29 de janeiro de 2010

A grande farsa do aquecimento global

The great global warming swindle, que em português poderá ser traduzido como A grande farsa do aquecimento global, é um documentário muito interessante e que contradiz os “factos” apresentados no documentário Uma verdade inconveniente, que retrata a cruzada de Al Gore com o objectivo de tornar a questão do aquecimento global um problema reconhecido a nível global.

Vi-o pouco após a sua emissão pelo Channel4 britânico, em 2007, e há muito que estou para o divulgar no Átomo e meio, pois considero que o “Uma verdade inconveniente” tem a tendência para ser seguido acriticamente por muitos. Tem servido para formatar muitos jovens (e não só) no sentido do chamado aquecimento global ser provocado pelo CO2 antropogénico (produzido por intervenção humana).

Claro que o clima varia, sempre variou e sempre assim sucederá. As teorias também vão mudando, assim que modelos mais fiáveis são criados e mais dados existem disponíveis. Na década de 70 era divulgado pelos media que estaríamos à beira de uma nova idade do gelo, o que demonstra bem que as teorias sobre a evolução climática a médio/longo prazo variam tanto como o próprio clima.

Dou o meu pequeno contributo e aqui deixo outra versão dos factos. Depois, como sempre, cada qual fará os seus juízos. Era interessante que nas escolas, ao mostrarem o documentário do Al Gore, também mostrassem este.

O documentário está dividido em 8 partes ordenadas na seguinte playlist. Esta versão está em inglês, mas é a que recomendo pela superior qualidade.

Para quem preferir em português (do Brasil) mas numa tradução não muito cuidada e com pior qualidade de imagem, aqui está a alternativa, também em 8 partes ordenadas numa playlist.

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5 comentários:

Rodrigo Siqueira disse...

Não acredito que o Aquecimento Global seja uma farsa, realmente mudanças climáticas estão acontecendo e há teorias [que eu concordo com elas], que dizem que o aquecimento global pode trazer sim uma nova era do gelo...

antonionunes disse...

is lieeeeeee

Anónimo disse...

O que está havendo é um resfriamento global. Hoje um evento climático causa maiores desastres pela maior quantidade da população, inclusive em áreas de risco.
Daí, como somos ignorantes por natureza, imaginamos que nunca houve nada igual, mas já houve coisas muito piores. Por exemplo, os alagamentos recentes, a maioria das pessoas situavam-se em regiões de risco. As chuvas, etc. São ciclos da natureza, de décadas, ou anos que aconteceram em maior proporção no passado. Vc já ouviu falar: A pior chuva dos últimos 100 anos? A pior nevasca dos ultimo 40 anos? Então! é algo natural cíclico. Há um grande interesse político por trás de todas as afirmações referentes sao aquecimento global. Veja bem, o CO2 é o gás da vida, sem o co2 as plantas nao se desenvolvem, quanto mais co2 melhor. O enxofre é nocivo e deve ser combatido, mas o co2 é benéfico. O que acho válido é a consciência ambiental em relação a reciclagem e a preservação da biodiversidade. Portanto, acho que a ideía do aquecimento global, por mais infundada que seja pode despertar o lado ecológico de cada um.

Rita Robalo Sobreiro disse...

Cheguei a este post por acaso e infelizmente não pude ver o documentário com o cuidado merecido. Assim a minha crítica não pode ser dirigida directamente ao documentário.

O CO2 não é o único gás de estufa, nem o mais "poderoso" (a nível dos efeitos e consequências para o aquecimento global). Mas parece ser o maestro, como é referido neste site http://www.sciencedaily.com/releases/2010/10/101014171146.htm.

A meu ver o filme de Gore peca principalmente por se centrar demasiado no papel do CO2. Existem outros factores e muitas variáveis que são importantes no estudo do clima.

Mas a emissão excessiva de CO2 para atmosfera tem outras consequências muito negativas, nomeadamente para os Oceanos, que justificam a sua monitorização e controlo . Dois exemplos são a “interferência” na produção de conchas de aninmais marinhos referido em http://emanaoeumaavestruz.blogspot.com/2010/09/fumarolas-mostram-consequencias.html e o aumento do ruído nos Oceano referido em http://emanaoeumaavestruz.blogspot.com/2010/09/muito-ruido-no-oceano.html (não esquecer que vários predadores marinhos utilizam sistemas de ecolocalização).

Nota: o documentário do Channel4 tem sido alvo de muitas críticas. Em resposta a essas críticas o Ofcom (uamespécie de organismo regulador) elaborou um relatório pouco abonatório sobre este documentário (http://stakeholders.ofcom.org.uk/binaries/enforcement/broadcast-bulletins/obb114/issue114.pdf), segundo um artigo da New Scientist (http://www.newscientist.com/article/dn14379-why-climate-swindle-film-is-dangerous-despite-ruling.html?full=true). Os autores do documentário do Channel4 parecem ter admitido a manipulação de dados apresentados, nomeadamente gráficos.

Vani disse...

Al Gore é sensacionalista e retira lucros do ambiente. No entanto, o aquecimento global está longe de ser uma farsa; o CO2 não é o gás com efeito de estufa mais potente, mas é um facto - e não uma teoria - que a sua concentração na atmosfera é demasiado alta.

Como sempre, a resposta está algures no meio: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Não podemos cair em alarmismos, porque o clima sempre mudou desde que a Terra é Terra, mas também não podemos negar factos. E o aquecimento global, cuja prova mais viva é o degelo polar, o kilimanjaro sem neves, os glaciares recuados, etc, etc...não é uma teoria. É um facto.

Se Al Gore peca por ser alarmista e sensacionalista, se muitos defensores do ambiente pecam por lançar a paranóia sobre a população e acusar todo e qq um de ser um ecoterrorista, este novo documentário peca por enterrar a cabeça na areia e renegar aquilo que são factos...e um facto é que o CO2 é um gás com efeito de estufa. Que a temperatura média da terra e dos oceanos aumentou, que a acidez dos mesmos aumentou, que as rotas de migração dos animais estão alteradas, que os fenómenos meteorológicos extremos como as cheias são cada vez mais frequentes e, bem, enfim.

Como eu disse, nem tanto ao mar, nem tanto à Terra. Concordo consigo num aspecto: se o documentário de algore (que eu costumo desaconselhar...) é passado, tb deveriam mostrar o outro extremo e deixar que se tirassem conclusões. No entanto, nem todos têm espírito critico e nem todos serão guiados para a única conclusão possível: há mudanças em curso e não sabemos dizer se serão catastróficas ou não; a curto prazo, começam a parecer ser. A longo prazo, só o tempo o dirá; até lá só se podem fazer previsões. Nem tanto ao mar...nem tanto à terra.

Atenção á teoria de que muito co2 é benéfico para as plantas!... infelizmente, não é nem para os oceanos, nem para os solos! Uma atmosfera rica em co2 com um solo pobre, dá?...pois. Além de que existem estudos que já provaram que uma atmosfera rica em CO2 acaba por levar a carência de nutrientes nas plantas em si, dado que a capacidade destas de os retirar do solo (quiçá por os solos estarem comprometidos...) foi comprometida...


E isto para não repetir o que a comentadora Rita já expôs.

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