25 de fevereiro de 2009

Mau uso da tecnologia cria cérebros preguiçosos

Quantas vezes não terei já dito isto mesmo a alunos e colegas professores? Aqui fica um artigo do Jornal de Notícias sobre o tema.

"(...) O uso desregrado das novas tecnologias pode ser meio caminho andado para uma má memória na velhice. O cérebro, não sendo um músculo, comporta-se como tal. Se não for usado, enferruja, alertam os especialistas.
"Se não se fizer alguma coisa já, teremos uma geração onde imperará a lei do menor esforço. Estamos a ficar escravos das máquinas. Sem estimulação, o cérebro ficará mais preguiçoso", alerta Manuel Domingos, coordenador da Unidade de Neuropsicologia do Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, e presidente da Comissão Científica da Sociedade Portuguesa de Neuropsicologia.
O cérebro parece estar a cair em desuso para muitas tarefas. Graças ao telemóvel, não é necessário memorizar números. As caixas registadoras fazem os trocos, enquanto o GPS retira a necessidade de ter "mapas mentais" ou pontos de referência. Poupa-se no cálculo e no raciocínio e corre-se o risco de alterar o funcionamento do cérebro, gerando massas cinzentas apáticas, atrofiadas.
Para o neuropsicólogo, as crianças são o grupo de maior risco. Na escola, o cálculo mental anda muito substituído pela calculadora. Em casa, são as consolas, os computadores e a televisão que captam as atenções, porque é mais seguro brincar em casa ou por falta de tempo dos pais, mergulhados nas lides domésticas. (…)" Ler artigo completo aqui.

Pois é, calculadora a mais, certos programas de TV a mais, jogos de PC e consolas a mais, livros a menos, etc. E depois dou por mim a observar funcionários que aparentam ter saído recentemente da escola, caixeiros de supermercado por exemplo, com escolaridade acima do 9º ano, a contar garrafas de água uma a uma, numa caixa com 24, em vez de multiplicar o número de filas pelo número de colunas, e a atrapalharem-se com os trocos mais triviais. Chego mesmo a deparar-me com alunos universitários que puxam da calculadora , ou telemóvel, para saber quanto é 10 a dividir por 4.

Bem, como são especialistas a dizê-lo, pode ser que dediquem um pouco mais de tempo a pensar no assunto.
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2 comentários:

** karolina ** disse...

mas é mesmo assim ...

qualquer dia temos um PC em vez de cérebro ...

André Estêvão disse...

Não há de faltar muito...

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