29 de junho de 2009

O relógio, a Matemática e a genética nacional

clock_mathPara sabermos que horas são, controlar as nossas tarefas durante o dia, conseguir chegar a horas aos compromissos, enfim, saber a quantas andamos, precisamos da matemática.

Os portugueses não são conhecidos por serem pontuais, bem pelo contrário. Esta falta de pontualidade é frequentemente apontada por estrangeiros como um dos nossos grandes defeitos.

Esta incapacidade de chegar a horas a um encontro terá algo a ver com a dificuldade na matemática que alguns acreditam ser genética (eu não!) e que parece fazer parte do nosso fado?

Quantos não ouvimos já dizer, “Deixa filho, eu também não era bom (ou boa) com números.” ?

Será que alguns de nós nunca sabem às quantas andam, e raramente são pontuais porque a matemática lhes faz confusão? Ou será só falta de respeito pelo outro? Ou ambas?

Se, ao olhar para o relógio, vir um conjunto de símbolos ininteligíveis, então é provável que seja português (atenção, também pode ser brasileiro).

Quem aceita o desafio de explicar as representações matemáticas que estão presentes na imagem? Confesso a minha ignorância quanto a algumas delas, mas ao pesquisar já aprendi umas quantas coisas.

Vou dar uma ajuda. O 3! não é um 3 para ser lido enfaticamente, mas sim o factorial de 3, que significa 3x2x1. Esta era fácil.

25 de junho de 2009

Especialistas há muitos, seus palermas!

Especialista considera Portugal "líder mundial a repensar a educação"

O especialista canadiano em tecnologia Don Tapscott aponta Portugal como um exemplo a seguir na educação, elogiando o investimento em computadores individuais nas salas de aulas. Num artigo de opinião publicado no blogue Huffington Post - onde já escreveu Barack Obama -, Tapscott dirige-se directamente ao presidente dos Estados Unidos da América: "Quer resolver os problemas das escolas? Olhe para Portugal!". Ler o resto aqui.

Obama, se estás a ler isto, por favor não acredites já no “especialista”. Informa-te mais um bocadinho.

Eu também considero que há muita gente que fala sem saber do que fala.

Pelo currículo que vem após o post original, claramente se vê que este é um “especialista” grado. Até tem livros publicados.

Don Tapscott's is the author of 13 books about new technologies in business and society, most recently Grown Up Digital. He is Chair of the nGenera Insight think tank, and an Adjunct Professor at the Rotman School of Management, University of Toronto.

Dá-me ideia que o “especialista” está demasiado embrenhado no seu mundo tecnológico.

Deixei um comentário (com um inglês algo técnico) no post original, que isto de ir beber à fonte tem outro encanto. Como já estavam lá outros mais relacionados com as pedagogias, resolvi meter-me pela via dos custos associados.

Para acabar, aqui fica a última frase do artigo do “especialista”. Emociona.

Yet after seeing the promise of the exciting classrooms in Portugal, I'm convinced it is worth it. Your child should be so fortunate.

22 de junho de 2009

Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 2 (as calculadoras gráficas)

Este post vem na sequência do post Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 1 (os formulários).

O meu exame nacional de matemática de 12º tinha escrito no seu cabeçalho: Material permitido - material de escrita. Portanto, nem calculadora, fosse de que tipo fosse!

Claro que não sou apologista da não utilização da calculadora, bem pelo contrário. É essencial, apesar de muito subaproveitada. Contudo, a forma como tem vindo a ser utilizada é altamente perniciosa e penso que revela bem o laxismo e o facilitismo com que os alunos se deparam.

Como referi no post anterior,

Desde que, em 2006, foram implementados os exames de Física e Química A, não houve um único exercício nestes exames que tivesse obrigado à utilização das tão importantes e louvadas capacidades que as calculadoras gráficas possuem. Ou seja, qualquer calculadora científica não gráfica permitiria resolver as questões dos exames.

Para que têm então servido as extraordinárias capacidades das actuais calculadoras? Pura e simplesmente para cabular.

Pois é, as extraordinárias capacidades das novas calculadoras são usadas da seguinte forma: para cálculos, como uma calculadora básica, não gráfica, e depois, para arquivar as cábulas .

Para que não pensem que exagero, leiam estes diálogos retirados do fórum do exames.org. (Os intervenientes não são apenas dois, mas vários).

Penso que mostram bem o estado das coisas e o clima de impunidade que os alunos sentem.

Nota: não editei os diálogos, pelo que lamento a dificuldade que venham a sentir na sua leitura.

olá! O que é que acontece se formos apanhados com programas/ cábulas na calculadora durante 1 exame nacional? :? agradecia muito que me respondessem
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quando te deixam levar maquina grafica e porque podes usar todas as suas potencialidades
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pois... na makina pods ter la o k kiseres. nao pods é escrever nd por fora. nem guardes nnhum papelinho junto ds pilhas.. lol hj ate aí foram ver!
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ya lá isso é verdade. A mim só se viram o Modelo da calculadora para ver se era admitida, e tive sorte que eram profs de Português e Filosofia a vigiarem o exame, ou seja, se vissem lá as "cabulas", e perguntassem, dizia-lhes que eram uns modelos quaisquer (sim no caso de Matemática Aplicada. mas também verdade seja dita, as minhas cabulas eram maiores que a lista de compras do início do mês! Lol
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Ninguem te pode verificar a memora da makina..!
És livre de recorrer a todas as funcionalidade da makina !

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As minhas cabulas estão protegidas por pass por isso niguem vê. Se alguem ver a lista de programas digo k não sei a pass porke a emprestei a um primo. Se eles quiserem que façam reset.
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Não, é proibido por lei fazer reset à máquina! ;)
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So podem ver o exterior da maquina. De resto nao te podem mexer nos programas ;)
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Já agora, relativamente as resets e a eles fazerem qualquer coisa na máquina: "Aos alunos é permitida a utilização de todas as potencialidades da máquina, não sendo por isso permitida qualquer intervenção no sentido de fazer reset à mesma."

Será que eles sabem que as máquinas "dão para aquilo que a gente quer"? LOL
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Pessoalmente não vejo nenhuma vantagem em pôr passes a proteger os documentos po exame, já que ninguém vos pode mecher na máquina...aliás só perdem é tempo a escrever a pass de cada vez que querem ir ao documento
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mesmo que te mexam na maquina so' podem ver o exterior. os profs n tem autorizaçao pa ver os programas da maquina
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a minha prof de FQ ainda ontem quase que nos "obrigou" a passar tudo o que pudessemos pra maquina, formulas, texto, tudo tudo :P eles nao podem ver o conteudo da maquina, a unica coisa k fazem antes do exame é ir as salas ver se as maquinas q temos estão entre os modelos autorizados pra usar no exame...por isso
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Passei horas a escrever coisas na máquina. Do que passei não sai nada. Colector solar, painel, CFCs, etc.
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Alguem me pode dar dikas para passar cabulas do pc para a makina??? tipo eu nao consigo passar...
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Ter o programa instalado e os cabos... depois é só dar ao dedo a escrever o que precisam

E ainda outra conversa, também retirada do fórum do exames.org.

Pessoal, Posso usar a MAQUINA CALCULADORA GRAFICA (claro que posso) para cabular??? Tipo, copiar textos da calc e os stores a ver? Posso fazê-lo sem ser às escondidas? Eles não anulam a prova ou veem ver as maquinas? Como é?
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Podes por lá o que quiseres, mas por amor de deus, daí a teres o stor a ver que estás a copiar tudo da calculadora, é abusar um bocado. Digo eu.
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Então posso? Quer dizer, copiar sem stress?
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Podes copiar. Podes por o que quiseres na calculadora o que quiseres. Mas, teoricamente, não se pode copiar nos exames, por isso se estiverem a olhar para ti, espera um bocado. Quando o prof nao estiver a ver, vai ver as cábulas. Ele só consegue ver que tens texto na calculadora se estiver em cima de ti (o que duvido). Isto tudo para dizer: podes copiar, mas nao sem stress.
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Podes usar "todas as potencialidades da calculadora gráfica", por isso... Claro que parece mal um setor estar a ver-te a copiar, mas eles não tem autorização para nos mexerem nas máquinas e nós podemos usar a máquina com todas as suas capacidades, por isso, acho que podes tar à vontade
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Podes fazer o que te apetecer com a informação que tens no "software" da calculadora.
E se algum vigilante implicar contigo, estás à vontade para o processar.
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Processar? Eu só preciso de copiar o que ta na maquina...
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Pois, mas imagina que te faziam reset à máquina e perdias a informação que lá estava (eu cá não corro esse risco porque tenho tudo no arquivo)... Nesse caso podias muito bem processar quem te tinha feito isso. E, obviamente, não podem dizer-te o que quer que seja relativamente à informação que tens na calculadora...
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De acordo com a lei, podes recorrer a todas as capacidades da calculadora. Não podes é ter nada escrito a caneta nem papéis na calculadora que pareçam ser cábulas...
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Assim sim, mas espero ficar nas mesas de tras, para nao correr riscos, mas as portas ficam abertas por isso nao sei nao !!!!
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Não corres riscos.

Reparem como a dúvida já não era se podiam utilizar as cábulas mas se o podiam fazer mesmo com os professores a ver. Pois é, os alunos sabem que não correm riscos e algum vigilante mais metediço ainda se arrisca a ser processado por algum menino. Tudo isto com a autorização dos serviços do ME. Leiam este esclarecimento, enviado para uma escola, pela DGIDC (Direcção-geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular), serviço do ME. Pode encontrar aqui o documento completo. Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.Oficio_Circular_1743_09_2 É isto que se pretende dos alunos da área de ciências? Muitos alunos podem não saber utilizar muitas das ferramentas, de facto necessárias e muito úteis, da calculadora, mas não há nenhum que não saiba como utilizá-la para cabular. Fazer exames assim é quase o mesmo que fazê-los com consulta.

Para mim é óbvio que à entrada dos exames (e testes, já agora) devia fazer-se reset (limpeza da memória) à calculadora. Não o fazer é fingir que não sabemos que os alunos estão a cabular. Para quem não sabe, o reset à calculadora não retira qualquer das funcionalidades necessárias para realizar a prova.

Será que todos os que opinam sobre estes assuntos têm conhecimento de que as coisas se passam desta forma? Será que ignoram para não arranjarem chatices com recursos e processos? Serei só eu que acho isto escandaloso?

Nota final: também já é possível utilizar as máquinas de calcular gráficas nos exames de matemática do 9º ano. Agora só falta permitir o CAS.

E depois disto tudo ainda há quem continue a dizer que há rigor e exigência. Pois!

Se tiver algo a dizer sobre o tema, convido-o a deixar um comentário.

Algumas considerações sobre o facilitismo dos exames nacionais – parte 1 (os formulários)

Agora que estamos em época de exames e em que surgem opiniões a favor e contra os ditos exames, gostaria aqui de tecer algumas considerações.

Em primeiro lugar, penso que os exames nacionais são imprescindíveis, o leque de disciplinas a que são realizados deve ser alargada e o seu peso deve ser maior. Quer no básico quer no secundário.

Mas, quando falo em exames, são exames a sério e não o que está actualmente instituído e é anualmente produzido pelos serviços do Ministério da Educação.

Já agora, gostaria de esclarecer que, ao contrário do que afirmaram recentemente membros do governo responsáveis pela educação, não são os professores que fazem os exames, mas sim alguns professores destacados, acredito que pela sua competência, pelos serviços do ME. Deixo a pergunta: será que um serviço que elabora exames e que está na dependência directa do poder político pode ser totalmente independente durante o processo de elaboração dos exames? Concordo com o Nuno Crato que afirmou ainda recentemente:

Os exames devem sair do Ministério da Educação, criando um gabinete de avaliação independente, até porque temos vindo a assistir a algo sem precedentes que é a utilização da avaliação como arma política.

Quanto ao facilitismo que considero estar instalado nos exames nacionais, não vou analisar a dificuldade das perguntas que têm saído, pois são analisadas pelas competentes sociedades científicas. Vou sim focar a questão dos formulários e sua evolução ao longo das mudanças programáticas, bem como a questão das máquinas de calcular gráficas e o modo como são utilizadas pelos alunos.

Vejamos a evolução (recente) dos formulários:

Os exames que realizei, no início dos anos 90, não tinham formulários. Tínhamos que saber as fórmulas a utilizar e a sua aplicabilidade. De seguida mostro a evolução dos formulários fornecidos nos exames das disciplinas de Matemática, Física e Química (estes dois últimos substituídos mal, quanto a mim, pela disciplina de Ciências Físico-Químicas - desde a reforma do secundário proposta por David Justino, que o ensino das ciências no secundário está uma sombra do que já foi).

Exame de Matemática de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário fornecido: Não há!

Exame de Matemática de 12º, “programa ajustado”, de 2000.

Formulário fornecido: O ajuste possibilitou que se fornecesse uma página repleta de fórmulas. Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.exame_M12_2000_form

Exame de Matemática de 12º, de 2008.

Formulário fornecido: Clique na imagem para que a possa ver em bom tamanho.exame_M12_2008_form

Exame de Física de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário ou constantes fornecidas:2009-06-21_163459E é tudo! O aluno tinha que saber o resto. Faço notar que a calculadora permitida nesta altura era uma simples calculadora científica, não gráfica.

Exame de Física de 12º, “programa novo”, de 2007 (último ano em que houve exames de Física de 12º).

Formulário fornecido: Passámos de zero fórmulas para 3 páginas de fórmulas. Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_F12_2007_form1 exame_F12_2007_form2 exame_F12_2007_form3

Exame de Química de 12º, “programa antigo”, de 2000.

Formulário ou constantes fornecidas: Não são fornecidas fórmulas e apenas as constantes necessárias, como constantes de solubilidade, algumas massas moleculares, constante de Planck,… O óbvio e justo.

Exame de Química de 12º, “programa novo”, de 2007 (último ano em que houve exames de Química de 12º).

Formulário fornecido: Passámos de zero fórmulas para 2 páginas de fórmulas. Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_Q12_2007_form1 exame_Q12_2007_form2

Exame de Física e Química A de 11º/12º, de 2009.

Formulário fornecido: Clique nas imagens para que as possa ver em bom tamanho.

exame_FQ_2009_form1 exame_FQ_2009_form2

Pergunto: Com exames que contêm formulários destes, o que se exige mesmo dos alunos de ciências? E note-se que, para além de fornecerem as "fórmulas", ainda é explicado o significado de cada símbolo e alguma teoria subjacente.

Poderíamos pensar que, agora que dão as fórmulas, os raciocínios seriam mais elaborados e as relações a fazer mais complexas. Nada mais longe da verdade. Os cálculos são bastante mais simples que os exigidos anteriormente e os problemas também não obrigam a raciocínios mais complexos.

Para além destes formulários, passou a ser permitida a utilização da calculadora gráfica, ao contrário dos antigos exames de Física e Química de 12º.

Claro que os actuais programas focam muito o uso das capacidades gráficas das calculadoras que, de facto, têm imensa utilidade. Mas o que acontece nos exames? Será que essas capacidades estão a ser utilizadas?

Desde que, em 2006, foram implementados os exames de Física e Química A, não houve um único exercício nestes exames que tivesse obrigado à utilização das tão importantes e louvadas capacidades que as calculadoras gráficas possuem. Ou seja, qualquer calculadora científica não gráfica permitiria resolver as questões dos exames.

Para que têm então servido as extraordinárias capacidades das actuais calculadoras? Pura e simplesmente para cabular. Mas com exames que contêm formulários destes, ainda são necessárias cábulas? Acham que exagero?

Continua no próximo post, que este vai longo…

Se tiver algo a dizer sobre o tema, convido-o a deixar um comentário.

Exame Nacional de Matemática do 9º ano. Pareceres da SPM e APM.

Hoje teve lugar o Exame Nacional de Matemática do 9º ano. Aqui ficam os pareceres da SPM e da APM:

  1. Após análise ao Exame do 9º ano hoje efectuado, a SPM verifica que o nível geral da prova é de novo demasiado elementar. O exame destina-se a alunos no final da escolaridade obrigatória. Após nove anos de ensino de matemática exigir-se-ia um maior grau de dificuldade.
  2. Logo na pergunta 1, pede-se a média aritmética de três números: 382, 523 e 508. A facilitar ainda os cálculos, que são triviais na posse da calculadora permitida nesta prova, fornece-se a soma (1413) — é uma questão do 6.º ano de escolaridade. Na pergunta 5, pede-se ao aluno que leia valores num gráfico simples. Após leitura desses dados pede-se que calcule o valor de 100 euros em libras, sendo sabido quantas libras vale um euro. A pergunta 6 está ao nível do 3.º ano de escolaridade. Na pergunta 7, pede-se para identificar um sistema de duas equações a duas incógnitas que nem se pede para resolver.
  3. Em quase todas as perguntas, os conceitos são testados com exemplos demasiado elementares. Os cálculos são todos muito simples, a equação do segundo grau é trivial, para mais sendo fornecida a fórmula resolvente, e os exemplos de geometria são demasiado directos.
  4. Não há problema algum em introduzir num exame perguntas de anos anteriores ou de grau de dificuldade baixo. O que é prejudicial é que um número exagerado de perguntas corresponda a tópicos que deveriam estar sabidos anos antes e que todas ou quase todas as perguntas tenham um grau de dificuldade muito baixo.
  5. Grande parte da matéria essencial do 9.º ano de escolaridade não foi coberta por esta prova. É o caso da resolução de inequações, sistemas e equações literais, multiplicação de polinómios, intervalos de números reais, proporcionalidade inversa e igualdade ou semelhança de triângulos.
  6. Tanto professores como alunos que se empenharam durante estes anos lectivos sentem-se desacompanhados e desapoiados com esta prova. O que exames deste tipo transmitem é a ideia de que não vale a pena estudar mais do que as partes triviais das matérias. Tanto os jovens que prosseguem os seus estudos no Secundário como os que terminam aqui a sua escolaridade não podem concluir estar bem preparados pelo facto de conseguirem um resultado satisfatório neste exame.
  7. Pode pensar-se que provas elementares têm a vantagem de ajudar a perceber que as questões matemáticas não são intransponíveis. Mas estabelecer patamares demasiado baixos, em vez de incentivar a mais estudo e mais conhecimento, acaba por prejudicar todos — tanto os melhores, que se sentem desincentivados, como os menos treinados, que sentem menos necessidade de trabalhar para aumentar o seu domínio das matérias. Em suma, uma prova demasiado elementar como esta não serve o progresso do ensino. Pelo contrário, cria precedentes difíceis de contrariar.
  8. A matemática é uma das matérias mais importantes para a formação dos nossos técnicos e dos cidadãos do futuro. Estamos no século XXI. É urgente formar técnicos competentes, capazes de competir num mercado internacionalizado e numa economia em que o conhecimento tem uma importância cada vez maior.

O Gabinete do Ensino Básico e Secundário da Sociedade Portuguesa de Matemática

A prova está, na generalidade, de acordo quer com as orientações curriculares, quer com as informações de exame de 2009: contempla itens das diferentes tipologias (respostas de escolha múltipla, resposta curta e resposta aberta) e incide sobre os diversos conteúdos previstos. Exceptuando a comunicação matemática, o exame contempla as restantes competências (conceitos e procedimentos, raciocínio e resolução de problemas). Os itens que avaliam o raciocínio e a resolução de problemas são adequados, excluindo o 6, por ser demasiado elementar. A linguagem utilizada ao longo do exame é acessível e adequada aos alunos e as imagens são claras e exemplificativas das situações descritas. A APM defende que um exame de final do ensino básico deve ser acessível e adequado ao nível de escolaridade dos alunos, o que se verifica nesta prova.

A Direcção da Associação de Professores de Matemática

Visões bastante diferentes, mas pendo em absoluto para o parecer da SPM e não é só pelo conteúdo demasiado “eduquês” da APM. Pela análise que fiz, parece-me bem mais realista. Também a mensagem que tenta transmitir é de extrema importância e devia ser levada a sério pelos responsáveis políticos.

Já agora, gostaria que a APM explicasse quais as partes da prova que não estão de acordo com as orientações curriculares, pois diz que apenas o estão “na generalidade”. Também gostava de perceber como é possível a SPM afirmar que “grande parte da matéria essencial do 9.º ano de escolaridade não foi coberta por esta prova”, enquanto que a APM diz que o exame incide sobre “os diversos conteúdos previstos”.

Será que analisaram o mesmo exame? Já agora também podem ler opiniões de alunos aqui, no Público.

Comentário da Sociedade Portuguesa de Química sobre o Exame de Física e Química A

Mais um post relacionado com os exames e sua dificuldade e exigência.

A Sociedade Portuguesa de Química realizou o seguinte comentário ao exame nacional de Física e Química A de 2009 (1ª fase):

  • A prova contém 3 tópicos (em 6) de Química (tópicos 1, 5 e 6) tendo, no total, 16 questões/subquestões. Destas, 9 eram de escolha múltipla.
  • Apenas 3 exigiam cálculos (5.2.1, 6.1.2 e 6.2.3), embora pouco elaborados.
  • Duas podiam ser respondidas por pessoas que nunca tivessem estudado química (1.2 e 1.3).
  • O grau de dificuldade das questões, numa escala de 1 a 5, vai do 1 ao 3, na nossa opinião.
  • Na questão 1.5.1, é pedido que se complete uma frase para que a afirmação fique correcta. A frase é:
    “A energia de ionização do magnésio é ________ à energia de ionização do sódio uma vez que, dado o _______ da carga nuclear ao longo do período, o raio atómico tem tendência a ______”.
    Ora esta frase, cientificamente, é bastante censurável porque, por um lado, faz depender o raio atómico exclusivamente da carga nuclear e, por outro, faz depender a variação da energia de ionização exclusivamente do raio atómico. Se é assim que é ensinado este assunto, seria desejável que fosse pura e simplesmente eliminado do programa. E é lamentável que um exame nacional dê cobertura a erros destes. Se o erro não é do programa e é apenas do exame...
  • O texto contextualizante do tópico 1, uma vez que é um conjunto de citações, não o vamos comentar.
Sem mais comentários da minha parte, para além do negrito. Ficarão para os próximos posts.

Exames 2009: como se prepara o “sucesso” fácil

Este editorial de José Manuel Fernandes (Público, 22 de Junho de 2009) constitui o primeiro de uma série de posts dedicados aos exames nacionais que por cá se fazem. Clique na imagem para ver melhor.

Exames_2009_sucesso_facil_publicoFui buscar aqui a imagem, na Educação do meu Umbigo.

Ainda hoje, outros posts sobre o tema.

Adenda: Sobre a questão do vocabulário fornecido, o GAVE prestou o seguinte esclarecimento.

21 de junho de 2009

Chegou o Verão (ou o Inverno)

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa:

Este ano o Solstício de Verão tem início no dia 21 de Junho às 06h46m. Este instante marca o início do Verão no Hemisfério Norte, Estação mais quente do ano. Esta estação prolonga-se por 93,65 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 22 de Setembro de 2009 às 22h19m.

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de altura em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.

A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu. Fonte

O seguinte vídeo explica bem o que determina a alternância das estações do ano (tradução e legendagem de Raquel Alípio).

 

distance_earth_sunPois é, ao contrário daquilo que muitos ainda pensam, as estações do ano não dependem da distância a que o Sol se encontra da Terra.

Há uma pequena relação entre a distância ao Sol e a temperatura na Terra, mas que não explica a existência das estações do ano.

Aliás, quando é Verão em Portugal, o Sol até está mais longe de nós do que no Inverno. Fonte da imagem.

Concluindo, nós em Portugal, no Hemisfério Norte, estamos no início do Verão. No Brasil e no restante Hemisfério Sul, estão no início do Inverno.

Mas os nossos visitantes brasileiros estão pertinho do equador, não devem sofrer muito com o frio. ;)

Não sei o que estão a pensar fazer hoje, mas eu vou para a praia aproveitar o solstício.

Eugene Cernan deixou as últimas pegadas na Lua

Eugene_Cernan_(Gemini_9)Na passada 6ª feira, Mário Crespo (um dos poucos jornalistas a sério que ainda temos no país), entrevistou Eugene Cernan na SIC Notícias.

Por que motivo faço aqui referência a esta entrevista? Pela simples razão de Eugene Cernan ter sido o último Homem a pisar o solo lunar. Foi há 37 anos.

Fazendo parte dos programas Gemini e Apollo, Eugene Cernan viajou para a Lua em duas ocasiões diferentes, a primeira apenas sobrevoando o satélite na Apollo 10 e a segunda comandando a Apollo 17, pousando na região de Taurus-Littrow. Nesta missão, ele e Harrison Schmitt passaram três períodos em actividades extra-veiculares na superfície, cobrindo um total de 22 horas fora do módulo lunar Falcon, em comparação com as duas horas dos pioneiros Neil Armstrong e Edwin Aldrin, três anos antes. Também quebraram os recordes de quantidade de material geológico trazido de volta e dirigiram mais de 35 km com o jipe lunar pela superfície de Taurus- Littrow. Fonte

Vale mesmo a pena ver a entrevista. Pela qualidade da mesma, pelas imagens da missão que nela são apresentadas, pela História, pela mensagens lúcidas e motivadoras de um homem com uma experiência de vida extraordinária.

Para quando outras missões tripuladas à Lua ou a Marte? Por falta de tecnologia não é certamente. Como diz Eugene Cernan durante a entrevista: “Temos mais poder computacional na palma da nossa mão, num telemóvel, do que eu tive para ir à Lua e voltar.”

Aqui está ela. Fonte

De momento o vídeo não se encontra disponível. Espero que seja temporário.
Afinal parece que já está outra vez (parece-me que o email para a SIConline deu resultado).

20 de junho de 2009

Finalmente umas palavras acertadas sobre a avaliação dos professores

Ditas pelo Sr. José “Animal Feroz” Sócrates.

avaliacao_socretinaAutor: Antero Valério

Não se pode resolver um problema sem admitir que ele existe. Infelizmente demorou muito tempo para que o reconhecesse e foi necessário que o “animal feroz” se sentisse acossado. Enfim, que não falte a benzina!

Encontrado aqui, na Educação do meu Umbigo.

16 de junho de 2009

Observação astronómica no Observatório Astronómico de Lisboa (20 de Junho)

Informação recebida hoje, do Observatório Astronómico de Lisboa:

Observatório Astronómico de Lisboa
Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Ano Internacional da Astronomia 2009 - E Agora Eu Sou Galileu

O OAL, no âmbito da iniciativa "E Agora Eu Sou Galileu" vai realizar várias observações ao longo do ano de 2009. A próxima destas observações decorrerá no dia 20 de Junho e terá lugar no Edifício Central, entre as 20:30 e as 22:30.

Nesta sessão serão realizadas observações com telescópio do planeta Saturno: sensibilização sobre o impacto das observações de Galileu para a Astronomia e a Ciência em geral.
A observação será precedida de uma visita ao Observatório com início às 20:45.
A entrada na Tapada da Ajuda faz-se pelo portão da Calçada da Tapada, em frente ao Instituto Superior de Agronomia.

15 de junho de 2009

Quiz 14: Física 8º – Luz 02

Temas: espectro electromagnético, a luz e as suas propriedades, a cor dos objectos e as lentes e defeitos de visão (miopia e hipermetropia).

Pode encontrar neste blogue muitos recursos que o podem ajudar. Utilize a pesquisa na barra lateral ou dê uso às etiquetas. Para aceder a outros questionários deste tipo, procure pelo tema Quiz.

Há questões em que surgem instruções. Dê-lhes a devida atenção para evitar perder pontos sem necessidade.

Qualquer dúvida ou falha que detectem, enviem um comentário.

Sugiro que cliquem em Full screen (abaixo de start quiz) e, na janela que irá abrir cliquem em Print (canto superior direito). Desta forma poderão ver e responder a todas as questões, voltando a trás e corrigindo quando necessário. Após a última questão aparece o botão para submeter todas as respostas de uma só vez.

Bom trabalho.

Aviso para os alunos que o realizaram na aula, para avaliação:

Deverão seguir esta ligação para consultar o seu resultado e analisar as respostas erradas que deram. Se tiverem alguma questão, escrevam um comentário neste post.

Já atribuí todas as bonificações decorrentes de erros de formatação na respostas.

13 de junho de 2009

Quiz 13: Física 8º – Luz 01

Mais um questionário (Quiz) para todos interessados em avaliar os seus conhecimentos de Física.

Temas: espectro electromagnético, a luz e as suas propriedades, a cor dos objectos e as lentes e defeitos de visão (miopia e hipermetropia).

Pode encontrar neste blogue muitos recursos que o podem ajudar. Utilize a pesquisa na barra lateral ou dê uso às etiquetas. Para aceder a outros questionários deste tipo, procure pelo tema Quiz.

Há questões em que surgem instruções. Dê-lhes a devida atenção para evitar perder pontos sem necessidade.

Qualquer dúvida ou falha que detectem, enviem um comentário.

Bom trabalho.

Sugiro que cliquem em Full screen (abaixo de start quiz) e, na janela que irá abrir cliquem em Print (canto superior direito). Desta forma poderão ver e responder a todas as questões, voltando a trás e corrigindo quando necessário. Após a última questão aparece o botão para submeter todas as respostas de uma só vez. Agradeço à Marta a dica muito útil.

5 de junho de 2009

“Podem sair”, crónica de Carlos Fiolhais

Vale a pena ler a seguinte crónica de Carlos Fiolhais.

“Podem sair”

Agora que o tempo de exames está a chegar, a pergunta “Para que servem os exames?” foi colocada pelo Guia do Estudante, distribuído com o Expresso de 29 de Maio, à Doutora Leonor Santos, que é apelidada de "uma das maiores especialistas em avaliação das aprendizagens" e apresentada como coordenadora científica do Mestrado em Desenvolvimento Curricular na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Que resposta dá essa especialista à pergunta? Num estilo socrático (o do pensador grego, não haja confusões), responde com uma outra pergunta: "Os exames têm por função seriar. Mas até que ponto é que essa seriação permite ter alguma confiança?" Conforme o lead resume, a entrevistada "questiona, ponto por ponto, os pressupostos que sustentam a existência de exames, tal como os conhecemos actualmente". Um estudante que consulte o Guia para obter informações sobre os exames e a melhor maneira de os preparar ficará decerto confundido ao ser informado que eles afinal não servem para nada, uma vez que não se pode confiar nos seus resultados. E, se pouca vontade tinha de estudar, fica logo sem nenhuma. Por seu lado, a política ministerial de desvalorizar os exames encontra, vinda de uma autoridade académica, uma sustentação teórica. Imagino que o referido mestrado seja frequentado por técnicos do Ministério da Educação...

O leitor benévolo poderá pensar que, embora da autoria de uma académica, se trata de uma opinião frívola de fim-de-semana. Pois nem isso. O jornalista informa-nos que a entrevistada "sentiu necessidade de impor a si própria que jamais trabalharia ao domingo. E, ao sétimo dia, aproveita para jogar golfe e tentar melhorar o seu actual handicap de 22 pancadas." Para que serve o handicap? Serve para fornecer uma seriação dos jogadores conforme o seu desempenho. Essa seriação permite medir o desenvolvimento realizado e proporciona aos jogadores metas a atingir. Fiquei a pensar se o progresso desportivo que a referida professora justamente ambiciona não terá alguma semelhança com o progresso escolar que os alunos, em geral, perseguem. E também se o treino que é absolutamente necessário para melhorar no desporto, salvaguardadas as devidas diferenças, não será comparável com o estudo que é indispensável para passar num exame.

O Ministério da Educação, com a maioria do seu pessoal formado por uma cartilha pseudo-pedagógica, dá a ideia de que não sabe para que servem os exames. Não existem verdadeiros exames nos primeiros nove anos de escolaridade uma vez que as chamadas provas de aferição não o são (“aferição” é eduquês puro!). Os exames finais do ensino básico, restritos a duas disciplinas e “bué” de fáceis, podem, mesmo assim, ser substituídos pela via das Novas Oportunidades, com a avaliação limitada a uma “história de vida” e, portanto, de uma banalidade escandalosa. E também os exames no final do secundário podem ser substituídos por provas para maiores de 23 anos de acesso ao ensino superior, onde a fasquia é baixa porque algumas instituições, com a corda na garganta, escancaram as portas com provas que de exame só têm o nome. Que haja alunos que ainda estudem alguma coisa não pode deixar de suscitar a nossa admiração.

A herança que a actual equipa do Ministério da Educação vai deixar é bem pesada. O pior de tudo não foi, porém, a continuada desvalorização do conhecimento, e do esforço que é preciso para o adquirir, na ilusão de disfarçar estatísticas que nos envergonham. Foi o apoucamento dos professores, que causou um dano grave na educação que vai levar anos a sarar. Para degradar o papel dos professores o Ministério não se contentou com a Sr.ª D. Margarida Moreira, o Magalhães e a avaliação “simplex”. Também criou o Manual do Aplicador das provas de aferição, que achincalha o corpo docente de uma maneira que ultrapassa o imaginável. Os professores têm de ler aos alunos: “Podem sair”. Como eu compreendo aqueles a quem apetece aplicar essa frase do Manual à equipa que escreveu e divulgou tal documento!

Público, 5 de Junho de 2009

Encontrada aqui, no De Rerum Natura, pois ainda não há ligação no Público online.

Quiz 12: Química 9º – 05

Mais um questionário (Quiz) para todos interessados em avaliar os seus conhecimentos de Química.

Temas: ligação química e compostos orgânicos.

Pode encontrar neste blogue muitos recursos que o podem ajudar. Utilize a pesquisa na barra lateral ou dê uso às etiquetas. Para aceder a outros questionários deste tipo, procure pelo tema Quiz.

Há questões em que surgem instruções. Dê-lhes a devida atenção para evitar perder pontos sem necessidade.

Qualquer dúvida ou falha que detectem, enviem um comentário.

Bom trabalho.

Aviso para os alunos que o realizaram na aula, para avaliação:

Deverão seguir esta ligação para consultar o seu resultado e analisar as respostas erradas que deram. Se tiverem alguma questão, escrevam um comentário neste post.

Já atribuí todas as bonificações decorrentes de erros de formatação na respostas.

3 de junho de 2009

Quiz today!

Ao contrário do que aparece escrito no quadro do cartoon do post anterior, o quiz não é na 5ª feira, mas sim na 6ª. Que não haja confusões.

E este cartoon é dedicado a todos os que o irão realizar. Não arranjem desculpas como as deste “estudante”. Ao trabalho!

glasbergen.ed11 Autor, Randy Glasbergen

E cuidado com os aspiradores, nunca se sabe.

E o conteúdozinho?

glasbergen.ed10 Autor, Randy Glasbergen (Fonte da imagem)

E o conteúdo fica para o fim, já que está ao alcance de uma rápida googlada (do verbo googlar).

2 de junho de 2009

A misteriosa Matéria Negra do Universo tem mais encanto…

Dark matterInvestigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram uma nova técnica de medição do rendimento da cintilação nos detectores de gases nobres que poderá representar um "contributo importante" para a detecção da Matéria Negra do Universo.

A Matéria Negra é uma substância pouco conhecida que se pensa ter influência sobre a gravidade necessária para manter o Universo unido.

Desde há cinco anos que os investigadores trabalhavam neste estudo, que resultou agora na criação de uma técnica de medição "mais precisa e directa" do rendimento de cintilação nos detectores de gases nobres (Xénon e Árgon), um "mecanismo essencial para a detecção de Matéria Negra", anunciou hoje a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Desenvolvida pelo Grupo de Instrumentação Atómica e Nuclear (GIAN), da FCTUC, a investigação é encarada pelo seu coordenador, Joaquim Santos, como um "passo pequeno mas importante para se compreender o funcionamento dos detectores da Matéria Negra e obter um conhecimento mais exacto dessa matéria".

"Há 94 por cento da matéria do Universo que não é visível, daí chamar-se Matéria Negra, e que explicará como a nossa Galáxia está junta e é como é", disse à Lusa o físico.

Joaquim Santos refere que a Matéria Negra "vê-se a partir da ionização que se produz no Árgon e que o que os investigadores de Coimbra desenvolveram foi um "método simples de medir quantos fotões (quantidade de luz) são produzidos por cada electrão que é libertado no Árgon". Leia a notícia completa no Público.

Para obter mais informação, aceda a:

Incompatibilidades do Blogger com o Internet Explorer

error_buttonAtenção! De momento existe uma incompatibilidade entre o Blogger e o Internet Explorer.

Sendo assim, recomendo que aceda ao Átomo e meio utilizando o Mozilla Firefox, o Opera ou o Google Chrome.

firefoxAliás, considero que não é só devido a este problema que deverá deixar de usar o Internet Explorer. Qualquer um dos outros que mencionei acima são bem melhores.

Aliás, a maioria das pessoas só utiliza o IE porque já vem com o Windows e nem se questiona se haverá melhores alternativas.

Por mim, continuo adepto do Firefox e do Opera, preferindo o primeiro por causa dos seus extras.

Se detectar problemas ao aceder ao Átomo e meio, avise-me por favor.

1 de junho de 2009

Dia da Criança (que há em todos nós)

calvin_auge_evolução

Calvin & Hobbes, Bill Waterson

Se reflectirmos bem, temos uma grande responsabilidade.

Quando penso no estado do ensino (principalmente quando me deparo com notícias destas), muitas vezes me interrogo: “Tantos anos de evolução para isto?!”

Nota: O tradutor devia ter traduzido o billion original por mil milhões e não por bilião, que para nós significa milhão de milhão.

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Estão atentos a este blogue....