" Escola as datas serão as seguintes:
  • Data de entrega do Ponto Electrão: 13 de Fevereiro de 2009
  • Data de recolha do Ponto Electrão: 20 de Fevereiro de 2009
Temos, portanto, uma semana para colocar no Ponto Electrão que será instalado na Escola, o máximo de REEE possível. Aqui é um dos casos em que a quantidade é importante.

Já sabes, fala com os teus familiares e amigos. Em vez de colocarem material avariado no lixo, traz para o Ponto Electrão da escola.

Nota: Podemos trazer REEE para a Escola antes da chegada do Ponto Electrão. Estes ficarão armazenados na Escola e poderão ser desde logo recolhidos no dia da entrega do Ponto Electrão.

Quais os REEE que podem ser depositados?

Todos os REEE podem ser depositados no Ponto Electrão excepto as lâmpadas e os de grande dimensão que não possam ser introduzidos na abertura (55cm x 55cm). Os REEE de grande dimensão (ex.: frigoríficos, máquinas de lavar, etc.) podem ser entregues através de uma recolha especial do operador logístico que estiver afecto à escola participante.

As lâmpadas pertencentes à Categoria 5 (Equipamentos de Iluminação) podem ser depositadas desde que inteiras, em caixas de cartão que serão disponibilizadas às escolas em simultâneo com o Ponto Electrão e que deverão ser acondicionadas em local seco. Alertamos que nesta categoria não estão incluídas as lâmpadas incandescentes, de halogéneo, leds e infra-vermelhos.


Se estás interessado em passatempos e jogos que se renovam regularmente, prémios bastante atractivos e diversos conteúdos didácticos, visita o Clube Electrão.

Ajuda a divulgar esta campanha e contribui com o máximo que puderes.

5 de janeiro de 2009

Tabela periódica: a canção por Tom Lehrer

Segue a canção "The Elements" por Tom Lehrer (circa 1955).


Forças de colisão

(Amoz Heckerson, 1995)

(Harold Edgerton, Massachusetts Institute of Technology)

Mais dois exemplos bastante claros do que sucede durante a colisão dos corpos. A última foto ainda dirá mais a quem já teve uma bola de golfe na mão e sabe bem que são extremamente rígidas. Impossíveis de deformar com a mão, ao contrário das de ténis.

Desafio (limite 11/Janeiro): A bola de golfe tem cerca de 50 g de massa e o tempo total de contacto é de cerca de 0,0005 s. Assumindo que o golfista aplicou uma força de 5000 N através do taco, calcula em m/s e também em km/h o valor da velocidade com que a bola saiu.
Bom trabalho!

Tabela periódica dos elementos. Depois da desordem, a organização "perfeita" conseguida por Mendeleev, Moseley e Seaborg.

(clique na imagem para aumentar)

A Ptable é uma extraordinária ferramenta. É espantosa a quantidade de informação que podemos obter com esta aplicação. Pode haver melhor disponível mas, ainda por cima em português, é a melhor que conheço. Encontrei-a através do blogue 2.0 Webmania e cito o que o autor escreveu.

"A quantidade de informação que se pode recolher deste projecto é algo verdadeiramente impressionante, senão repare: para além da típica representação por grupos/séries poderá também dividir os elementos pelas suas propriedades (estado físico, pontos de fusão, energias de ionização, etc.), orbitais atómicas e isótopos. Adicionado a tudo isto existe ainda um deslocador horizontal (slider) com uma utilidade espantosa. Escolha por exemplo uma propriedade como temperatura de ebulição e movimente o deslocador de forma a “filtrar” todos os elementos que se encontram abaixo do valor definido por si. Clicando num elemento poderá aceder a toda a informação relacionada com o mesmo. Características principais, aplicações, papel biológico, história, abundância, isótopos, precauções e referências adicionais, fazem parte do rol de conteúdos associados a cada um dos elementos tendo como origem a inevitável Wikipédia."

Recursos.

Desafio: Pesquisa e apresentação de trabalho sobre uma molécula

Para além das moléculas simples que podem encontrar nos manuais, como H2O, CO2, NH3 e mesmo C2H5OH, existem outras bem mais complexas. Muitas são vossas conhecidas.

Temos medicamentos, hormonas, explosivos, drogas, moléculas parecidas com bolas de futebol, cosméticos, nitro para as corridas, umas doces, outras azedas, umas enormes, outras nem tanto.

Desafio (limite 16/Janeiro): Realizar um estudo e uma apresentação sobre uma molécula escolhida da lista seguinte. Se estiverem interessados noutra que aqui não esteja, enviem um comentário. Leiam os comentários para saberem as que já estão escolhidas.

Etapas:
  • Encontrar na lista uma molécula do vosso agrado. Indiquem a preferência num comentário ou então na aula. Cada aluno terá uma diferente, portanto sejam rápidos a escolher.
  • Procurar informação na ligação que forneço (em inglês) ou no portal de Química da Wikipédia (utilizar o nome tal como aparece na lista). Podem ser utilizadas outras fontes, mas todas elas devem sempre ser citadas.
  • O trabalho deve conter: imagem da molécula; fórmula química; referência à composição qualitativa; informações diversas, que achem pertinentes e façam sentido tendo em conta a molécula escolhida.
  • Como é óbvio, não se limitem a copiar informação.
  • Darei mais informações na aula.
Nota: Ao clicar nas imagens que se encontram na página de cada uma das moléculas seguintes, é possível ver a molécula a 3 dimensões e fazê-la girar, bem como modificar o aspecto com que surge na imagem. Experimenta!
  1. Toxina Botulínica
  2. Creatina
  3. Glucose
  4. Ácido láctico
  5. Ácido oleico
  6. Ureia
  7. Ácido úrico
  8. Nitroglicerina
  9. Vanilina
  10. Melatonina
  11. Serotonina
  12. Cocaína
  13. Heroína
  14. Nitrometano
  15. Penicilina
  16. Testosterona
  17. Progesterona
  18. Azitromicina
  19. TNT
  20. LSD
  21. Fulereno
  22. Insulina
  23. Nicotina
  24. Sacarina
  25. Nandrolona
  26. Paracetamol
  27. Aspartame
  28. Taurina
  29. Sarin
  30. Aspirina
  31. Mescalina
  32. Viagra
  33. Colesterol
  34. Vitamina C
  35. Prozac
  36. Valium
  37. Cafeína
Como nota final deixo a seguinte imagem. Penso que para bom entendedor ...
Bom trabalho!

Força de colisão: Como parar um camião (e também um pouco de humor negro)

Neste pequeno vídeo podemos observar a colisão de um camião com um obstáculo - de muito boa qualidade, note-se.



Já neste, não sei se foi de propósito se foi uma brincadeira, mas de qualquer das formas as forças colocadas em causa são bem menores.

Desafio (limite 11/Janeiro): Assumindo que o camião tinha uma massa de 6 toneladas, que se deslocava a 50 km/h e se imobilizou em 0,1 s, calcula a intensidade da força de colisão exercida pelo obstáculo no camião.
Bom trabalho!

3 de janeiro de 2009

Spirit e Opportunity: Os dois robôs geólogos da NASA fazem hoje cinco anos a trabalhar em Marte. Grande eficiência!

Abro este ano com um artigo sobre os dois robôs que a NASA tem em Marte já há 5 anos. Estava previsto que o Spirit e o Opportunity durassem 3 meses. Já superaram em 20 vezes este prazo! Grandes robôs!

Segue a notícia retirada do Público online.

"Faz hoje cinco anos, e não havia unhas para roer que chegassem na NASA. Estava para aterrar o primeiro dos dois robôs geólogos que a agência espacial norte-americana estava a enviar para Marte, o Spirit. Passados 21 dias, devia aterrar o Opportunity. Se algo corresse mal, seria um falhanço duplo.
(...)
Os olhos da Terra estavam postos em Marte nesse dia 3 de Janeiro de 2004. Sobretudo depois do fiasco na noite de Natal de 2003 da Agência Espacial Europeia: a sonda Beagle, que devia ir procurar sinais de vida em Marte, desapareceu sem nunca mais dar sinal. Um estudo publicado agora, em Dezembro, estima que a sonda europeia deve ter ardido ao entrar na atmosfera marciana, devido a um erro nos cálculos dos cientistas.

Mas o Spirit e o Opportunity fizeram esquecer o falhanço da Beagle. Durante estes cinco anos, fizeram descobertas importantes sobre o passado da água em Marte (em estado líquido) e sobre as condições ambientais que o planeta viveu em tempos passados. Sempre a andar muito devagarinho.

Ao todo, os robôs percorreram mais de 21 quilómetros (qualquer erro pode ser fatal, como uma derrapagem que os faça capotar, por exemplo), recolheram mais de 250 mil imagens e 36 mil gigabytes de dados, subiram a uma colina e desceram para dentro de crateras, lutaram para se libertar de areias, enfrentaram os problemas causados pelo desgaste dos materiais de que são feitos - enfim, são pequenos heróis. E a NASA continua a ter planos para eles: pelo menos quatro novas missões. O Spirit é o que está em piores condições, pois os seus painéis solares não são bem limpos da poeira marciana."


A imagem seguinte mostra uma vista panorâmica de 360º e indica a localização de vários eventos que sucederam nos 5 anos desde que o Spirit pousou na Cratera Gusev (clique para aumentar).
Para mais informação sobre os robôs consulte.

Pois é, tal como refere a notícia, os cientistas também falham cálculos. Mas, com esse erro, aprenderam muito, o que permitiu que novas missões pudessem ocorrer sem problemas. Se nada fizessem com medo de errar, a ciência não avançava.

É esta a mensagem que queria deixar: não devemos deixar de fazer as coisas só porque temos medo de falhar.

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